POLÍTICA NACIONAL

Girão: “Facções criminosas avançam no Ceará por omissão do PT”

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (9), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do governo do Ceará na área da segurança pública e defendeu que haja intervenção federal no estado.

Girão declarou que é evidente a escalada de violência no Ceará, com a atuação de facções criminosas em diversas regiões, especialmente na região metropolitana de Fortaleza — segundo ele, 19 bairros já estão sob o domínio direto desses grupos.

— Basta passar um dia em um dos bairros dominados por essas facções para constatar a trágica realidade. A ação é baseada no império do medo, da violência e da extorsão. Todos os comerciantes são assediados e extorquidos com a cobrança de taxas de segurança, bem ao estilo tradicional da máfia. Nem os flanelinhas escapam do terror.

O senador afirmou que foram gastos quase R$ 2 bilhões com propaganda e publicidade com o objetivo de construir uma falsa imagem de segurança no estado.

Intervenção

Girão lembrou que, em março, enviou ao governo federal um pedido de intervenção na segurança pública do Ceará. Durante seu pronunciamento nesta segunda-feira, ele voltou a cobrar a medida.

Leia Também:  Plano de carreira dos servidores da cultura será tema de audiência na Câmara na terça

— Pedi até intervenção federal na segurança no Ceará, mas o presidente Lula engavetou [o pedido]. O governador do estado, que é do PT, não está nem aí. Cadê o mínimo de humanidade com os cearenses? Porque, pelo menos, poderia mandar a Força Nacional para lá, para dar uma sensação de segurança, para dar tranquilidade à população.

O senador também criticou a condução das investigações sobre o prefeito eleito de Choró (CE), Bebeto Queiroz, que está foragido desde dezembro de 2024, quando foi condenado pelos crimes de compra de votos, abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova proteção especial para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria mecanismos de proteção para agentes públicos ameaçados em razão do trabalho que exercem ou de sua atuação no combate ao crime organizado.

As medidas poderão incluir escolta, veículos blindados, reforço da segurança em residências e locais de trabalho, preservação de dados pessoais e inclusão em programas federais de proteção já existentes.

Os pedidos serão analisados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que deverá verificar a existência e a gravidade da ameaça. O órgão poderá atuar em parceria com os estados e o Distrito Federal para executar as medidas previstas.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Sanderson (PL-RS), ao Projeto de Lei 4688/25, do deputado Delegado Bruno Lima (Pode-SP). A principal mudança foi a ampliação das categorias que poderão solicitar proteção.

Poderão pedir proteção:

  • policiais das diversas corporações — civis, militares, penais, federais e legislativas — e bombeiros militares;
  • magistrados, defensores públicos e membros do Ministério Público;
  • parlamentares ameaçados em razão do exercício do mandato;
  • oficiais de justiça;
  • peritos oficiais criminais;
  • guardas municipais;
  • agentes socioeducativos e de trânsito.
Leia Também:  Adultização: Lula sanciona estatuto que protege criança e adolescente na internet

No caso das categorias policiais e dos agentes de segurança, o direito vale também para aposentados, inativos e integrantes da reserva.

Ao defender a proposta, Sanderson afirmou que agentes públicos responsáveis pelo combate ao crime organizado frequentemente se tornam alvos de facções criminosas e outros grupos ilícitos. Segundo ele, as ameaças muitas vezes persistem mesmo após a aposentadoria.

“O Estado não pode permitir que agentes responsáveis pela aplicação da lei e pela defesa da ordem pública permaneçam vulneráveis a represálias criminosas em razão de sua atuação profissional”, afirmou o relator.

Lacuna na legislação
Atualmente, a legislação federal prevê programas de proteção para testemunhas, vítimas e defensores de direitos humanos ameaçados. No entanto, não existe uma política nacional específica voltada a agentes públicos que sofrem ameaças em razão da atividade profissional.

O projeto prevê que as medidas serão custeadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, observadas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Leia Também:  Conselho de Ética ouve deputados e testemunhas sobre ocupação do Plenário

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA