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TV do MEC estreia programação especial de preparação para o Enem

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Canal Educação, disponibiliza, a partir desta segunda-feira, 21 de setembro, uma série de programas voltados especialmente aos mais de cinco milhões de estudantes que se preparam para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 8 e 15 de novembro. A iniciativa reúne conteúdos, dicas e estratégias de estudo em diferentes áreas do conhecimento. 

A partir de uma faixa exclusiva de programação, o Canal Educação passa a trazer em sua grade de horários conteúdos para auxiliar estudantes a desenvolver estratégias de estudo em diversas áreas, como ciências, biologia, português e matemática, entre outras. 

Os conteúdos exibidos pelo canal são resultado de produções da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Audiovisual Brasileiro (Prodav), além de parcerias com a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). 

Confira os novos programas que passam a integrar a programação do Canal Educação: 

Prevest – E vamos de videoaulas? As gravações são uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas e a TV Encontro das Águas. A ideia é fugir do esquema tradicional de sala de aula e ajudar o estudante a fixar o conteúdo.  

Segunda a sexta: 5h45, 11h15 e 17h45. 

Pé da Letra – “Nem que a vaca tussa”. “Em boca fechada, não entra mosca”. Você descobre os significados destas expressões nos episódios de Pé da Letra, voltado a curiosos de todas as idades. O programa é produzido pela TV Ufop, emissora da Universidade Federal de Ouro Preto.  

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Segunda a sexta: 9h10 e 15h40. 

FibrA – Não é só a matemática que costuma assustar. Unir fórmulas, gráficos e conceitos abstratos pode ser um desafio para quem já tem dificuldades com cálculos. Mas isso pode ficar mais leve. Em FibrA, os conceitos da física são mostrados de forma prática. 

Segundas e quartas: 5h15, 10h45 e 17h15. 

Curta Ciência – Teses de doutorado e dissertações de mestrado em vídeos curtos de três a cinco minutos. Conhecimento acadêmico acessível ao público.  

Segundas e quartas: 5h25, 10h55 e 17h25. 

Descomplicando o Enem – Já pensou em aprender português e matemática de forma mais simples? A proposta do programa é te fazer pensar se essas matérias são realmente “bichos de sete cabeças”.  

Segunda a sexta: 9h20 e 15h50. 

Seguindo Alice – Assuntos diversos em explicações rápidas. Teoria do fluxo, intolerância religiosa e homofobia estão entre os temas abordados.  

Segunda a sexta: 13h25, 15h35 e 20h55. 

Biologando – A ideia aqui é entrar no mundo da biologia. Um complemento audiovisual para o que o aluno aprende em sala de aula. Vamos entender melhor sobre a origem da vida, a biologia celular e o processo de fermentação?  

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Segundas e quartas: 5h30, 11h e 17h30. 

Geo-roteiros – Geoturismo e geodiversidade. Tudo de forma lúdica. O destaque é o patrimônio geográfico do Rio Grande do Norte, com suas riquezas, entre elas, os Brejos de Altitude e o Geoparque Seridó. Vamos de conscientização sobre a preservação ambiental! 

Segundas e quartas: 5h40, 11h10 e 17h40.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) assina as produções FibrA e Curta Ciência. Quatro produções são fruto de parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN): Descomplicando o Enem, Seguindo Alice, Biologando e Geo-roteiros. 

Além dos novos programas, o Canal Educação já conta com outras atrações em sua grade: 

Se Liga na Educação (videoaulas) – segunda a sexta, 9h30 e 16h 
Português Daqui, Português de Lá (português) – quintas, 5h15, 10h45 e 17h15 
Trilha de Letras (literatura) – sextas, 5h15, 10h45 e 17h15 
Entrelinhas (literatura) – terças, 5h15, 10h45 e 17h15 
Heroínas Negras Brasileiras (história) – segunda a sexta, 15h25 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Canal Educação 

Fonte: Ministério da Educação

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Alunos nota mil inspiram preparação para a redação do Enem 2026

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De Fortaleza (CE), Carlos Eduardo Gomes transformou a conquista da nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em oportunidade e orientação a outros estudantes. De Virginópolis (MG), Samille Leão reservava tempo para responder simulados e reproduzir, em casa, as condições do dia da prova. De Jaguaribe (CE), Elivandro Rodrigues, professor, participa do exame anualmente para compreender melhor os desafios enfrentados por seus alunos. Três trajetórias que podem inspirar quem se prepara para o Enem 2026. 

