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Mendonça mira Moraes enquanto casos de Toffoli, Fux e Nunes Marques têm tratamentos diferentes no STF

Ministro determinou novas diligências da Polícia Federal e tornou públicos documentos que citam Moraes; decisões anteriores envolvendo outros integrantes da Corte levantam questionamentos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar na próxima terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes deverá ser investigado diante de suspeitas relacionadas a uma possível interlocução com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça assumir a relatoria da investigação e determinar novas diligências.

A situação chama atenção pela diferença de tratamento em relação a outros ministros mencionados no contexto das investigações. Em fevereiro, os integrantes do STF se reuniram de forma reservada para analisar um relatório da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli e Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Toffoli era o relator do caso. A Polícia Federal havia indicado que a Presidência do Supremo deveria avaliar se ele poderia conduzir uma investigação que envolvia diretamente seu nome.

Os dez ministros decidiram, por unanimidade, que não caberia à Polícia Federal solicitar a suspeição de um integrante da Corte. Como consequência, o procedimento contra Toffoli foi extinto.

Os ministros também elogiaram a atuação de Toffoli e não analisaram o mérito das informações apresentadas pela Polícia Federal nem decidiram se o ministro deveria ser investigado.

Com a saída de Toffoli da relatoria, André Mendonça assumiu o inquérito relacionado ao Banco Master. A partir de então, novas diligências foram determinadas para esclarecer a identidade de interlocutores de Vorcaro encontrados em mensagens apreendidas durante a investigação.

No fim de agosto, Mendonça solicitou à Polícia Federal que identificasse os interlocutores de Vorcaro. Em 24 de agosto, o ministro convocou delegados da corporação ao gabinete e entregou um despacho estabelecendo prazo de 72 horas para que os investigadores identificassem um dos interlocutores mencionados nas mensagens.

O trabalho resultou no encaminhamento de informações ao Supremo com referência direta a Alexandre de Moraes. Em 1º de setembro, Mendonça tornou pública a documentação relacionada ao caso.

Suspeitas envolvendo Moraes

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As mensagens analisadas pelos investigadores levantaram suspeitas sobre possível vazamento de informações de investigações, conhecimento antecipado de operações policiais e movimentações que poderiam ter como objetivo pressionar autoridades.

Entre os nomes mencionados no contexto das mensagens estão o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Também foi apontada uma possível relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à família do ministro Alexandre de Moraes.

O contrato teria valor aproximado de R$ 130 milhões por três anos e foi obtido pela Polícia Federal no início das investigações contra Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.

Os investigadores também encontraram mensagens escritas por Vorcaro em blocos de notas destinadas a um interlocutor que inicialmente não havia sido identificado.

É importante destacar que as informações apresentadas no material são tratadas como suspeitas e hipóteses investigativas, não como conclusões definitivas sobre eventual prática de irregularidades.

Nunes Marques também aparece no caso

Outro ministro citado no contexto das investigações é Nunes Marques.

Documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhados ao Congresso apontaram que o Banco Master teria enviado R$ 6,6 milhões à Consultul Inteligência Tributária, empresa de consultoria com endereços em São Paulo e Brasília.

Os mesmos dados indicaram que a empresa realizou repasses superiores a R$ 280 mil ao escritório de advocacia de Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques.

Segundo auxiliares de Mendonça, porém, não haveria no relatório elaborado pela Polícia Federal e encaminhado ao relator informações sobre suspeitas envolvendo Nunes Marques ou sobre o relacionamento profissional de seu filho com o Banco Master.

O relatório de inteligência também registrou uma avaliação de que Mendonça teria adotado uma postura defensiva em relação a Nunes Marques. O próprio documento, entretanto, classificou como baixo o grau de confiança dessa informação e destacou que uma hipótese não deveria ser tratada como conclusão.

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Luiz Fux

O nome do ministro Luiz Fux não aparece nos relatórios de inteligência da Polícia Federal encaminhados ao Supremo.

Ainda assim, uma investigação apontou que Daniel Vorcaro teria convidado o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro, para seu camarote na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 2025.

O convite teria sido encontrado no celular de Vorcaro, em uma conversa com uma de suas assessoras.

