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“Future Law: O Judiciário em Perspectiva” é debatido na quarta edição do Diálogos Digitais

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O futuro da Justiça brasileira foi o tema da quarta edição do Diálogos Digitais, realizada na manhã desta sexta-feira (22 de setembro) pelo Laboratório de Inovação do TJMT (InovaJusMT). Com o tema “Future Law: O Judiciário em Perspectiva”, o encontro reuniu magistrados, servidores e parceiros da rede de inovação para discutir transformação digital, futurismo e metodologias de inovação aplicadas à Justiça.

A abertura do evento foi conduzida pela juíza Joseane Carla Quinto Antunes, coordenadora do InovaJusMT, que destacou a importância do encontro como espaço de reflexão sobre os caminhos da Justiça estadual e federal.

“A ideia deste encontro foi trazer pessoas proeminentes na área de inovação e transformação digital para que possamos compartilhar e compreender para onde o Poder Judiciário está caminhando”, afirmou.

O juiz José Faustino Macêdo de Souza Ferreira, de Pernambuco, proferiu a palestra central, convidando os participantes a refletirem sobre um cenário futuro da Justiça. “Imagine um balcão de atendimento que não existe apenas fisicamente, mas que está na palma da mão de qualquer cidadão, a qualquer hora. Imagine decisões judiciais compreensíveis para todos, provas digitais analisadas em segundos e caminhos de solução antes mesmo de um conflito se tornar processo”.

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Ele defendeu que os tribunais construam repertórios de futuros possíveis e desejáveis, analisando sinais que antecipam mudanças. “No Tribunal de Justiça de Pernambuco, percebemos sinais de que o trabalho de alguns profissionais seria impactado pelo processo eletrônico. Só quando ignoramos esses sinais é que enfrentamos crises e temos que correr para requalificar pessoal e otimizar recursos. O futuro não espera. Precisamos agir a partir dos sinais que recebemos hoje”.

O futurismo judicial, segundo Faustino, não se limita à tecnologia. Ele citou exemplos de inovação em gestão e processos, como laboratórios multidisciplinares que tratam de programas complexos antes da decisão final. “Não é tecnologia, é experiência do usuário, empatia e prototipagem de soluções. Inovação é método aplicado a problemas reais, garantindo maior efetividade das políticas públicas e judiciais”.

O juiz ressaltou ainda que a inovação é a ponte entre o presente e o futuro desejado. “Sem inovação, o Tribunal se torna um barco à vela, conduzido pelo vento das circunstâncias externas. Precisamos colocar motor nesse barco e definir para onde queremos ir”.

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Complementando, João Guilherme de Melo Peixoto destacou que a inovação deve ser percebida como competência cotidiana, e não apenas como um ato disruptivo: “Já existem resultados que mostram que laboratórios de inovação permitem construir soluções testadas, embasadas em dados e evidências, e com participação direta de quem é impactado pelas políticas. Isso amplia a efetividade e a assertividade das decisões”.

Entre os exemplos apresentados, Faustino citou iniciativas do Tribunal de Pernambuco, como o “Ideias”, um hub de inovação que combina formação, produtos e eventos. Por meio de maratonas de inovação (jams), sprints focais e incubação de protótipos, o tribunal consegue transformar ideias em soluções implementáveis.

Autor: Flávia Borges

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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