CENÁRIO POLÍTICO

Virginia Mendes é citada por site nacional como possível candidata nas eleições de 2026

_Reportagem do portal Congresso em Foco aponta que atuação em programas sociais e presença pública colocam primeiras-damas no radar eleitoral para o Congresso Nacional; lista inclui Michelle Bolsonaro

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi citada como possível candidata nas eleições de 2026 em reportagem publicada pelo portal nacional Congresso em Foco, de Brasília. O site destaca que diversas primeiras-damas do país têm ganhado projeção política a partir da atuação em programas sociais e da presença constante em agendas institucionais.

A matéria, publicada nesta segunda-feira (09.03), também cita nomes que já aparecem no cenário político nacional. Entre eles está a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, apontada na reportagem entre possíveis candidaturas ligadas a lideranças políticas que vêm ampliando visibilidade pública por meio de agendas sociais e presença nas redes.

No caso de Mato Grosso, o portal aponta que o nome de Virginia Mendes tem sido mencionado no cenário político como possível candidata à Câmara dos Deputados. Segundo a publicação, a projeção ocorre em razão da atuação da primeira-dama em programas sociais estaduais, especialmente nas iniciativas ligadas ao programa SER Família.

O texto também destaca a presença digital de Virginia Mendes e a forma como ela combina conteúdos institucionais com aspectos do cotidiano nas redes sociais, estratégia que tem ampliado sua aproximação com a população.

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Casada com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, Virginia Mendes tem atuado diretamente na articulação de políticas sociais no Estado e é idealizadora do programa SER Família, que reúne diversas ações voltadas à proteção social, combate à vulnerabilidade e fortalecimento das famílias mato-grossenses.

A atuação da primeira-dama também tem recebido reconhecimento nacional e internacional. Em cerimônia realizada no Copacabana Palace, Virginia Mendes recebeu o prêmio Personalidade do Ano na Influência Digital em Ação Social, concedido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais. Ela também foi agraciada no Senado Federal com o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, reconhecimento concedido a mulheres que se destacam na defesa dos direitos femininos e na promoção de políticas públicas voltadas à sociedade.

Virginia Mendes também foi oficializada como Embaixadora Mundial do Parajiu-Jitsu, título concedido pela Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Paradesportivo, passando a representar a modalidade inclusiva e a incentivar a participação de pessoas com deficiência no esporte.

Embora o nome da primeira-dama de Mato Grosso apareça entre os possíveis quadros eleitorais, Virginia Mendes já afirmou em outras ocasiões que analisa os cenários políticos com serenidade e que qualquer decisão sobre uma eventual candidatura será tomada no momento oportuno.

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MULHER

O primeiro tapa quase nunca é o começo da violência Por: Virginia Mendes

Quando um caso de violência contra a mulher ganha as manchetes, muita gente imagina que tudo começou com um tapa. Mas, na maioria das vezes, não é assim. A agressão física costuma ser o último estágio de uma violência que começou muito antes, de forma silenciosa, disfarçada de cuidado, amor ou ciúme.

Primeiro vêm os comentários sobre a roupa. Depois, as críticas às amizades, à família, ao trabalho e às redes sociais. Aos poucos, o controle sobre horários, decisões e escolhas se torna parte da rotina. O ciúme deixa de ser sentimento e passa a ser posse. É aí que mora o perigo.

A violência psicológica não deixa, necessariamente, marcas no corpo, mas pode destruir a autoestima, a liberdade e a saúde emocional da mulher. Humilhações, ameaças, chantagens, manipulação e isolamento fazem com que muitas vítimas percam a confiança em si mesmas e acreditem que não conseguirão sair daquela situação.

Por isso, é preciso reconhecer os sinais antes que a violência evolua para agressões físicas e, em casos extremos, para o feminicídio.

Todo relacionamento tem conflitos e divergências. O que não pode ser normalizado é o desrespeito. Se uma mulher muda a maneira de se vestir, deixa de conviver com a família ou passa a medir cada palavra por medo da reação do companheiro, ela não está vivendo uma relação saudável. Isso não é amor.

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E há uma verdade que precisa ser repetida: a culpa nunca é da vítima. Nenhuma roupa, escolha ou comportamento justifica uma agressão. A única pessoa responsável pela violência é quem decide praticá-la.

Ao longo da minha caminhada, ouvindo mulheres e acompanhando histórias de superação, muitas vezes escutei a mesma frase: “Eu não percebi quando tudo começou”. É justamente por isso que a informação é tão importante. Precisamos falar sobre os primeiros sinais para que as mulheres possam reconhecê-los e buscar ajuda antes que seja tarde.

Também precisamos fortalecer a rede de apoio. Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho devem estar atentos. Muitas mulheres permanecem em silêncio por medo, vergonha, dependência financeira ou pela esperança de que o agressor mude. Acolher, orientar e incentivar a denúncia pode salvar vidas.

Defendo que o Brasil avance na prevenção, na proteção das vítimas e na punição dos agressores. É preciso investir em educação e acolhimento, mas também discutir o endurecimento das leis. Defendo a reforma da Constituição para permitir a prisão perpétua para feminicidas e autores de crimes hediondos. Crimes tão graves exigem respostas à altura de sua brutalidade.

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Mas nenhuma punição será suficiente se continuarmos chegando tarde. Precisamos agir diante dos primeiros sinais, antes que o controle vire agressão e que a agressão termine em tragédia.

Se você vive uma relação marcada pelo medo, pelo controle, pelas ameaças ou pelas humilhações, pedir ajuda não é fraqueza. É coragem. Você não está sozinha.

Denuncie. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima. O Ligue 180 oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em situações de risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.

A violência doméstica não começa com o primeiro tapa. Muitas vezes, começa com palavras, controle em diversas situação, entre elas a patrimonial e violência psicológica. Reconhecer os primeiros sinais pode salvar uma vida.

Virginia Mendes é economista, ex-primeira-dama de Cuiabá, ex-primeira-dama de MT idealizadora do programa SER Família.

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