TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
Campo Verde certifica 31 novos facilitadores de Círculos de Paz
O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Poder Judiciário de Mato Grosso, em parceria com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Campo Verde (a 131 km ao sul de Cuiabá), promoveu a solenidade de entrega de certificados a 31 facilitadores e facilitadoras de Círculos de Construção de Paz na comarca.
“Campo Verde já se destaca como uma das comarcas que mais se empenhou em práticas restaurativas”, afirmou a desembargadora Clarice, que é presidente do Nugjur desde sua instalação, em 2016. Ela adiantou que uma das bandeiras da sua gestão à frente do Judiciário será o fortalecimento da Justiça Restaurativa. “Vamos ter um desafio nesses próximos dois anos, que teremos muita vontade política para fazer com que as práticas restaurativas ganhem corpo e adentrem ao máximo de ambientes possível”, completou.
A secretária municipal de Educação, Simoni Borges, revelou que Campo Verde possui 14 unidades de ensino, que atende desde a Educação Infantil (creche) ao Ensino Fundamental. Todas serão contempladas com a parceria para promoção da Justiça Restaurativa. Em um primeiro momento, quatro escolas já receberam a prática. “Essa ação do Judiciário representa um suporte muito grande para as escolas, principalmente neste momento pós-pandêmico em que as pessoas estão aflitas. Já temos visto um impacto muito positivo na nossa rede. Essa ferramenta oportuniza que as crianças exponham suas angustia e que façamos um acolhimento adequado.”Fonte: Tribunal de Justiça de MT
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT
TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá
Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).
O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.
Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.
A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.
Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.
Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.
Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.
Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.
A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.
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