ELEIÇÕES 2026

MT Dados aponta Natasha com maior rejeição; Wellington aparece em segundo

Candidata registra 18,2% de rejeição, enquanto Wellington Fagundes tem 10% e Pivetta aparece com 8,1%

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Nova pesquisa do Instituto MT Dados, divulgada nesta sexta-feira (2), aponta a candidata Doutora Natasha (PSD) com o maior percentual de rejeição entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso. Segundo o levantamento, 18,2% dos entrevistados citaram Natasha entre os nomes nos quais não pretendem votar.

Na sequência aparece Wellington Fagundes (PL), com 10% de rejeição. O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), registra 8,1%, menor percentual entre os três candidatos mais bem colocados na disputa pelo Governo.

Na sequência aparecem Rafaell Milas (Missão), com 7,8%; Maurício Coelho (Mobiliza), com 6,8%; e Sargento Laudicério (Agir), com 3,4%.

De acordo com o instituto, a pergunta sobre rejeição permitia que cada entrevistado citasse até três candidatos. Por se tratar de uma questão de resposta múltipla, os percentuais não devem ser somados. Outros 5,8% responderam branco ou nulo, enquanto 60,7% não souberam responder ou se declararam indecisos.

Intenção de voto

Na mesma rodada, a pesquisa apresentou o cenário de intenção de voto estimulado para o Governo de Mato Grosso. Pivetta aparece com 42%, seguido por Wellington Fagundes, com 23%, e Natasha, com 14%.

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Sargento Laudicério registra 2%, enquanto Maurício Coelho e Rafaell Milas aparecem com 1% cada. Brancos e nulos somam 6%, e 11% não souberam ou estão indecisos.

Na comparação com a rodada anterior do próprio instituto, Pivetta passou de 34% para 42%, uma variação de oito pontos percentuais. Wellington recuou de 26% para 23%, enquanto Natasha permaneceu em 14%.

Metodologia

A quinta rodada da pesquisa MT Dados ouviu 3.080 eleitores entre os dias 25 e 30 de setembro, em sete regiões de Mato Grosso. O levantamento utilizou metodologia híbrida, combinando entrevistas presenciais e residenciais com recrutamento aleatório pela internet.

A margem de erro informada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-07362/2026.

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POLÍTICA MT

Urna eletrônica completa três décadas e chega às Eleições 2026 com novos recursos

Sistema estreou nas eleições municipais de 1996 e passou por sucessivas mudanças tecnológicas; votação deste domingo (4) terá interface renovada e novas ferramentas de acessibilidade

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Às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo (4), a urna eletrônica chega aos 30 anos de utilização no Brasil. O equipamento começou a ser usado nas eleições municipais de 1996, quando cerca de 30% do eleitorado brasileiro votou eletronicamente. 

A implantação representou uma mudança significativa em relação ao sistema de cédulas de papel, cuja apuração era manual e podia levar dias. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a informatização buscou reduzir a intervenção humana na votação e na contagem, além de combater fraudes associadas ao antigo modelo, como adulteração de cédulas e manipulação durante a apuração. 

O primeiro modelo foi utilizado por mais de 32 milhões de eleitores em 57 cidades, com aproximadamente 70 mil equipamentos. A partir das eleições municipais de 2000, a votação eletrônica passou a alcançar todo o eleitorado do país. 

Ao longo das três décadas, diferentes gerações do equipamento incorporaram novos recursos. Em 1998, por exemplo, a urna passou a exibir a fotografia dos candidatos. Posteriormente, foram ampliados mecanismos de fiscalização, auditoria e identificação biométrica. 

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Novidades para 2026

Nas eleições deste ano, a urna terá uma nova interface. Entre as mudanças anunciadas pelo TSE estão a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida para facilitar a leitura, telas redesenhadas e uma barra de progresso que mostra ao eleitor quais etapas da votação já foram concluídas e quais cargos ainda serão apresentados. Também houve ampliação dos recursos de Libras. 

As alterações foram desenvolvidas para tornar a votação mais acessível e intuitiva, especialmente diante da quantidade de cargos em disputa nas eleições gerais.

Auditoria e fiscalização

De acordo com o TSE, os sistemas eleitorais são submetidos a procedimentos de fiscalização antes, durante e depois das eleições. Entre eles estão o Teste Público de Segurança, a cerimônia de lacração dos sistemas e os testes de integridade das urnas. Partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, OAB, universidades e outras entidades estão entre os legitimados a acompanhar diferentes etapas. 

Também é possível realizar procedimentos como a reimpressão e comparação do Boletim de Urna, verificação de assinaturas digitais, auditoria do código-fonte e recontagem por meio do Registro Digital do Voto (RDV). 

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Segundo o TSE, em três décadas de utilização das urnas eletrônicas não houve comprovação de fraude capaz de alterar o resultado de uma eleição produzida pelo sistema. O órgão informa ainda que o processo conta com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo do ciclo eleitoral. 

Neste domingo, mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. 

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