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Virginia Mendes defende mais investimentos e autonomia para a agricultura familiar

A proposta prevê fortalecimento do FUNDAAF – Inclusão Rural e ações voltadas a jovens, mulheres, povos indígenas e mecanização de pequeno porte

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Entre as prioridades defendidas por Virginia Mendes para sua atuação na Câmara dos Deputados está o fortalecimento da agricultura familiar. A intenção é contribuir para ampliar políticas públicas de inclusão produtiva e autonomia econômica no campo, com atenção especial a jovens, mulheres, povos indígenas e famílias rurais em situação de vulnerabilidade.

Uma das principais diretrizes é defender o fortalecimento do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (FUNDAAF) – Inclusão Rural, inclusive por meio da articulação e da destinação de emendas parlamentares, quando cabível, sempre observadas a legislação, as regras orçamentárias, os critérios técnicos e as competências dos órgãos responsáveis.

Quatro frentes estruturam a proposta: Juventude Rural, Mulheres Rurais, Povos Indígenas e Mecanização de Pequeno Porte.

Nas linhas voltadas à Juventude Rural, Mulheres Rurais e Povos Indígenas, a proposta prevê a defesa de políticas de apoio a projetos produtivos, conforme programas legalmente instituídos, disponibilidade orçamentária, critérios técnicos e regulamentação dos órgãos competentes. As ações poderão contar com assistência técnica e acompanhamento da aplicação dos recursos, de acordo com as regras de cada programa.

“Tenho o compromisso de fortalecer a agricultura familiar e levar essa pauta para o debate nacional. Precisamos ampliar as condições para quem produz trabalhar, inovar e conquistar mais autonomia”, afirma Virginia Mendes.

Incentivo para os jovens permanecerem no campo

Voltada aos jovens que desejam iniciar ou fortalecer atividades produtivas, a Linha Juventude Rural busca contribuir para a redução do êxodo rural e estimular a permanência das novas gerações no campo. A proposta parte do entendimento de que ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda nas comunidades rurais pode tornar a atividade rural mais atrativa para os jovens e fortalecer a sucessão familiar.

Entre as prioridades estão o incentivo à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de novas atividades produtivas, criando melhores condições para que os jovens possam enxergar no campo uma oportunidade de futuro, com autonomia e perspectiva de crescimento.

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“Meu desejo é ver nossos jovens encontrando oportunidades para permanecer no campo. Com conhecimento, assistência e condições para produzir, podemos reduzir o êxodo rural e fortalecer a sucessão das famílias”, afirma Virginia Mendes.

Projetos desenvolvidos nessa área poderão contar com mecanismos de apoio e assistência técnica, conforme os programas e políticas públicas legalmente instituídos, a disponibilidade orçamentária e os critérios definidos pelos órgãos responsáveis.

*Mulheres rurais como protagonistas da geração de renda*

Para as mulheres que vivem no campo, a Linha Mulheres Rurais terá como foco a defesa de políticas de inclusão produtiva e autonomia econômica.

Entre as possibilidades estão projetos de empreendedorismo, agregação de valor à produção e geração de renda, com atenção especial às mulheres em situação de vulnerabilidade. Todas as ações deverão observar os critérios técnicos, sociais, legais e orçamentários aplicáveis.

Reconhecer o papel das mulheres na produção rural também significa ampliar as condições para que elas desenvolvam suas próprias atividades econômicas e fortaleçam sua autonomia.

“É meu propósito ampliar as oportunidades para as mulheres do campo. Quando elas conseguem gerar renda e fortalecer sua autonomia, toda a família e a comunidade avançam”, afirma Virginia Mendes.

Respeito às comunidades e às vocações indígenas

No atendimento aos povos indígenas, a prioridade será defender iniciativas produtivas desenvolvidas por indígenas e suas comunidades, respeitando a organização social, as tradições e as características de cada território.

Segurança alimentar, produção sustentável, artesanato e geração de renda estão entre as possibilidades a serem consideradas, sempre de acordo com as políticas públicas destinadas aos povos indígenas, a legislação aplicável e a atuação dos órgãos competentes.

“Enquanto madrinha dos povos indígenas tenho responsabilidade com nossos irmãos. Minha intenção é valorizar as vocações de cada comunidade indígena e defender oportunidades que respeitem suas tradições, seus territórios e suas formas de organização”, afirma Virginia Mendes.

Mecanização para pequenos produtores

Outra frente prevista é a defesa de políticas de Mecanização de Pequeno Porte, voltadas ao acesso coletivo a equipamentos capazes de aumentar a capacidade de trabalho das pequenas propriedades.

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Dentro de sua competência e observadas as normas aplicáveis, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) poderá avaliar a possibilidade de estruturar uma ata de registro de preços para eventual aquisição de kits formados por microtrator e implementos compatíveis.

No âmbito de sua atuação parlamentar, Virginia Mendes pretende defender a destinação de recursos para iniciativas dessa natureza, inclusive para eventual aquisição dos equipamentos, desde que atendidos os requisitos legais, orçamentários, técnicos e administrativos pertinentes.

A eventual utilização de ata de registro de preços e a aquisição dos equipamentos deverão respeitar a legislação aplicável e a competência dos órgãos responsáveis, inclusive quanto à possibilidade de adesão à ata, quando legalmente permitida.

Cada kit poderá atender um grupo organizado de até dez famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica, caso essa modalidade seja adotada pelo programa e observadas as condições técnicas e administrativas para sua implementação. A seleção deverá considerar critérios técnicos e sociais, além da capacidade do grupo para o uso coletivo, a manutenção e a adequada utilização dos equipamentos.

Também poderá ser prevista assistência técnica e a adoção de instrumento jurídico adequado para a destinação, utilização e gestão dos bens, conforme as normas aplicáveis.

Por meio do mandato parlamentar, Virginia vai defender políticas públicas capazes de ampliar oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade e fortalecer iniciativas de geração de renda e desenvolvimento nos municípios, respeitando as competências dos diferentes entes federativos e os procedimentos legais e orçamentários.

“Meu compromisso é com um mandato atento às necessidades de quem vive no campo. Pretendo defender mais oportunidades, assistência técnica e condições para que as famílias possam produzir, gerar renda e crescer”, afirma Virginia Mendes.

Para a candidata, fortalecer a agricultura familiar significa também contribuir para a economia dos municípios, para a geração de renda e para a permanência das famílias no campo.

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MULHER

O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

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Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

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E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

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Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

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