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Campo Verde certifica 31 novos facilitadores de Círculos de Paz

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O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Campo Verde (a 131 km ao sul de Cuiabá), promoveu a solenidade de entrega de certificados a 31 facilitadores e facilitadoras de Círculos de Construção de Paz na comarca.
 
Os profissionais certificados irão atuar no Programa de Construção de paz nas escolas, implantado em outubro deste ano, após a promulgação da Lei Municipal n. 2866/2022, e que já apresenta bons resultados. “O projeto é desenvolvido nas escolas com crianças e adolescentes fazendo com que desde muito cedo eles saibam como é importante a convivência com o outro de forma respeitosa”, explicou a juíza coordenadora do Cejusc de Campo Verde, Maria Lúcia Prati.
 
O evento ocorreu na sede do fórum da comarca, na tarde de segunda-feira (12) e foi prestigiado pela gestão eleita para administrar o Judiciário mato-grossense no biênio 2023/2024: as desembargadoras Clarice Claudino da Silva (eleita presidente), Maria Erotides Kneip (vice-presidente eleita) e o desembargador Juvenal Pereira (corregedor-geral da Justiça eleito).
 
“Campo Verde já se destaca como uma das comarcas que mais se empenhou em práticas restaurativas”, afirmou a desembargadora Clarice, que é presidente do Nugjur desde sua instalação, em 2016. Ela adiantou que uma das bandeiras da sua gestão à frente do Judiciário será o fortalecimento da Justiça Restaurativa. “Vamos ter um desafio nesses próximos dois anos, que teremos muita vontade política para fazer com que as práticas restaurativas ganhem corpo e adentrem ao máximo de ambientes possível”, completou.
 
A desembargadora Maria Erotides parabenizou o município que agora tem mais 31 cidadãos aptos a promover a paz social. “Eu também acredito que o dialogo à mesa faça diferença nas relações entre as pessoas. O meu momento aqui é só para parabenizar, pois o município que ganha 31 facilitadores consegue impactar a sua realidade, não tem como não melhorar suas estáticas.”
 
O desembargador Juvenal disse ser uma honra participar da certificação de facilitadores, por inserir cidadãos da comunidade, de forma voluntaria, na prevenção de litígios da sociedade. “Essa prática faz com que os envolvidos em um conflito não saiam ressentidos e com traumas, contribuindo para uma sociedade de respeito e paz.”
 
A juíza coordenadora do Cejusc de Campo Verde fez um balanço do projeto nas escolas. Foram realizados 135 círculos, atendendo 2.098 alunos do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, 60 educadores e 42 servidores e colaboradores do judiciário. Dessas vivencias foram registradas 15 ocorrências de violações de direitos de crianças e adolescentes.
 
A secretária municipal de Educação, Simoni Borges, revelou que Campo Verde possui 14 unidades de ensino, que atende desde a Educação Infantil (creche) ao Ensino Fundamental. Todas serão contempladas com a parceria para promoção da Justiça Restaurativa. Em um primeiro momento, quatro escolas já receberam a prática. “Essa ação do Judiciário representa um suporte muito grande para as escolas, principalmente neste momento pós-pandêmico em que as pessoas estão aflitas. Já temos visto um impacto muito positivo na nossa rede. Essa ferramenta oportuniza que as crianças exponham suas angustia e que façamos um acolhimento adequado.”
 
Círculo na Escola – Uma das unidades atendidas com o Programa foi a Escola Municipal Dona Maria Artemir Pires, todos os 568 estudantes, de 11 a 14 anos, e os 14 professores passaram por círculos de construção de paz, que foram realizados ao longo de dois meses. “Trabalhamos com adolescentes, uma fase bem complicada e essa ferramenta vem para contribuir com a interação entre eles e com os professores é a oportunidade do adulto ter um novo olhar, uma preocupação, para com o seu aluno”.
 
As colegas do 9º Ano, Mylena Magalhães, 14 anos, e Bianca Rodrigues, 15, participaram da dinâmica e aprovaram a iniciativa. Elas dizem que no início do ano tiveram uma rusga e só depois do círculo conseguiram sentar e conversar e botar um ponto final no assunto. Agora voltaram a ser inseparáveis.
Solenidade – O evento de entrega de certificados reuniu representantes dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. Entre eles o juiz coordenador do Nugjur, Túlio Duailibi, a juíza Viviane Rebello, o juiz diretor do Fórum, André Simões, a juíza da comarca Caroline Simões, a gestora geral do Nugjur Euzeni Paiva, a gestora administrativa do Núcleo, Cláudia Cândia, a vice-prefeita do município, Edna Queiroz, a vereadora Alaene Costas, servidores da comarca, profissionais da Educação e Assistência Social.
 
#Paratodosverem.
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto Horizontal colorida da mesa de autoridades. A desembargadora Clarice fala ao microfone. Imagem 2: foto Horizontal colorida da juíza coordenadora do Cejusc de Campo Verde apresentando o balanço do programa. Imagem 3: foto Horizontal colorida da diretora da escola concedendo entrevista sobre a iniciativa.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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