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Nosso Judiciário integra movimentação educativa em unidade de ensino do bairro Cidade Verde

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A manhã de quarta-feira (15) foi agitada na Escola Estadual Aureolina Eustácia Ribeiro, no bairro Cidade Verde, em Cuiabá. O projeto Nosso Judiciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) visitou a unidade de ensino e se juntou a duas outras atividades desenvolvidas por parceiros na escola: um concurso de dança e o circuito de saúde.
 
O servidor do TJMT, Neif Feguri Neto, distribuiu a cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais” e palestrou para cerca de 130 alunos e alunas de 12 a 15 anos que cursam o 6º, 7º, 8º e 9º Ano do Ensino Fundamental. O servidor explicou a diferença entre Fórum, Tribunal de Justiça, juiz, desembargador, Justiça Restaurativa e o que e Juizados Especiais. “A intenção maior sempre foi aproximar o Poder Judiciário da população, dos jovens, dos estudantes.
 
A aluna Evely Sabino, 13 anos, do 7º Ano, aprovou a iniciativa do Judiciário. “Eu achei bastante educativa e uma coisa muito boa para os jovens hoje em dia, principalmente a parte da Justiça Restaurativa, fala sobre a importância de ouvir dois lados para entender melhor a história”, citou.
 
O aluno Vinícius Lemos, 16 anos, do 8º Ano, afirma que pretende prestar concurso na área jurídica e adorou a visita do Nosso Judiciário. “Foi muito legal, aprendemos muitas coisas sobre a Justiça e isso vai ajudar no nosso futuro. A parte que mais gostei foi quando ele explicou sobre o Tribunal e sua estrutura”.
 
A diretora Cleonice Maria Wobeto reforçou que as atividades extraescolares dão animo para a comunidade escolar. “Nosso propósito aqui é fazer essa movimentação educativa mesmo. Cada segmento que faz parte da sociedade se torna importante para o crescimento e desenvolvimento das nossas alunas e dos nossos alunos, então, todo parceiro que se manifeste com interesse de nos auxiliar é bem-vindo”, analisa. “Maravilhosa a iniciativa do Poder Judiciário de vir à escola. Acho que tem que fazer essa aproximação mesmo. Às vezes são pautas simples, mas que as crianças não têm acesso, é mais difícil de acessar. Mas, quando palestras como a de hoje ocorre no pátio da escola, eles passam a ouvir e o assunto se torna familiar”, define.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem 1: Fotografia retangular e colorida do pátio da escola. Ao fundo aparece o palestrante, ele usa camisa branca, calça cinza escura e sapato preto. Ele segura o microfone em uma das mãos e na outra a cartilha. Na frente dele estão os alunos sentados em cadeiras enfileirados. Eles usam uniforme da escola e folheiam as cartilhas. Imagem 2: fotografia retangula e colorida retratando a estudante sendo entrevista. Ao fundo estudantes sentados em bancos. Imagem 3: fotografia retangular e colorida com a diretora da escola.
 
Alcione dos Anjos/Foto: Vinícius Balosio
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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