TECNOLOGIA
Inscrições para Seminário Pró-Amazônia e Instrumentos de Incentivo à Inovação no Acre estão abertas
As inscrições para o Seminário Pró-Amazônia e Instrumentos de Incentivo à Inovação em Rio Branco (AC) estão abertas. O encontro será no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), às 8h30, na terça-feira (21) e na quarta-feira (22). Podem participar gestores públicos, empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais de ciência, tecnologia e inovação interessados na elaboração e execução de projetos inovadores junto ao Governo do Brasil para tornar a Amazônia mais sustentável. A quantidade de vagas é limitada, e as inscrições podem ser feitas pela internet.
O evento é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo governo do Acre, por meio da Subsecretaria de Ciência e Tecnologia para a Amazônia (SCTA) e da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (SEICT/AC), com o apoio da Fieac e do Instituto Mercosul Amazônia.
Para incentivar a integração entre governo, setor produtivo, universidades e instituições de fomento, serão apresentados instrumentos federais de apoio à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento tecnológico. Os participantes conhecerão os critérios de elegibilidade, as etapas para submissão de propostas e as boas práticas de gestão de projetos. Haverá, ainda, momentos dedicados ao networking e à formação de novas parcerias.
A programação inclui apresentações sobre instrumentos de fomento do MCTI — Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) —, além de painéis sobre o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lei de TICs e Lei do Bem. Também haverá uma oficina prática sobre elaboração de propostas, conduzida por especialistas do MCTI e da Finep.
O Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, instituído pela Lei nº 13.243/2016, define o conjunto de normas que orienta a cooperação entre universidades, empresas e governo em todo o País. Sob essa luz, a Lei de TICs concede benefícios fiscais a empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de tecnologia da informação e comunicação. Já a Lei do Bem permite deduções no Imposto de Renda para empresas que fazem investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico em qualquer área.
O Pró-Amazônia integra a estratégia nacional de fortalecimento da ciência e da inovação. O programa do MCTI aplica essas diretrizes na Amazônia Legal, com foco na redução das desigualdades regionais, no fortalecimento da infraestrutura científica e no estímulo à bioeconomia e à inovação sustentável. A iniciativa é financiada pelo MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
O seminário já foi realizado no Amazonas (AM), no Amapá (PA) e, agora, no Acre. De acordo com o subsecretário da SCTA, Dorival da Costa dos Santos, a próxima parada da capacitação será em Cuiabá (MT), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30).
TECNOLOGIA
MCTI anuncia R$ 84 milhões no Ceará para qualificação em inteligência artificial e inovação
Com investimento de R$ 84 milhões, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nessa quinta-feira (25), em Fortaleza (CE), três novos projetos de Residência em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). As iniciativas vão preparar milhares de brasileiros para atuar em áreas estratégicas, aproximando estudantes, pesquisadores, universidades e empresas dos desafios tecnológicos que já moldam o presente e definirão o futuro do país.
O lançamento ocorreu durante o evento +TIC Ceará e integra as ações do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) para ampliar a formação de profissionais qualificados e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções tecnológicas. Os projetos abrangem inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, computação em nuvem, tecnologias imersivas, desenvolvimento de jogos digitais e aplicações voltadas à indústria.
Durante a cerimônia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que investir em pessoas é o caminho para garantir autonomia tecnológica ao país. “Essas iniciativas têm um objetivo comum, que é formar talentos, reduzir o déficit de profissionais qualificados e preparar o Brasil para dominar as tecnologias portadoras de futuro”, afirmou.
Ao comentar os novos investimentos, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará, Sandra Monteiro, ressaltou que as iniciativas fortalecem uma política construída de forma colaborativa e ampliam o alcance do ecossistema de inovação cearense. “As políticas públicas na área de tecnologia da informação e da inteligência artificial estão avançando para além do Ceará. Estamos transpondo os nossos limites”, disse.
Os programas
As iniciativas lançadas pelo MCTI abrangem diferentes áreas estratégicas da transformação digital e combinam formação técnica, pesquisa aplicada e aproximação com o setor produtivo. Juntos, os projetos ampliam a qualificação de profissionais em inteligência artificial, desenvolvimento de software, tecnologias imersivas e inovação para a indústria, criando oportunidades para estudantes, pesquisadores e empresas em todo o país. Conheça os programas:
Academia de Talentos com Capacitação e Residência em IA – O projeto vai formar 4 mil participantes em tecnologias consideradas estratégicas para a inteligência artificial, como IA generativa, grandes modelos de linguagem (LLMs), agentes autônomos, aprendizado de máquina e computação em nuvem. Além da formação inicial, metade dos alunos seguirá para trilhas especializadas e 120 residentes participarão de imersões em empresas parceiras por seis meses. A iniciativa também prevê a capacitação de formadores, a articulação com 60 empresas e a criação de uma Rede de Talentos em IA, fortalecendo a formação de profissionais qualificados e ampliando a conexão entre instituições de ensino, pesquisa e setor produtivo em todo o país.
