TECNOLOGIA

GT do Sistema Brasileiro de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT) conclui relatório

O grupo de trabalho instituído para propor ações para a implementação do futuro Sistema Brasileiro de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT) apresentou nesta quinta-feira (2) seu relatório final. O documento foi entregue na reunião do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro (CDPEB), em Brasília (DF).

Em atuação desde 2025, o grupo foi coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com a participação de 14 órgãos de governo. O objetivo foi elaborar um estudo para mapear as capacidades do País e propor soluções para o desenvolvimento de um sistema de posicionamento nacional e sincronização de tempo para segurança de redes digitais e financeiras.

Exemplos internacionais de sistemas de geolocalização são o GPS dos Estados Unidos, o Glonass, da Rússia, e o BeiDou, da China. A infraestrutura nacional é considerada uma estrutura relevante para garantir autonomia e segurança além de diminuir a dependência de tecnologias externas.

A entrega do documento ao CDPEB teve participação do secretário-executivo adjunto do MCTI, Sérgio Cruz; do secretário de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do MCTI, Daniel Almeida; e do diretor de Programas de Inovação da pasta, Osório Coelho. Também estiveram presentes representantes de outras instituições vinculadas ao MCTI, como a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Financiador de Estudos e Projetos (Finep).

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Para o secretário Daniel Almeida, a conclusão do relatório reforça o papel da ciência e do setor espacial em propor soluções para o País. Segundo ele, as recomendações do GT visam assegurar a capacidade do país em gerenciar e operar suas próprias estruturas espaciais estratégicas.

O material servirá como subsídio para os próximos passos de governança regulatória, atração de investimento para a base industrial de defesa e aeroespacial e direcionamento do fomento à pesquisa e engenharia de ponta.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). 

O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial. 

Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. 

Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.  

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A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.  

Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou. 

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O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação.  Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.  

Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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