EM CAMPO NOVO DO PARECIS

Virginia Mendes cobra prisão imediata de autor de ataque que deixou mulher com 40% do corpo queimado

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, manifestou indignação e cobrou rigor absoluto na responsabilização do homem suspeito de atear fogo na própria esposa, de 46 anos, deixando a vítima com cerca de 40% do corpo queimado.

O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (8), no município de Campo Novo do Parecis, e é investigado como tentativa de feminicídio.

Segundo a Polícia Civil, a mulher deu entrada no Hospital Municipal Euclides por volta de 0h40, relatando que o autor das agressões foi o marido, de 35 anos, que fugiu após o ataque. A vítima foi socorrida pela própria filha, de 24 anos, que informou à polícia haver histórico de violência doméstica entre o casal.

A primeira-dama afirmou que a violência sofrida pela vítima simboliza uma dor profunda que atravessa e atinge todas as mulheres.

“Soube desse caso há pouco e estou devastada. É um sofrimento que não dá para explicar, uma dor que atinge não só quem vive a violência, mas todas nós, mulheres. Cada agressão carrega o medo, a angústia e a sensação de que, a qualquer momento, uma vida pode ser interrompida. Essa não é uma luta individual, é uma luta de todas nós”, disse ela.

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Virginia Mendes também cobrou novamente mudanças estruturais e o endurecimento da legislação penal, com punições mais severas para crimes praticados contra mulheres.

“Precisamos de leis mais duras e de respostas compatíveis com a gravidade desses crimes. A violência contra a mulher não pode ser tratada como algo comum ou aceitável. Não podemos conviver com a sensação permanente de que estamos apenas enxugando gelo enquanto vidas são destruídas”, destacou.

A primeira-dama afirmou que acompanhará o caso de forma permanente e que manterá a cobrança constante junto às autoridades até que o autor do crime seja localizado e preso pelas forças policiais.

“Vou acompanhar de perto cada etapa da investigação e o trabalho das forças policiais até que quem cometeu esse crime seja preso. Não vou descansar enquanto esse homem não for responsabilizado. Crimes como esse não podem ficar impunes, e a sociedade precisa ter a certeza de que a Justiça será feita”, enfatizou.

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MULHER

Bispo que já ofendeu autoridades e foi condenado pela Justiça volta a ser denunciado por ameaças e agressões verbais contra servidora

Caso ocorreu dentro de gabinete em Várzea Grande; histórico do assessor inclui confronto com policiais federais e condenação por danos morais

Uma servidora da Prefeitura de Várzea Grande registrou boletim de ocorrência contra o assessor Gustavo Henrique Duarte, conhecido como “bispo Gustavo Duarte”, por supostas ameaças, agressões verbais e comportamento intimidatório dentro do ambiente de trabalho.

De acordo com o relato, o caso ocorreu na manhã da última terça-feira (29), dentro de um gabinete da administração municipal. A vítima afirma que foi chamada de “sonsa” e “idiota”, além de ter sido ameaçada com a frase: “você vai ver o que eu vou fazer com você”.

Segundo o boletim, a confusão teria começado após o assessor exigir o cumprimento imediato de uma tarefa. Ao informar que já estava executando outra demanda, a servidora relata que ele passou a agir de forma agressiva, elevando o tom de voz e adotando postura considerada truculenta.

Ainda conforme a denúncia, mesmo após intervenção de colegas, o assessor teria invadido outra sala, apontado o dedo no rosto da vítima e reiterado as ameaças. O documento também cita que ele teria feito comentários depreciativos a terceiros, inclusive com ofensas relacionadas à aparência da servidora.

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A mulher afirma que o comportamento não seria isolado. Segundo ela, episódios semelhantes já teriam ocorrido com outros servidores, criando um ambiente de medo dentro da repartição. “Ele trata as pessoas de forma grosseira, autoritária. Não foi só comigo”, declarou.

Diante da situação, a servidora informou que solicitou medida protetiva por receio de novas abordagens.

HISTÓRICO DE POLÊMICAS

O nome de Gustavo Duarte já esteve envolvido em outros episódios de confronto e polêmicas.

Em 2025, durante uma operação da Polícia Federal que investigava a disseminação de fake news contra o governador Mauro Mendes, o então ex-secretário e sua esposa foram filmados discutindo com agentes federais durante o cumprimento de mandados. Na ocasião, houve acusações de desacato.

As imagens foram posteriormente divulgadas, o que motivou uma ação judicial por parte de uma delegada da Polícia Federal. A Justiça entendeu que houve extrapolação do direito de expressão, com exposição indevida da autoridade policial.

Como resultado, o juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, condenou Gustavo Duarte e sua esposa ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais à delegada.

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Segundo a decisão, a divulgação do conteúdo gerou constrangimento e violou a honra da agente pública.

O episódio também culminou, à época, na exoneração de Duarte do cargo de secretário, embora ele tenha retornado posteriormente à administração municipal como assessor.

CONDUTA RECORRENTE

Na denúncia mais recente, a servidora afirma que o comportamento agressivo seria recorrente e direcionado especialmente a colegas mulheres, com relatos de desrespeito, intimidação e exposição de servidores dentro do ambiente institucional.

OUTRO LADO

Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande informou que não comenta questões de natureza pessoal, mas ressaltou que todas as denúncias formais são encaminhadas aos setores competentes para análise, conforme a legislação vigente.

A administração afirmou ainda que mantém políticas voltadas à garantia de um ambiente de trabalho seguro e respeitoso, e que permanece à disposição para esclarecimentos dentro dos limites legais.

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