EMANUEL É A NOVA POLITICA ?

Pivetta sobe o tom contra adversários e questiona trajetória de Natasha e Wellington – veja o video

Governador critica aproximação de Natasha com Emanuel Pinheiro, questiona atuação de Wellington Fagundes no Congresso e apresenta continuidade de seu modelo de gestão como principal argumento para buscar a reeleição

A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos contornos com o endurecimento do discurso do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição. Ao comentar o cenário eleitoral, Pivetta direcionou críticas à médica Natasha Slhessarenko (PSD) e ao senador Wellington Fagundes (PL), dois de seus adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

Em entrevista ao programa Notícia de Frente, da TV Vila Real, Pivetta questionou principalmente a aproximação política de Natasha com o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (PSD). O governador ironizou o discurso de renovação apresentado pela candidata ao lembrar que ela participou da convenção partidária ao lado do ex-prefeito.

“A outra candidata, me perdoem, mas entrar na convenção de mão dada com Emanuel Pinheiro e se dizendo a nova da política? Você pode imaginar o novo que vem aí”, afirmou Pivetta.

O governador também voltou sua artilharia para Wellington Fagundes. Ao mencionar a longa trajetória política do senador, que já exerceu mandato de deputado federal e atualmente está em seu segundo mandato no Senado, Pivetta questionou quais seriam as principais entregas do parlamentar para Mato Grosso.

Leia Também:  “SAMU E CORPO DE BOMBEIROS SÃO COMPLEMENTARES. APROVAÇÃO DESTE PROJETO AMPLIA A CAPACIDADE DE SALVAR VIDAS”, DESTACA WELLINGTON

“Um ficou quarenta anos no Congresso Nacional ou quase isso. Tem alguma lei ou projeto importante que tenha beneficiado o povo de Mato Grosso?”, questionou.

Na sequência, Pivetta ampliou as críticas e associou Wellington ao atual modelo de funcionamento do Congresso Nacional, citando emendas Pix e o chamado orçamento secreto.

“Ele ajudou a fazer esse Congresso Nacional que está sufocando o povo de uma maneira brutal com essa gastança de emenda Pix, orçamento secreto e tal. Ele é autor desse sistema”, declarou.

CONTINUIDADE DA GESTÃO

Ao mesmo tempo em que atacou os adversários, Pivetta procurou reforçar como principal ativo eleitoral a continuidade do modelo administrativo iniciado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes (União).

Segundo ele, Mato Grosso vive desde 2019 um período marcado por mudanças na administração estadual e avanço econômico. Pivetta sustenta que sua candidatura representa a continuidade desse projeto.

“Eu sou uma proposta e represento um modelo de gestão que desde 2019 vem trazendo Mato Grosso para um novo ciclo de prosperidade”, afirmou.

Leia Também:  Legislativo e Judiciário promovem ampliação do debate contra o narcotráfico em MT

O governador ainda declarou que pretende, caso seja reconduzido ao cargo, aprofundar as ações desenvolvidas nos últimos anos e voltou a provocar os concorrentes ao afirmar que eles não teriam uma trajetória administrativa para apresentar ao eleitor.

“Se o povo e Deus quiserem, eu vou tocar mais quatro anos e fazer melhor e mais que fizemos, contra outros candidatos que até hoje não têm uma historinha para contar a não ser a vida pessoal”, completou.

As declarações mostram que Pivetta começa a adotar um discurso eleitoral mais comparativo, buscando estabelecer diferenças entre sua experiência à frente do Executivo e a trajetória dos principais concorrentes.

Além de Pivetta, Natasha e Wellington, outros nomes também se apresentam na disputa pelo Palácio Paiaguás, entre eles Rafaell Milas (Missão), Sargento Laudicério (Agir) e o empresário Maurício Coelho (Mobiliza).

