TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Acusado de matar desafeto vai a julgamento no Tribunal do Júri em Rondonópolis

No próximo dia 10 de abril (segunda-feira), a 1ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis irá realizar o julgamento de um homem acusado de matar a golpes de faca um desafeto. O caso é considerado prioritário por se tratar de um processo com réu preso. A sessão do Tribunal do Júri será presidida pelo juiz Wagner Plaza e será aberta à população, em conformidade com as medidas de segurança exigidas pela Organização Mundial de Saúde.
 

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 21 de abril de 2021, no Bairro Dinalva Muniz, em Rondonópolis. O réu, motivado por ciúmes da ex-namorada, que havia iniciado um relacionamento com a vítima, foi até o local onde o casal se encontrava e desferiu golpes de faca no desafeto. O ataque, que ocorreu por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, resultou em ferimentos no tórax, abdômen, braços e deltoide, causando anemia aguda por hemorragia interna e externa e levando à morte da vítima.
 
O Ministério Público ofereceu denúncia contra o réu nos termos do Art. 121, § 2º, II e IV do Código Penal, e a denúncia foi recebida. O réu apresentou resposta à acusação, na qual requereu a revogação da prisão preventiva, porém, a manifestação do Ministério Público foi pela manutenção da prisão preventiva. O recebimento da denúncia foi confirmado, e o pedido de revogação da prisão preventiva foi indeferido. Foi designada a data para realização da sessão de plenária.
 
A sessão do Tribunal do Júri irá avaliar se o réu é culpado ou inocente do crime pelo qual é acusado. O julgamento será acompanhado pela sociedade, que poderá ter a oportunidade de conhecer mais sobre o funcionamento do sistema de justiça criminal. O resultado do julgamento será anunciado ao final da sessão.
 

Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 

 

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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