TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Expedição Araguaia Xingu chega a Canabrava do Norte e moradores têm acesso a serviços gratuitos

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A primeira etapa da 6ª Expedição Araguaia Xingu está chegando ao fim e o mutirão que leva justiça, cidadania, educação e saúde às comunidades mais distantes do Estado desembarcou na sua última parada: a cidade de Canabrava do Norte. O munícipio localizado a 1.028km de Cuiabá recebeu todos os parceiros que fazem parte da expedição e durante dois dias, a Escola Estadual Elias Bento será o local onde diversos atendimentos gratuitos como expedição da segunda via de certidão de nascimento, carteira de identidade, plastificação de documentos e orientações jurídicas serão realizados.
 
Esta é a primeira vez que a Expedição contempla a cidade e, durante a manhã desta segunda-feira (11), centenas de pessoas compareceram à escola, entre elas o Ismael dos Santos, que aproveitou a oportunidade para atualizar a sua carteira de identidade.
 
“A minha identidade já estava muito antiga e eu não consegui fazer antes. Vocês vindo até a nossa cidade é uma coisa muito boa, tem muita gente que precisa, aqui tem pessoas que não têm condições de ir até outras cidades resolver esses problemas”, disse Ismael.
 
A empregada doméstica Nildinilva da Silva procurou a Polícia Judiciária Civil para registrar um boletim de ocorrência por ter perdido o cartão de acompanhamento social do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Em poucos minutos, ela conseguiu ter a sua solicitação atendida.
 
“É muito importante que tantos órgãos estejam aqui. A gente não tem acesso a todos esses serviços, nossa cidade é pequena e tem muita dificuldade da gente conseguir fazer as coisas. Já tem quase 30 dias que eu perdi o cartão, mas não havia conseguido fazer o boletim de ocorrência e agora consegui fazer muito rápido. O atendimento foi excelente”, contou Nildinilva.
 
A professora Maria Aparecida dos Reis Tavares, que atualmente ocupa o cargo de diretora da Escola Municipal Canaã, foi atendida pelo Procon e ficou muito satisfeita com a qualidade e celeridade do serviço.
 
“Para nós, está sendo muito gratificante receber toda a Expedição Araguaia Xingu. A gente sabe do valor de cada um de vocês na hora de vir até aqui atender a nossa gente, porque aqui é uma região carente e, às vezes, as pessoas não saem do seu local para procurar atendimento. Eu já fiz minha reclamação junto ao Procon, agora eu vou procurar orientação junto ao INSS e também ao Detran”, contou a diretora. 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem. Foto 1: servidor coleta impressões digitais de morador. O morador usa camiseta vermelha e o servidor está passando os dedos do morador em um leitor biométrico. 
 
Laura Meireles / Fotos: Alair Ribeiro 
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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