TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Magistrados prestam homenagens ao desembargador Luiz Carlos da Costa

O desembargador Luiz Carlos da Costa, falecido no dia 10 de maio, foi homenageado por vários colegas de desembargo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A missa de sétimo dia em memória do desembargador ocorreu na noite dessa quinta-feira (16 de maio), na Paróquia Santuário Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá.
 
O desembargador Márcio Vidal, presidente da 5ª Câmara de Direito Privado e amigo do desembargador Luiz Carlos da Costa por quase 39 anos, desde que ingressaram juntos na magistratura, pediu um minuto de silêncio em sua homenagem na sessão do dia 14 de maio. O magistrado falou sobre a história de vida do colega, do tempo em que começaram a carreira, além de sua personalidade e dedicação exímia aos estudos e ao trabalho.
 
“O desembargador Luiz Carlos da Costa tinha um amor ao trabalho, uma dedicação, era uma pessoa humilde, respeitadora dos seres humanos, produziu inúmeras decisões muito humanas e era uma pessoa honesta de uma forma inigualável. Ele sempre dedicou a sua vida, única e exclusivamente, ao trabalho. Uma vida simples. De segunda a segunda era dedicado à magistratura, e tinha sua marca, não só de estudioso, como também de honestidade. Ele realmente deixará saudades”, externou.
 
A desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos expressou pesar e falou sobre o desembargador na sessão da 1ª Câmara de Direito Público e Coletivo do dia 13 de maio. Eles trabalharam juntos no TJMT durante 23 anos, sendo 15 anos enquanto ela atuou como juíza convocada para o 2º grau e oito anos como desembargadora. “Aprendi muito com este homem. Ele, com seu jeito simples, brincalhão, mas muito sério, muito justo, muito humano. Aprendi também a justiça, a ser justa, olhar quem está dentro do processo, olhar o outro, olhar as mazelas daquelas pessoas, que muitas vezes recorrem ao Judiciário sem ter aonde ir. Então, ele sempre olhava a pessoa, se colocava no lugar do outro e era muito justo”, expressou a desembargadora.
 
Na mesma sessão, o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro também prestou sua homenagem ao desembargador: “Rogo para que encontremos conforto nas lembranças e, principalmente, na contribuição do desembargador Luiz Carlos da Costa, que foi inestimável, tanto para o direito, quanto para o Tribunal de Justiça e para a sociedade mato-grossense. Que a jornada do desembargador Luiz Carlos da Costa seja conhecida por todos, porque é uma jornada que ensinou todo magistrado que cada decisão, cada palavra, cada ato toca profundamente, principalmente as partes, e que o ser humano é muito mais do que essa casca que somos”.
 
“Digo que este Tribunal fica mais pobre com a partida do desembargador Luiz Carlos da Costa, com toda a certeza, e com todo reconhecimento da comunidade jurídica. O desembargador Luiz Carlos da Costa era um grande profissional, além de um ser humano de coluna vertebral ereta, uma pessoa que vai, mas nos deixa marcas por onde passou e por onde pisou. Este Tribunal fica, ao mesmo tempo, engrandecido de ter abrigado em seus quadros um desembargador da envergadura dele, mas também fica mais pobre com a sua partida”, externou a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas.
 
O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, presidente da 3ª Câmara de Direito Privado, também foi colega de turma da magistratura de 1985 e jurisdicionou com o desembargador Luiz Carlos da Costa quando ambos eram juízes em Diamantino. “O desembargador Luiz Carlos da Costa realmente era um juiz diferenciado, pois era odiado por uns e muito amado por outros. Era uma pessoa extraordinária no convívio, no dia a dia. Isso posso garantir a todos. O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso teve uma perda muito grande, pois com as suas frases, seus julgamentos, sempre obedientes à lei e à Constituição, como ele mesmo dizia, sempre firmado nessas bases. Assim, deixo aqui o nosso pesar a esse grande colega que se foi e que irá nos deixar muitas saudades”, afirmou na sessão do dia 15 de maio.
 
A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro lembrou que aprendeu muito com o desembargador Luiz Carlos da Costa. “Quando vim para cá, vim para uma Câmara de Direito Público, sempre ouvindo e lendo os seus votos, e isso nos fez ver o direito público com outros olhos”, destacou a desembargadora, durante e sessão de julgamento da Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo, realizada no dia 15 de maio.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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