Não foram identificadas, porém, outras citações em relatórios da Polícia Federal ou informações provenientes de investigações do Congresso que estabelecessem vínculo entre Luiz Fux e Vorcaro.

A corporação também não teria solicitado a investigação do ministro no inquérito relacionado ao Banco Master.

Diferentes caminhos dentro do STF

Os casos de Toffoli e Moraes passaram a ser comparados justamente pela diferença na condução das informações.

No caso de Toffoli, o Supremo decidiu extinguir o procedimento sem analisar o mérito das suspeitas apresentadas pela Polícia Federal. Já no caso de Moraes, Mendonça determinou novas diligências, solicitou a identificação de interlocutores e tornou pública a documentação que mencionava o ministro.

Em relação a Toffoli, documento de inteligência posteriormente divulgado fez críticas à condução do caso e mencionou uma suposta “contemporização” diante dos elementos encaminhados pela investigação.

Já em relação a Moraes, o mesmo material afirmou que Mendonça demonstrava interesse no início de uma investigação formal e teria solicitado mais de uma vez que a equipe responsável encaminhasse uma provocação nesse sentido.

Agora, caberá ao Supremo decidir quais serão os próximos passos em relação às informações envolvendo Alexandre de Moraes.

A análise prevista para terça-feira poderá definir se a apuração avançará e como a Corte tratará as diferentes situações envolvendo seus próprios integrantes.

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POLÍTICA MT

Janaína Riva nega pedido de votos para Fávaro e diz que estará em vários palanques

Candidata ao Senado afirma que participação em eventos com outros grupos políticos não significa apoio a concorrentes e reforça que seguirá fazendo campanha própria

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A candidata ao Senado e deputada estadual Janaína Riva (MDB) negou ter pedido votos para o senador Carlos Fávaro (PSD) durante um evento político promovido pelo deputado federal Emanuelzinho (PSD). A manifestação ocorreu após a circulação de um vídeo em que Janaína afirma que pretende chegar ao Senado ao lado do ex-ministro e atuar com ele em pautas voltadas às mulheres.

Segundo Janaína, a presença em eventos ao lado de outros candidatos não significa necessariamente um pedido de votos. Ela afirmou que continuará participando de atividades políticas de diferentes grupos e que sua prioridade será a própria candidatura ao Senado.

“Vocês não vão encontrar meu pedido de voto para nenhum outro candidato a senador que não seja eu mesma. Obviamente que estarei em vários palanques, como estive já com Pedro Taques, com Mauro Mendes, com Fávaro. Eu trato todos com respeito, até porque nós já estivemos praticamente todos no mesmo palanque”, declarou.

A deputada também explicou que a participação em diferentes eventos faz parte de sua trajetória política e que não pretende transformar esses encontros em pedidos de apoio eleitoral a outros candidatos.

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RESTRIÇÃO DE CAMPANHA

Janaína atribuiu ao fato de sua candidatura estar vinculada ao PL uma restrição para a realização de campanha conjunta com determinados grupos. De acordo com ela, a posição também estaria relacionada ao desempenho nas pesquisas e ao cenário de uma eleição em que cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado.

“Então, na verdade, é o PL que tem essa restrição, porque hoje eu estou bem posicionada nas pesquisas, liderando. É uma eleição de dois votos, então existe hoje contra mim um movimento de vários candidatos a senador que acham que eu sou adversária a ser combatida”, afirmou.

A candidata disse ainda que seguirá frequentando eventos políticos de diferentes grupos, mas sem transformar essas participações em pedidos de voto.

“NÃO VOU FAZER PEDIDO DE VOTO”

Como exemplo, Janaína citou sua participação no lançamento da candidatura à reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), realizado na quarta-feira (9), ao lado do governador Mauro Mendes (União Brasil).

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“Estarei no palanque do Max Russi com o governador Mauro Mendes. Vou cumprimentá-lo e tudo mais e não vou fazer nenhum pedido de voto a ele, como está acontecendo também na maioria das reuniões”, disse.

A declaração ocorre em meio à movimentação dos grupos políticos de Mato Grosso para as eleições de 2026, especialmente na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal. Janaína Riva busca consolidar sua candidatura e afirma que pretende manter diálogo com diferentes lideranças políticas durante a campanha, sem abrir mão de seu próprio projeto eleitoral.

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