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Coordenadoria Judiciária moderniza gestão com IA, dados e sustentabilidade em 2025

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A Coordenadoria Judiciária (CJUD) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso encerrou o ano de 2025 com resultados expressivos. O período foi marcado por modernização, uso estratégico de dados, fortalecimento da segurança jurídica e ações sustentáveis que transformaram a rotina do Segundo Grau.

Logo no início do ano, a CJUD passou por uma reestruturação importante, com a criação do Departamento de Processamento Eletrônico, Inteligência de Dados e Negócio (DPIN). A mudança abriu caminho para uma gestão ainda mais integrada e orientada por evidências.

Um dos destaques de 2025 foi o avanço no uso de Inteligência Artificial, especialmente com a ampliação da LexIA, ferramenta desenvolvida pelo próprio Tribunal. A versão aprimorada passou a ser utilizada em todos os gabinetes de desembargadores, trazendo mais rapidez, precisão e segurança à análise processual, sempre com supervisão humana e respeito à privacidade.

Gestão baseada em dados

A atuação da CJUD ganhou ainda mais eficiência com novos painéis de Ciência de Dados, criados para apoiar decisões estratégicas e acompanhar o desempenho das unidades. Entre os principais destaques estão:

· Painel Estratégico, alinhado às metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);

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· Painel Tático, voltado ao monitoramento dos gabinetes;

· Painel Operacional, para uso diário das secretarias.

Além disso, o Índice de Eficiência passou a ser calculado automaticamente a partir de outubro de 2025, substituindo o processo manual e garantindo mais precisão e agilidade.

Sustentabilidade como prática diária

A CJUD também avançou na redução de impactos ambientais. A campanha “Zero impressora”, conduzida pelo Esquadrão da Sustentabilidade, gerou uma queda de cerca de 90% na quantidade de papel impresso pelos servidores.

O compromisso com práticas sustentáveis garantiu à Coordenadoria o Selo Ouro no Desafio Sustentável de 2025, reconhecimento pelo desempenho exemplar.

Segurança jurídica fortalecida

A segurança jurídica também ganhou reforço com o trabalho do Núcleo de Jurisprudência, criado pela Lei Estadual nº 12.750/2024. Entre as entregas, destacam-se:

· O Ementário Eletrônico, publicado mensalmente com julgados relevantes;

· O Serviço de Apoio à Uniformização da Jurisprudência, que organiza precedentes qualificados como IRDRs e súmulas.

Essas iniciativas contribuem para a coerência das decisões e para uma aplicação mais uniforme do direito em todo o estado.

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Capacitação e integração das equipes

Em 2025, a Coordenadoria investiu fortemente na formação e integração de seus servidores. O Projeto Integra promoveu encontros diários de capacitação, incentivando o uso da LexIA e dos painéis de Ciência de Dados. Outras iniciativas de destaque foram:

· O Treinamento de Aperfeiçoamento dos Oficiais de Justiça do 2º Grau, realizado em novembro;

· A continuidade do Programa Super Star Gio, voltado à formação dos estagiários.

Apoio às unidades e inspeções

Durante a Inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça, em junho, a CJUD prestou apoio ao Segundo Grau, elaborando relatórios prévios e produzindo manuais que padronizam rotinas, como o Manual do Plantão Judiciário e o Manual do DataJud.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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