Programa Industr.IA – Com R$ 58 milhões em investimentos, o programa vai aproximar universidades, instituições de pesquisa e empresas para desenvolver soluções de inteligência artificial aplicadas a desafios concretos da indústria brasileira. A iniciativa mobilizará grupos de pesquisa das cinco regiões do país, fortalecendo a cooperação entre academia e setor produtivo e ampliando o uso da ciência e da inovação para aumentar a competitividade da indústria nacional. Elaborado em parceria com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), o projeto reforça o protagonismo das instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento tecnológico do país.
Residência Tecnológica no Desenvolvimento de Software Gráfico em Tempo Real – O projeto vai capacitar 500 estudantes do interior do Ceará para atuar em áreas como jogos digitais, animação, modelagem 3D, computação gráfica e tecnologias imersivas. Após a formação inicial, 50 participantes serão selecionados para uma residência tecnológica com desenvolvimento de projetos em parceria com empresas do setor. A iniciativa fortalece a economia criativa e digital, amplia a formação prática de profissionais e promove inclusão social ao destinar 50% das vagas a afrodescendentes e beneficiários de programas sociais.
Resultados de programas já concluídos
Ainda no evento também foi apresentado o balanço de programas de residência tecnológica apoiados pelo MCTI.
O EmbarcaTech, voltado à formação em sistemas embarcados e Internet das Coisas (IoT), recebeu investimento de aproximadamente R$ 56,7 milhões e capacitou cerca de 6 mil estudantes, incluindo 600 residentes bolsistas, fortalecendo a formação de profissionais para áreas como indústria, saúde, educação e segurança.
Também foram apresentados os resultados do Capacita Brasil, programa que contou com investimento de aproximadamente R$ 35,1 milhões para qualificar 8,4 mil estudantes e jovens em áreas como ciência de dados, computação em nuvem, desenvolvimento de software, redes 5G e programação, além de competências voltadas ao empreendedorismo e à inserção no mercado de trabalho.
Ao comentar os resultados dos programas e os novos investimentos anunciados, a ministra Luciana Santos destacou que o objetivo é preparar o Brasil para liderar as tecnologias emergentes. “Essas iniciativas têm um objetivo comum, que é formar talentos, reduzir o déficit de profissionais qualificados e preparar o Brasil para dominar as tecnologias portadoras de futuro”, destacou.
Na avaliação do reitor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Wally Menezes, o balanço reflete uma política de longo prazo que tem ampliado o acesso à educação, à pesquisa e à inovação em todo o país. “Vale muito a pena investir em educação. Nós não podemos parar nunca e jamais de investir em ciência. Para se garantir soberania, precisamos construir juntos”, enfatizou.
Com os novos projetos, o MCTI amplia a estratégia de formação de talentos para a transformação digital, contribuindo para que o Brasil fortaleça sua capacidade científica, tecnológica e industrial em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Para o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, Hugo Valadares, o país vive um momento decisivo para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias próprias e formar profissionais especializados em inteligência artificial.
“O Brasil tomou uma decisão. Nós não vamos apenas comprar tecnologia, nós vamos desenvolver a tecnologia, nós vamos formar pessoas de altíssima capacidade e vamos ser protagonistas no debate sobre inteligência artificial”, afirmou o diretor.
Ciência e tecnologia pela autonomia das mulheres
Durante a programação, a ministra Luciana Santos também participou da assinatura de um Protocolo de Intenções entre o MCTI, o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE). O acordo estabelece as bases para uma cooperação institucional voltada à promoção da autonomia econômica, da inclusão produtiva e da qualificação tecnológica de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Luciana Santos ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. Porque a autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra.
A parceria prevê a articulação entre as instituições para estruturar futuras iniciativas de formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social e empreendedorismo, contribuindo para ampliar as oportunidades de inserção produtiva desse público. O protocolo também poderá subsidiar a construção do Programa Resgata Digital, iniciativa voltada ao fortalecimento da autonomia financeira de mulheres por meio da capacitação tecnológica.
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