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Rádio TJ: Prosa Legal explica o que é o Núcleo de Sustentabilidade do TJMT

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A Rádio TJMT coloca no ar o Podcast Prosa Legal, no qual Jaqueline Schofen, gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, explica que o Poder Judiciário não se limita a julgar processos. Também é preciso administrar prédios, contratos, energia, água, resíduos e recursos públicos.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, essa gestão ambiental é conduzida pelo Núcleo de Sustentabilidade.

O Núcleo monitora questões como consumo de água e energia, contratos com critérios sustentáveis, uso de copos descartáveis, consumo de galões de água e gestão de resíduos.

Atualmente, são acompanhados 20 temas, desdobrados em diversos indicadores. Alguns medem gastos financeiros e outros medem consumo, como de papel, por exemplo.

O trabalho segue o PLS, o Plano de Logística Sustentável, diretriz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que padroniza 20 temas de monitoramento para todos os tribunais.

Todos os anos, o Núcleo compila os dados e parte das informações é enviada mensalmente ao CNJ. O restante é encaminhado anualmente.

Como todos os tribunais usam a mesma base do PLS, o CNJ consegue comparar resultados e avaliar o nível de maturidade em sustentabilidade de cada instituição. É a partir disso que os tribunais são ranqueados.

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Outro instrumento fundamental é o Plano de Gerenciamento de Resíduos, que orienta, por exemplo, a substituição de lixeiras individuais por coletivas. No podcast, Jaqueline também explica a separação correta dos resíduos do dia a dia, com recicláveis em sacos azuis e rejeitos em sacos pretos. Ouça o podcast para saber mais detalhes.

Apesar dos avanços, ainda há desafios. O Núcleo ainda não conseguiu implementar a gestão de resíduos nas 79 comarcas, não por falha dos gestores, mas porque muitos municípios não possuem coleta seletiva nem associações de reciclagem.

Hoje, a gestão de resíduos já funciona em 30 comarcas. O Núcleo estuda alternativas, como formar redes de apoio ou usar comarcas vizinhas para receber materiais recicláveis.

Na área de energia elétrica, o Tribunal ainda não é totalmente abastecido por fontes limpas. Apenas parte do consumo vem de energia renovável, como a solar, mas há espaço para avançar.

Outro ponto de atenção é o consumo de papel. Mesmo com o Processo Judicial Eletrônico, ainda há muitas impressões. A pergunta central do Núcleo de Sustentabilidade é simples: o que realmente precisa ser impresso e o que ainda é hábito?

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O bate-papo está imperdível. Ouça a entrevista completa.

Autor: Elaine Coimbra

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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