TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Reunião debate prevenção e enfrentamento à tortura e maus tratos de pessoas

Reunião intersetorial temática com atividades de mobilização relacionadas à prevenção e enfrentamento à tortura e maus tratos de pessoas foi realizada na manhã desta quinta-feira (9 de junho), na Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. A ação é uma parceria entre o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Estado (GMF-MT) e a Rede de Proteção a Pessoas em Situação de Violência de Cuiabá.
 
Para a reunião foram convidados profissionais de instituições que atuam na temática para que seja verificado como o assunto é tratado na Capital, bem como os encaminhamentos que podem ser feitos para que haja atenção maior para prevenção e enfrentamento da tortura e maus tratos.
 
O GMF-MT tem expandido parcerias para o fortalecimento de debates e ações concretas. Quem explica é o gestor do Grupo, Lusanil Cruz.
 
“O GMF vem atuando fortemente na atuação da humanização do sistema carcerário e é só por meio de iniciativas como essa que vamos conseguir diminuir a reincidência dos egressos. Todas as ações estão voltadas para a reinserção social. Essa reunião também é uma discussão para melhorarmos a questão do sistema carcerário no que se refere a tortura. Estamos sempre perto de parceiros para focar na humanização. A sociedade civil precisa ter voz, precisa ter ações concretas e efetivas”, comenta.
 
O integrante da Rede de Proteção a Pessoas em Situação de Violência de Cuiabá (RPPSV) João Henrique Magri Arantes explica que a Rede tem objetivo de, por meio de reuniões intersetoriais, com profissionais que atuam no sistema de garantias de direitos, tematizar, problematizar sobre as diversas situações de violações que acontecem com as pessoas, como violência doméstica, violência contra crianças e adolescentes, violência contra pessoa idosa.
 
De acordo com João Arantes, esse trabalho da Rede motivou a organização de coletivos específicos para trabalhar cada uma dessas temáticas. “A Rede tem papel de provocar entre os profissionais do sistema de garantias de direitos sobre essas temáticas de relevância e a gente verifica que em Cuiabá ainda é pouco conversado sobre a situação de tortura e maus tratos”, diz.
 
Para o integrante da Rede, a atuação do GMF-MT é de grande relevância, não somente em Cuiabá, mas em todo Estado, e que questões complexas como esta precisam de parcerias para poderotiomem ter eficácia maior no enfrentamento.
 
“Essa atuação do GMF é importantíssima, tanto é que contamos com a parceria para a gente poder ganhar fôlego e chegarmos em Atores específicos que atuam nessa temática para podermos fortalecer nesse trabalho de Rede a incidência sobre essa temática no que estamos chamando de prevenção e enfrentamento a tortura e aos maus tratos. O trabalho do GMF é essencial na Capital e no estado e a gente conta coma colaboração para as articulações que estão por vir.
 
Programação – Na reunião houve apresentação e exposição das pessoas convidadas sobre as sensibilidades e desafios relacionados à pauta de tortura e maus tratos, a partir do seu local de atuação.
 
A representante da Associação para a Prevenção da Tortura (APT), Sylvia Dias, falou sobre a sensibilização sobre a temática e sugestões para as perspectivas para que a rede em Cuiabá e em Mato Grosso possam avançar para estruturação e articulação de forma intersetorial a fim de uma incidência maior na temática.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: fotografia colrida retangular, retratando uma sala em que os participantes estão reunidos em um semicirculo. Eles estão sentados em cadeiras e o palestrantes está em pé. Ao fundo a imagem projetada na tela de uma pessoa que participa do evento de forma virtual. 
 
Dani Cunha/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  TJMT garante tratamento mental de paciente em disputa contra plano de saúde em Mato Grosso
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

Leia Também:  Nosso Judiciário: Estudantes de Direito fazem visita ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso

“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

Leia Também:  TJMT atinge 86,4% das metas do PLS em 2025 e consolida avanço histórico na sustentabilidade

Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA