POLÍTICA NACIONAL

Vai à Câmara projeto que inclui bacia do Taquari na Codevasf

A Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) aprovou nesta terça-feira (12) proposta que inclui a bacia do Rio Taquari, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) (PL 4.793/2020). Agora ele pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

O projeto é da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), com parecer favorável da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT). Ele altera a Lei 6.088, de 1974, que criou a Codevasf, para expandir a área de atuação da companhia. A Codevasf executa projetos voltados à proteção do meio ambiente, à promoção do desenvolvimento econômico e à melhoria de vida das comunidades locais.

A Bacia Hidrográfica do Rio Taquari faz parte da Bacia do Alto Paraguai e ocupa uma área de 79 km², sendo que 35,1% dessa área estão localizados no planalto e 64,9% formam uma extensa planície de deposição no Pantanal brasileiro.

Segundo Buzetti, a bacia é importante para o Pantanal e vem enfrentando problemas graves de assoreamento (acúmulo de sedimentos, como areia, terra, rochas, lixo e outros materiais nos leitos dos rios). 

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— Se, por um lado, a ocupação trouxe um relevante desenvolvimento socioeconômico para a região, por outro também resultou na acumulação de sedimentos nas calhas dos rios e na planície pantaneira, afetando a navegabilidade do rio, a biodiversidade aquática e a qualidade de vida dos ribeirinhos. 

Ao justificar a matéria, Soraya diz que a iniciativa vai possibilitar que a Codevasf realize ações de revitalização e desenvolvimento territorial na região e análise das ações de intervenção, viabilizando o “uso racional” dos recursos naturais.

A Codevasf foi criada originalmente para atender ao vale do Rio São Francisco, e sua área de atuação abrangia seis estados e o Distrito Federal. Ao longo dos anos, a cobertura da companhia ultrapassou a formulação original. Atualmente ela abrange bacias de 22 rios em 13 estados das regiões Nordeste, Sudeste, Norte e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. Com o novo projeto aprovado, ela chegará a 23 bacias e 14 estados, além do DF.

Audiência pública

Os senadores aprovaram ainda requerimento do senador Laércio Oliveira (PP-SE) para realização de audiência pública sobre o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, criado pela reforma tributária, e o novo modelo de desenvolvimento regional (REQ 15/2024 — CDR).

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Para o senador, a regulamentação da reforma que está em discussão no Senado (PLP 68/2024) pode gerar uma “intrincada trama de mecanismos” que acabará dificultando o acesso dos contribuintes ao novo fundo.

Entre os convidados sugeridos pelo senador para a audiência estão o secretário extraordnário para a Reforma Tributária, Bernard Appy; o diretor Institucional do Comitê Nacional de Secretários de Estado de Fazenda, André Horta; o superintendente de economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Sérgio; e o presidente da Associação Brasileira Pró- Desenvolvimento Regional Sustentável (Adial Brasil), José Alves Filho. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

No aniversário de 200 anos da Câmara dos Deputados, Motta reforça defesa da democracia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (6), em entrevista à Rádio Câmara, a valorização da Constituição Federal. A propósito do aniversário de 200 anos da Casa, comemorados nesta quarta-feira (6), ele afirmou que o país vive um momento democrático e disse que a Carta Magna deve orientar as decisões públicas.

A sessão de abertura da primeira legislatura da Assembleia Geral Legislativa foi realizada em 6 de maio de 1826, quando deputados e senadores passaram a atuar no processo legislativo brasileiro.

“É sempre importante reforçar o momento em que o País vive, exaltar nossa Constituição, nossa Carta Magna, para que seja sempre o nosso norte para tomar qualquer decisão”, defendeu o presidente.

PEC 6×1
Motta voltou a defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1. Segundo ele, a mudança pode dar aos trabalhadores mais tempo para lazer, família e saúde. O presidente disse que a proposta deve ser debatida com cautela e responsabilidade. Para ele, o texto deve atender às demandas dos trabalhadores sem prejudicar a produtividade no país.

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“É uma mudança muito estruturante, pois terá impactos positivos e irá requerer cuidado com a economia, para que algo muito positivo não seja danoso para a produtividade. Cautela e diálogo para que a melhor saída possa ser dada. Mas essa pauta é um compromisso da Câmara com os trabalhadores”, disse Motta.

Misoginia
Em relação ao projeto que criminaliza a misoginia (PL 896/23), Motta afirmou que o país tem números de violência contra a mulher que envergonham. O projeto equipara misoginia (ódio ou aversão a mulheres) ao crime de racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível. A proposta prevê penas de 2 a 5 anos de prisão, visando combater discursos de ódio e discriminação baseados na crença na supremacia masculina.

Motta lembrou a assinatura do pacto entre os três Poderes contra o feminicídio e citou projetos aprovados pela Câmara dos Deputados para combater a violência contra a mulher. Entre eles, mencionou propostas que determinam o uso de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres, endurecem penas e buscam prevenir a violência, como a campanha Antes que Aconteça.

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“Não vamos permitir nenhum tipo de violência contra as mulheres em nenhum nível, e precisamos ter meios legais. Estamos dizendo à sociedade que aquilo que elas estão sofrendo também dói em nós e que temos a responsabilidade de representar esse sentimento”, defendeu Hugo Motta.

Terras raras
Por fim, o presidente defendeu a aprovação do projeto que cria o marco legal dos minerais críticos, conhecidos como terras raras (PL 2780/24). Segundo ele, a proposta deve ser votada esta semana no Plenário da Câmara dos Deputados.

Hugo Motta afirmou que o projeto busca garantir os interesses nacionais e abrir a exploração dos minerais críticos para o restante do mundo

O presidente afirmou que o objetivo é fazer com o que o País não seja apenas um exportador de commodities, mas possa produzir riqueza e gerar valor agregado com investimentos em educação e tecnologia.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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