TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Curso de formação dos novos juízes aborda o papel da comunicação das instituições públicas


A comunicação das instituições públicas com a sociedade é base da Democracia e o relacionamento do Poder Judiciário com os meios de comunicação foi o tema ministrado aos 25 novos juízes e juízas que participam do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), nesta sexta-feira (1º). A aula, ministrada pela Coorenadora de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Mariane Oliveira, e pelo assessor de imprensa da Corregedoria-Geral da Justiça, Ranniery Queiroz, contou com a presença do desembargador Carlos Alberto da Rocha, que aproveitou para enaltecer o trabalho da comunicação da instituição e ainda da imprensa do estado.
 
“Aprendemos com o cotidiano, com as dificuldades a valorizar muito a comunicação. Na imprensa, saem as nossas melhores ações, mas também nem sempre as matérias são positivas”, pontuou.
 
Lembrou que os juízes, nas comarcas do interior, são procurados pela imprensa com muita frequência. “Isso ocorre porque no município, o juiz é uma autoridade muito respeitada, assim como prefeito, presidente de Câmara, e sendo assim, ele tem muita influência na sociedade. Ao falar sobre um assunto, é visto pela sociedade, ouvido”.
 
A Coordenadoria de Comunicação, Mariane Oliveira, falou sobre os cuidados no tratamento com a imprensa para se manter uma boa relação com os jornalistas e destacou que a liberdade de imprensa é um valor da sociedade um dos pilares da Democracia.
 
Ela ainda abordou a estrutura da área de Comunicação no Judiciário, o inclui televisão, rádio, cerimonial e o Portal. “A transmissão das sessões, as matérias, vídeos institucionais, redes sociais, assessoria de comunicação, são alguns exemplos dos serviços prestados”.
 
Na exposição, a secretária trouxe exemplos de posturas que não devem ser adotadas e também de situações positivas de magistrados em entrevistas.
 
Assessor de imprensa da Corregedoria, Ranniery Queiroz, alertou que é importante ao magistrado e à magistrada saber lidar com as emoções durante a entrevista, pois elas transparecem. “Além disso, o tratamento respeitoso e com compaixão sempre será a melhor resposta quando se vê diante de uma pergunta inesperada”.
 
As nuances da fala, de acordo com o facilitador, devem ser olhadas com atenção, pois a entonação da voz, a postura corporal, por exemplo, dão o tom do discurso que se pretende estabelecer. “Devemos focar na linguagem positiva, por isso a importância de saber o que se quer”.
 
A convite do palestrante, participou da aula, por meio de videoconferência, o juiz da Vara Única de Querência (764 km de Cuiabá), Thalles Britto. Ele contou aos colegas que ingressam na magistratura como foi o início do seu percurso profissional quando assumiu o cargo em Mato Grosso. Deu exemplos de situações em que viu suas decisões virarem pauta de matérias em jornais e deu dicas aos colegas sobre como se portar em casos polêmicos.
 
 

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Descrição da imagem 1: Foto colorida na qual o desembargador fala à turma, em pé e segurando um microfone.
Descrição da imagem 2: Foto colorida na qual a secretária de comunicação aparece ao centro, segurando um microfone enquanto palestra á turma. Ao fundo, aparece a projeto dos slides da aula.
 
 Andhressa Barboza/Fotos: Adilson Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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