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Seduc amplia projeto piloto de mentoria para fortalecer ensino de professores em 2025

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Com o apoio do Banco Mundial, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai ampliar, em 2025, as ações do projeto piloto de desenvolvimento profissional de professores com o objetivo de fortalecer a qualidade do ensino e melhorar o aprendizado dos alunos nas escolas da Rede Estadual.

O projeto faz parte do Programa de Fortalecimento de Práticas Pedagógicas, da Seduc, que acompanha professores de língua portuguesa e matemática em turmas de 6º ano e realiza o diagnóstico da qualidade do ensino do educador.

Para diagnosticar a qualidade das práticas de ensino, um profissional certificado observa o professor em sala de aula e elabora um retrato dele em sua prática pedagógica, mapeando as habilidades que não são consolidadas e priorizando aquelas mais importantes por meio de uma mentoria personalizada.

O professor Eudes Jarbas dos Reis Cavalcante, um dos mentorados pelo programa, disse que, por mais que se sinta observado em sala de aula, entendeu que faz parte do processo.

“Sou observado e depois são apresentadas gestões para que minhas práticas possam ser melhoradas. Estou captando o máximo possível para poder transmitir isso em sala de aula. Já tive resultados bem positivos e bem favoráveis nesse processo”, comentou.

Em 2024, o programa foi instituído em 80 unidades escolares e acompanhou 346 professores de língua portuguesa e matemática, com o auxílio de 20 professores bolsistas, também chamados de professores fortalecedores.

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Já para 2025, será realizada a expansão do programa que passará a atender 410 unidades escolares, que representa 63,5% do total de unidades escolares do Estado.

Também será ampliado o número de professores mentorados para 4.946 educadores, que representa 72% do total de professores de língua portuguesa e matemática da rede, além de 410 coordenadores pedagógicos.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, com um bom diagnóstico, a Seduc consegue prestar um atendimento melhor para que o professor ofereça uma aula mais eficiente.

“Para isso, a gente tem que melhorar também a capacidade e melhorar as práticas pedagógicas dos nossos profissionais. Então, ele se aperfeiçoando, consequentemente teremos uma aula mais eficaz. Esse é o grande objetivo do programa e da metodologia do Banco Mundial”, explicou o secretário.

Na avaliação da secretária adjunta de Gestão de Pessoas, Flávia Emanuelle de Souza, as mudanças já são vistas num curto prazo de tempo. “Já estamos vendo o professor agregando novas competências com base naquilo que foi diagnosticado para ele. Estão melhorando o feedback e o tempo em sala de aula”, completou.

O professor Joabson Xavier Pena, que é chefe da Unidade de Políticas de Formação Continuada da Seduc, aponta que hoje são 20 profissionais atuando nas mentorias. “Todos eles têm suporte para que os alunos aprendam com prazer e com apego pela disciplina e à forma diferenciada de ensinar e de aprender”, disse.

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A mentora Yara Reis Cardoso apontou que auxiliar os professores é uma troca. “Ser mentora é inspirar as pessoas e, de certa maneira, aconselhar, orientar e compreender um pouco de cada pessoa. É a gente partilhar conhecimentos, ensinamentos, práticas que podemos melhorar, explorar, porque já temos uma bagagem dentro de nós”, conta.

O professor Gyan Lucca Pinto Ribeiro, que também passa pela mentoria, avaliou que a intenção do programa não é necessariamente uma análise do que se sabe de conteúdo, mas da prática que acontece em sala de aula. Durante a mentoria, ele disse que ganhou um feedback das práticas pedagógicas da rede e, assim, conseguiu construir uma visão do todo.

“Hoje em dia, preparo a aula pensando em como o aluno vai receber o conteúdo. Fortaleci as práticas que já existiam e otimizei a aprendizagem. Esse projeto veio para agregar ainda mais para a minha experiência pedagógica”, concluiu o professor.

Fonte: Governo MT – MT

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Conselheiros do TCE-MT publicam nota de solidariedade a Waldir Júlio Teis após exoneração da Escola Superior de Contas

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Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.

No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.

Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.

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Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Segue integra da nota:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS

Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.

A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.

Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.

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As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.

Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.

Cuiabá-MT, 22 de setembro de 2026.

Antonio Joaquim
Conselheiro – TCE/MT

Guilherme Maluf
Conselheiro – TCE/MT

Alisson Alencar
Conselheiro – TCE/MT

Fonte: TCE

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