ELEIÇÕES 2026 - SEGUNDO TURNO PRESIDENTE

Euzébio Diniz, secretário-geral do Progressistas, divulga nota da federação fechando apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, decidiu por unanimidade apoiar o candidato do PL na segunda etapa da disputa pela Presidência da República

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O secretário-geral do Progressistas, Eusébio Diniz, divulgou nesta terça-feira (6) a nota oficial da Federação União Progressista que formaliza o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026.

De acordo com o comunicado oficial, a decisão foi tomada por unanimidade após reunião da federação, formada pelo Progressistas e pelo União Brasil. O posicionamento foi publicado oficialmente pelo Progressistas nesta terça-feira e também confirmado por outros veículos nacionais.

Na nota divulgada por Diniz, a Federação União Progressista informa que deliberou por “fechar questão” em apoio a Flávio Bolsonaro neste segundo turno. O documento apresenta como justificativas da própria federação temas como modernização da gestão, tecnologia, desburocratização e reorganização da economia.

O texto representa o posicionamento institucional da federação e é assinado nacionalmente por Antonio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do Progressistas.

A definição altera a postura adotada pelas duas legendas no primeiro turno. A Federação União Progressista havia permanecido neutra na primeira etapa da eleição, deixando seus integrantes livres para diferentes posicionamentos nos estados.

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DECISÃO PARA O SEGUNDO TURNO

A nota afirma ainda que a federação decidiu caminhar com a candidatura de Flávio Bolsonaro na votação marcada para 25 de outubro. As avaliações sobre o candidato e sobre os rumos políticos e econômicos do país contidas no comunicado são posições expressas pela própria direção partidária.

A decisão foi confirmada após reunião das duas siglas nesta terça-feira. Segundo os registros publicados após o encontro, as direções do Progressistas e do União Brasil formalizaram conjuntamente o apoio no segundo turno.

Ao divulgar o documento, Eusébio Diniz repercute o posicionamento nacional da Federação União Progressista, que passa oficialmente a apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da disputa pela Presidência da República.

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POLÍTICA MT

TCE envia caso à OAB e pede apuração sobre atuação de advogados em recurso de contrato de R$ 32 milhões

Conselheiro Antonio Joaquim apontou possível litigância de má-fé após recurso mencionar suposta interferência de membro da Corte sem apresentar, segundo ele, elementos concretos

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou o envio à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) de documentos relacionados a um recurso apresentado pelo Instituto Social de Saúde São Lucas (ISSSL). A medida busca apurar eventual violação de deveres profissionais e possível litigância de má-fé por parte da entidade e de seus procuradores.

A determinação foi tomada pelo conselheiro Antonio Joaquim durante a análise de recursos relacionados ao Chamamento Público nº 003/2026, realizado pela Prefeitura de Pontes e Lacerda para contratar uma organização social responsável pela gestão do Hospital Vale do Guaporé. O contrato firmado com o Instituto São Lucas é de R$ 32 milhões por ano.

O procedimento havia sido suspenso pelo TCE após representação apresentada pelo Instituto de Saúde Santa Rosa (ISSR). Posteriormente, tanto o Município quanto o Instituto São Lucas recorreram.

Ao reexaminar o caso, Antonio Joaquim reconheceu que o contrato com o ISSSL havia sido assinado em 31 de julho e estava em execução desde 1º de agosto, corrigindo uma premissa temporal utilizada anteriormente. Apesar disso, o relator considerou que ainda existem pontos que precisam ser apurados no chamamento público, principalmente em relação ao cumprimento do item 15.10 do edital, ao contraditório e aos critérios utilizados na avaliação técnica das propostas.

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Na decisão, o conselheiro também apontou o que classificou como “transparência insuficiente” e uma postura “pouco colaborativa” por parte da Prefeitura. Segundo o entendimento apresentado no processo, o Município não teria comunicado inicialmente a assinatura do novo contrato. Documentos referentes à homologação e ao ajuste teriam sido encaminhados ao Tribunal apenas em 3 de setembro, mesma data da publicação da decisão que havia suspendido o chamamento.

Outro ponto que continuará sob análise envolve a sessão de abertura das propostas. Entre os questionamentos estão a possibilidade de uma concorrente ter tido acesso à proposta do Instituto de Saúde Santa Rosa, apresentado objeções e influenciado a discussão antes da consolidação das notas, além da suposta participação de uma pessoa que não estaria cadastrada na sessão.

A decisão também prevê análise dos critérios empregados na avaliação técnica.

O ponto que motivou o envio do caso à OAB-MT foi uma alegação apresentada pelo Instituto São Lucas sobre uma possível interferência de integrante do TCE na formação do convencimento do relator.

Antonio Joaquim afirmou que a acusação não foi acompanhada de fato concreto ou prova. Conforme registrado na decisão, o recurso fez referência ao vínculo conjugal de uma antiga dirigente do Instituto de Saúde Santa Rosa com um membro da Corte. Na avaliação do conselheiro, a argumentação colocou sob suspeita a independência da relatoria sem apresentar elementos objetivos que sustentassem a alegação.

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Diante disso, Antonio Joaquim determinou o encaminhamento de cópias do recurso e da decisão ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MT para que seja apurada eventual violação aos deveres profissionais de veracidade, lealdade, boa-fé e urbanidade.

Também deverá ser investigada eventual prática de litigância de má-fé pelo Instituto São Lucas e seus procuradores. A própria decisão ressalva que deverá ser garantido o contraditório e a ampla defesa antes de qualquer responsabilização.

Apesar da controvérsia no TCE, o contrato com o Instituto São Lucas permanece em execução. Isso ocorre porque o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu liminar suspendendo os efeitos da decisão que havia determinado a paralisação do contrato.

A decisão judicial, porém, não impede o TCE de prosseguir com a análise do chamamento público e dos indícios de possíveis irregularidades apontados no processo.

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