Com a campanha avançando, o embate entre os candidatos tende a ganhar espaço no debate eleitoral, especialmente em torno da experiência administrativa, das alianças partidárias e das entregas que cada grupo pretende apresentar ao eleitorado mato-grossense.

Veja o video 

Propaganda

POLÍTICA MT

ALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026

Em um período marcado pela rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, identificar informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto se tornou um dos desafios enfrentados pelos eleitores. Para ajudá-los a reconhecer esse tipo de conteúdo e verificar as informações antes de compartilhá-las, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as eleições gerais de 2026.

A iniciativa integra Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas instituições. O documento prevê ações educativas, informativas e de utilidade pública para o enfrentamento da desinformação, a orientação do eleitorado e a divulgação de informações sobre o processo eleitoral.

A campanha, lançada nesta semana, corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026 e reúne VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais. Na primeira etapa, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Construção da mensagem – Noemia Almeida, gerente de Marketing da ALMT, explica que a ação foi construída a partir de situações comuns no ambiente digital, como uma fala verdadeira retirada de contexto, uma imagem antiga apresentada como atual, um título exagerado ou um conteúdo manipulado por inteligência artificial.

Leia Também:  Entenda como o Poder Legislativo contribui com o orçamento estadual

“A partir dessas situações, foi desenvolvido o conceito ‘A verdade recortada’, que busca mostrar como uma informação pode perder o sentido original quando apresentada de forma parcial”, conta.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Segundo a gerente, um dos principais desafios foi transformar um tema complexo em uma comunicação simples e próxima da realidade das pessoas.

“A estratégia busca orientar sem responsabilizar ou acusar o cidadão, estimulando o pensamento crítico e a checagem das informações antes do compartilhamento”, acrescenta.

Do celular à urna – Entre os temas abordados nas peças estão pesquisas eleitorais, informações falsas sobre a urna e o local de votação, além de conteúdos antigos ou manipulados apresentados como atuais.

A inteligência artificial também ocupa espaço importante. Um dos materiais trata das deepfakes e de outras formas de manipulação digital capazes de reproduzir rostos e vozes com grande semelhança. Nesses casos, a orientação é desconfiar de conteúdos que provoquem reação imediata e verificar sua origem antes de compartilhar.

Para Daniel Dino, assessor de Comunicação Social do TRE-MT, “mais importante do que transformar o cidadão em especialista em tecnologia é estimular o hábito da checagem”. Segundo ele, a campanha orienta o público a observar quem produziu o conteúdo, verificar se há uma fonte identificada, procurar a mesma informação em veículos confiáveis e recorrer aos canais oficiais quando o assunto envolver a Justiça Eleitoral.

Leia Também:  Deputado Valdir Barranco comemora aprovação de projeto que extingue exigência de APF para produtores rurais em Mato Grosso

Dino explica que a campanha também leva em conta a forma como a desinformação circula nas redes sociais e nos grupos de mensagens, onde conteúdos podem alcançar muitas pessoas rapidamente. Segundo ele, uma das abordagens adotadas é o chamado prebunking, que busca mostrar antecipadamente ao público algumas das técnicas usadas para produzir e disseminar desinformação.

Atuação conjunta – A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirma que o combate à desinformação está diretamente relacionado à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, o voto livre pressupõe que cada pessoa possa formar sua convicção com base em informações corretas e confiáveis.

“O combate à desinformação não é apenas uma questão de comunicação, mas também de proteção da própria democracia”, diz.

Na avaliação da presidente, a parceria amplia a capacidade de diálogo com a população ao unir a informação técnica da Justiça Eleitoral à estrutura de comunicação da Assembleia, que conta com televisão, rádio, redes sociais e outros canais de alcance estadual.

O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, destaca a importância da parceria institucional entre a Assembleia Legislativa e o TRE-MT no período eleitoral.

“Essa parceria que foi feita entre a Assembleia e o TRE é uma forma que o Parlamento encontra de fazer parte desse processo democrático de direito, que é a eleição”, frisa.

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA