TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Encontro de Sustentabilidade: Direito Constitucional Climático e Painel do Clima são temas abordados
Uma vertente do Direito que tem se desenvolvido no mundo acadêmico, o chamado Direito Constitucional Climático foi apresentado pelo defensor público do Estado de São Paulo e professor de Direito Ambiental, Constitucional e Difusos, Tiago Fensterseifer, aos participantes do IX Encontro de Sustentabilidade e do I Seminário de Mudanças Climáticas, realizado na manhã de segunda-feira (30 de setembro), na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O evento é uma realização do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, em parceria com a TV Centro América e com a Energisa.
Palestra Painel do Clima: calor extremo, seca, prejuízos ambientais e econômicos e plano de contingência – O IX Encontro de Sustentabilidade e I Seminário de Mudanças Climáticas também trouxe a meteorologista e consultora da Energisa, Ana Paula Paes, apresentou o painel climático brasileiro, especialmente de Mato Grosso, que informou e alertou a todos sobre o impacto que o prolongamento dos períodos de seca e aumento das temperaturas têm gerado na vida dos cidadãos, incluindo o aumento do consumo de energia.
Outra anomalia climática abordada pela meteorologista é a presença cada vez mais frequente do fenômeno “la niña”. Segundo ela, o comum é que haja um ano de intervalo entre o “el niño” e a “la niña”, porém, o que se observa é que a “la niña”, tem ocorrido consecutivamente desde 2020. “A gente tem visto cada vez mais eventos extremos mudando o que a gente acompanhava”, disse Ana Paula.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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