REJEIÇÃO BOLSONARISTA

Wellington não esconde mágoa de prefeito após deixar PL e apoiar Pivetta – veja o video 

Senador chama Edilson Piaia de “incoerente”, lembra que prefeito esteve em seu gabinete há apenas 15 dias fazendo elogios e cobra fidelidade após gestor deixar partido para apoiar a reeleição do governador

O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não escondeu o descontentamento com a decisão do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, de deixar o Partido Liberal e anunciar apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Durante coletiva nesta quinta-feira (13), Wellington classificou a postura do prefeito como “incoerente” e fez questão de lembrar que, apenas 15 dias antes, Piaia havia estado em seu gabinete e, segundo ele, demonstrado uma posição política completamente diferente.

“Eu acho que é incoerência. Ele esteve no meu gabinete 15 dias atrás. Ele esteve 15 dias atrás no meu gabinete dizendo que eu era o melhor do mundo. Está gravado, está aí na internet, é só vocês olharem. Provavelmente está tendo alguma incoerência”, disparou Wellington.

A manifestação ocorreu durante a coletiva que oficializou o empresário Reinaldo Morais, conhecido como “Rei do Porco”, como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador.

Wellington também recordou as circunstâncias que levaram Piaia ao PL para disputar a Prefeitura de Campo Novo do Parecis. Segundo o senador, houve resistência interna à filiação do então candidato, mas a direção partidária acabou abrindo as portas para que ele concorresse pela legenda.

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“Foi pra eleger, o Ananias teve que abrir o partido lá pra ele. Foi uma certa resistência de recebê-lo. Mas não cabia a mim. Foi uma decisão do partido. Tá bom, abriu o partido pra ele. Ele sabe disso. Então, as incoerências é o tempo que vai cobrando de cada um”, declarou.

O senador ainda demonstrou acreditar que Piaia possa rever a decisão. Para Wellington, há incompatibilidade política entre ter sido eleito pelo PL, com apoio da estrutura partidária e do fundo eleitoral, e agora trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda ao Governo do Estado.

“Eu penso que tem tempo pra ele rever ainda. Mas se ficar, eu acho só, não concordo com ele, ele ser eleito pelo partido, ser eleito com o fundo eleitoral do partido, ser eleito com a nossa grife que é o presidente Bolsonaro”, afirmou.

A saída de Piaia também foi comentada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho. Segundo ele, o pedido de desfiliação foi apresentado de maneira respeitosa e aceito imediatamente pela direção partidária.

“A carta dele é muito respeitosa e agradece ao PL, a toda sua presença e todo o apoio que o PL deu em todos os momentos dele. E nós, sinceramente, aceitamos de imediato”, afirmou.

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Apesar do tom respeitoso em relação à formalização da saída, Ananias deixou claro que o PL pretende cobrar alinhamento daqueles que permanecerem na sigla. O dirigente afirmou que quem não estiver disposto a seguir o projeto eleitoral do partido deve buscar outro caminho.

Questionado sobre a possibilidade de outros prefeitos seguirem o movimento de Piaia, Ananias descartou uma debandada e afirmou que o projeto eleitoral do PL permanece consolidado.

A troca de declarações evidencia o desconforto provocado dentro do PL pela decisão de Piaia. Mais do que uma simples mudança partidária, Wellington tratou o episódio como uma questão de coerência política, sobretudo pelo curto intervalo entre a visita do prefeito ao seu gabinete e a decisão de abandonar a legenda para apoiar Pivetta.

Com a campanha eleitoral avançando, a movimentação também expõe a disputa entre Wellington e Pivetta pelo apoio das principais lideranças municipais. No caso de Campo Novo do Parecis, o governador ganhou a adesão de um prefeito eleito pelo partido de seu principal adversário, enquanto Wellington deixou claro que não pretende tratar a mudança como um episódio político sem consequências.

Veja o video 

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POLÍTICA MT

Barbudo alerta para crise nas contas públicas e diz que Brasil chegou a situação “humilhante”

Deputado responsabiliza decisões de Governo pelo desequilíbrio fiscal e cita dificuldades de execução de recursos para Saúde e Educação

O deputado federal Nelson Barbudo (Podemos-MT) fez um duro alerta nesta quarta-feira, 12, sobre a situação das contas públicas brasileiras e afirmou que o país chegou a uma condição “humilhante”, apesar do crescimento da arrecadação e das sucessivas medidas adotadas pelo Governo Federal para elevar receitas. Em vídeo gravado no plenário da Câmara dos Deputados, Barbudo utilizou a divisão política entre parlamentares de direita e de esquerda para atribuir aos adversários parte da responsabilidade pelo atual quadro fiscal.

“Deste lado ficam os deputados da direita, deste lado ficam os deputados da esquerda. Deputados que fizeram questão de quebrar o nosso país” – acentuou o parlamentar.

Na sequência, o parlamentar chamou atenção para as dificuldades de execução do Orçamento federal e citou especialmente duas áreas consideradas essenciais. Segundo ele, “a União não tem 120 bilhões para tocar a educação e a saúde”, conforme demonstrativos sobre a limitação financeira para execução de despesas do Governo Federal. Análise da Consultoria de Orçamentos do Senado aponta uma diferença de aproximadamente R$ 105,5 bilhões entre despesas discricionárias passíveis de pagamento e o limite financeiro atualmente disponível para o conjunto do Poder Executivo. Saúde e Educação aparecem entre as áreas mais pressionadas.

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“Onde foi parar este dinheiro? Nós não sabemos. Eu sei que deste lado do plenário as votações contribuem para que o Brasil chegue em uma situação humilhante. Um dos maiores países do mundo não tem condições de manter a educação e a saúde” – frisou, ao apontar a bancada dos parlamentares de esquerda. Para Barbudo, o problema evidencia a deterioração da capacidade do Governo Federal de administrar as contas públicas e manter recursos suficientes para políticas essenciais.

Neste momento, segundo o parlamentar, existe um cenário de aumento da arrecadação federal, crescimento da dívida pública e forte pressão dos juros sobre as contas do país. Nos últimos anos, o Governo Federal também adotou diferentes medidas de aumento ou recomposição de receitas tributárias.

Barbudo sustentou ainda que o desequilíbrio fiscal não pode ser tratado apenas como um problema de arrecadação, mas também como resultado das escolhas políticas e orçamentárias adotadas pelo governo e por sua base no Congresso. Diante disso, ele pediu atenção dos eleitores ao momento que se aproxima, com a eleição para presidente da Republica, senadores, deputados federais e deputados estaduais. “Portanto, nas próximas eleições, você pense bem” – pediu o parlamentar na mensagaem.

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