BOMBA NA RETA FINAL

Áudio de Medeiros dizendo para irmão de Gilmar Mendes que não ataca STF amplia desgaste após revelações sobre relação com Alcolumbre – veja o audio 

Gravação divulgada pelo Metrópoles mostra candidato afirmando que orientou sua equipe a retirar referências ao Supremo; episódio ocorre após questionamentos sobre sua proximidade política com Davi Alcolumbre e a lotação de sua esposa na estrutura da Presidência do Senado

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A reta final da disputa pelo Senado em Mato Grosso ganhou um novo ingrediente neste domingo (21). Um áudio divulgado pelo portal Metrópoles e cuja autenticidade foi confirmada pelo próprio deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) colocou novamente sob os holofotes a relação entre seu discurso político e sua postura nos bastidores em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A gravação foi enviada por Medeiros ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União Brasil), irmão do ministro Gilmar Mendes, decano do STF.

Segundo a reportagem da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Medeiros afirma na mensagem que não ataca o STF e relata ter determinado à sua equipe de marketing que retirasse referências à Corte de conteúdos preparados para sua comunicação.

“Uma coisa que eu tenho feito: por exemplo, eu não ataco o STF, viu, Chico. Meu marketing aqui tinha feito um negócio, eu falei: olha, quero que corte tudo. Eu não leio um texto para gravação que tenha qualquer coisa mencionando o STF”, afirmou Medeiros na gravação divulgada pelo Metrópoles.

A declaração repercute especialmente porque Medeiros construiu sua trajetória recente como um dos parlamentares identificados com o bolsonarismo em Mato Grosso e, ao longo dos últimos anos, fez críticas públicas a decisões e integrantes do Supremo.

No próprio áudio, entretanto, Medeiros faz uma ressalva: sua postura não se aplicaria a Alexandre de Moraes, ministro que se tornou um dos principais alvos políticos de setores bolsonaristas.

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Ao confirmar a autenticidade da gravação ao Metrópoles, Medeiros afirmou que sua posição é de preservação da instituição STF, embora considere que ministros individualmente possam cometer erros. Também declarou que poderia apoiar pedidos de impeachment caso entendesse que determinado ministro tivesse atuado contra a Constituição.

O áudio, porém, aparece justamente quando a relação política de Medeiros com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também passou a receber atenção durante a campanha eleitoral em Mato Grosso.

Reportagens recentes abordaram a situação funcional de Ruth Shizue Yamamoto Medeiros, esposa do parlamentar. Servidora efetiva da Prefeitura de Rondonópolis, ela está cedida ao Senado e ocupa função na estrutura da Presidência da Casa.

Medeiros já se manifestou publicamente sobre o assunto e sustenta que a cessão ocorreu dentro das regras administrativas.

A relação política entre Medeiros e Alcolumbre também possui registros públicos. Quando Alcolumbre foi eleito presidente do Senado em 2019, Medeiros apoiou sua candidatura. Registros daquele período mostram manifestações públicas de proximidade política entre os dois parlamentares.

O assunto ganhou peso porque Alcolumbre ocupa justamente o cargo responsável por decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo no Senado.

Em setembro, reportagens nacionais registraram a posição de Alcolumbre de não dar andamento a novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes, apesar da pressão exercida por parlamentares e grupos políticos ligados ao bolsonarismo.

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Nesse contexto, a divulgação do áudio adiciona um novo elemento ao debate político envolvendo Medeiros.

De um lado está o histórico do parlamentar ligado ao bolsonarismo e às críticas contra integrantes do Supremo. Do outro, aparecem agora sua relação política com Alcolumbre, a presença de sua esposa na estrutura administrativa da Presidência do Senado e uma gravação em que o próprio Medeiros diz ao irmão de Gilmar Mendes que não ataca o STF e que chegou a mandar sua equipe retirar referências à Corte.

Os fatos, isoladamente, não comprovam qualquer acordo entre Medeiros e ministros do Supremo. Medeiros também rejeita a interpretação de que tenha abandonado suas posições e afirma que continua crítico de decisões que considera equivocadas, particularmente aquelas tomadas por Alexandre de Moraes.

Ainda assim, a sequência de episódios coloca o candidato diante de questionamentos sobre a compatibilidade entre o discurso apresentado à sua base eleitoral em Mato Grosso e as relações políticas mantidas em Brasília.

Na reta final da eleição, o áudio revelado pelo Metrópoles acrescenta mais um componente a essa discussão e deve alimentar o debate político em torno da candidatura de Medeiros ao Senado.

Agora, a principal cobrança que emerge dentro do próprio campo conservador é sobre como o candidato concilia sua identificação histórica com o bolsonarismo, as críticas feitas ao Supremo e, ao mesmo tempo, a declaração privada de que orientou sua comunicação a não atacar o STF.

 

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POLÍTICA MT

MP Eleitoral registra 431 manifestações sobre propaganda irregular em MT

Balanço reúne ocorrências analisadas durante o primeiro mês de fiscalização das Eleições 2026 no estado

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O Ministério Público Eleitoral contabilizou 431 manifestações relacionadas à propaganda eleitoral irregular em Mato Grosso durante o primeiro mês de fiscalização das Eleições 2026. O levantamento considera o período entre 15 de agosto e 15 de setembro.

As manifestações incluem análises de representações, reclamações, pedidos de resposta e apurações envolvendo possíveis irregularidades na divulgação de propaganda eleitoral. A fiscalização ocorre tanto em meios tradicionais quanto no ambiente digital, incluindo redes sociais. 

Além dos procedimentos relacionados especificamente à propaganda, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) registrou outras 1.295 manifestações sobre diferentes assuntos eleitorais. Somados os dados, o MP Eleitoral chegou a 1.726 manifestações em Mato Grosso durante o período analisado. 

Segundo o procurador regional Eleitoral em Mato Grosso, Fabrizio Predebon da Silva, a rapidez na análise das demandas é importante para evitar que eventuais práticas irregulares produzam efeitos durante a campanha. A atuação também inclui ações preventivas e orientações sobre condutas permitidas e proibidas pela legislação eleitoral. 

O MP Eleitoral também destaca a participação da população na fiscalização. Eventuais irregularidades podem ser comunicadas por meio do aplicativo Pardal ou pelos canais de atendimento do Ministério Público Federal. 

Propaganda eleitoral gratuita

Com a proximidade do primeiro turno, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) também reforçou aos partidos e federações a necessidade de manter atualizadas as informações sobre a distribuição do tempo da propaganda eleitoral gratuita destinada às candidaturas proporcionais.

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A orientação envolve as regras referentes às cotas destinadas a mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas. Conforme informado pelo TRE-MT, os dados devem ser atualizados semanalmente no sistema HEG-Mídias. 

No ciclo encerrado em 17 de setembro, apenas um partido havia registrado no sistema informações indicando o cumprimento integral das cotas. Caso seja comprovado que os percentuais não foram alcançados em determinado ciclo, o tempo faltante deverá ser compensado posteriormente, conforme as regras eleitorais. 

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