Esses caminhos se encontram na nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, recém-divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). O material explica os critérios de avaliação e apresenta redações de participantes da edição anterior, acompanhadas de comentários pedagógicos. 

Para Carlos Eduardo, o apoio da família foi decisivo na trajetória até a universidade e na realização do sonho de cursar medicina. “Sempre acreditaram muito em meu potencial de conseguir chegar em uma universidade, de cursar medicina, que sempre foi meu sonho”, conta, ao falar dos avós e das tias. 

A conquista também ampliou o alcance de um projeto de mentoria de redação que Carlos já desenvolvia. Assim, ele passou a atuar na preparação de quase uma centena de estudantes a partir de seu próprio projeto e a integrar uma iniciativa da Secretaria de Educação voltada a alunos do oitavo e do nono ano. “Antes, eu buscava me inspirar em outras histórias, outras trajetórias. E saber que hoje eu sou uma dessas inspirações é uma grande realização para mim”, afirma. 

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Na preparação de Samille, estudante de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os simulados tinham lugar na rotina, inclusive durante feriados e encontros de família. “Eu simulava como se fosse o dia do Enem”, lembra. Para manter a concentração, ela pedia que ninguém entrasse em seu quarto enquanto fazia a prova. 

Ao recordar o caminho até a nota máxima, Samille destaca a dedicação e a importância das relações pessoais durante os estudos. “O que eu gostaria que as pessoas lembrassem. quando elas conhecessem minha história. é que é possível, sim, realizar nossos sonhos com dedicação e paciência”, diz. 

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Elivandro Rodrigues encontrou no próprio exame uma forma de aprimorar o trabalho em sala de aula. A inspiração veio de uma professora de física que fazia o Enem todos os anos para orientar melhor os estudantes. “Meu propósito não é simplesmente tirar nota mil. Eu quero ajudar meus alunos”, explica. Para ele, analisar os próprios erros também ajuda a identificar dificuldades e a preparar os alunos para a prova. 

A nota máxima trouxe reconhecimento ao professor e abriu caminho para a criação de um espaço presencial de ensino em sua cidade. “Isso me abriu uma porta aqui na cidade para ter um local presencial, ter um reforço, ter um curso de redação”, relata.  

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As experiências dos três mostram como a prática, o apoio de outras pessoas e a reflexão sobre a aprendizagem podem fazer parte da preparação para a escrita. 

Cartilha – A relação entre conhecimento e argumentação recebe atenção especial na nova cartilha do MEC. O documento alerta para o uso do chamado “repertório de bolso”, ou seja, referências memorizadas e empregadas de forma genérica, sem conexão efetiva com a discussão. De acordo com a cartilha, inserir uma citação de maneira automática ou forçada pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos ao tema. 

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A orientação da cartilha é selecionar referências pertinentes e explicar como elas contribuem para o argumento. Livros, filmes, acontecimentos históricos e outros conhecimentos construídos ao longo da formação podem ser utilizados, desde que façam sentido no texto. 

Além disso, também há a recomendação de leitura cuidadosa da proposta e dos textos motivadores antes de definir o posicionamento que será defendido. 

Para ajudar os participantes a compreender essas exigências, o material detalha as cinco competências avaliadas: domínio da escrita formal da língua portuguesa; compreensão do tema e da estrutura dissertativo-argumentativa; organização de informações e argumentos; uso dos recursos linguísticos que conectam as ideias; e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Cada competência pode receber até 200 pontos. 

Na cartilha, há uma seleção com redações de estudantes das cinco regiões do país que obtiveram boas notas no Enem 2025. Os comentários apontam como cada participante desenvolveu o tema, articulou o repertório e apresentou sua proposta de intervenção, oferecendo referências para a revisão e o aprimoramento da própria escrita. 

Também foram disponibilizadas versões com orientações específicas para participantes com dislexia, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para participantes surdos ou com deficiência auditiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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