POLÍTICA MT

Audiência pública apresenta diagnóstico técnico e define encaminhamentos para Reserva Guariba-Roosevelt

Publicados

em

Moradores do distrito de Guariba, em Colniza, lotaram o Centro de Eventos da Igreja Assembleia de Deus, nesta segunda-feira (29), para acompanhar a audiência pública que apresentou o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt e os encaminhamentos que deverão orientar as próximas discussões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Entre as principais conclusões do relatório estão a existência de ocupações rurais consolidadas anteriores à ampliação da reserva, a presença histórica de comunidades tradicionais e a necessidade de adoção de um modelo híbrido de redimensionamento territorial, conciliando preservação ambiental e regularização fundiária. O estudo também servirá de base para a análise do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 11/2025, de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

O diagnóstico foi apresentado pelo antropólogo Joany Arantes, responsável pelo estudo antropológico e psicossocial realizado na região. Segundo ele, o levantamento reuniu informações de campo, entrevistas e análises técnicas para compreender a realidade social, econômica e ambiental existente na área.

”O estudo identificou a presença de comunidades tradicionais ribeirinhas, mas também constatou a existência de ocupações consolidadas anteriores à ampliação dos atuais limites da reserva, além de sobreposições fundiárias que precisam ser enfrentadas com responsabilidade”, explicou Arantes.

De acordo com o antropólogo, a proposta não prevê a redução da proteção ambiental, mas busca alternativas para solucionar conflitos históricos. “Reduzir conflitos não significa reduzir proteção. O que propomos é a construção de soluções que garantam segurança jurídica às famílias, preservem o meio ambiente e assegurem os direitos das populações tradicionais”, afirmou.

Leia Também:  Assembleia Legislativa reforça rede de enfrentamento à hanseníase em Mato Grosso

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Com base nos levantamentos realizados, o estudo sugere o redimensionamento da área da unidade de conservação, com a exclusão de aproximadamente 48 mil hectares. “Caso essa proposta seja aprovada pela Assembleia Legislativa, após os debates necessários, a Resex passaria dos atuais cerca de 164 mil hectares para aproximadamente 111 mil hectares”, acrescentou Arantes.

Autor do requerimento da audiência pública e presidente da Comissão Especial que acompanha o tema, o deputado Cattani destacou que o relatório representa um importante instrumento técnico para subsidiar as decisões do Parlamento.

“O principal objetivo é corrigir uma injustiça histórica, garantindo segurança jurídica às famílias assentadas pelo próprio Estado antes da criação da reserva”, declarou.

Cattani ressaltou ainda que a proposta em discussão não prevê a extinção da unidade de conservação, mas a revisão de seus limites. “O PDL vai corrigir essa distorção e garantir segurança jurídica às famílias, sem abrir mão da preservação ambiental. Depois de todo o estudo realizado, a proposta ganha ainda mais força por estar fundamentada em dados técnicos”, argumentou.

O parlamentar informou que o relatório será apreciado pela Comissão Especial e subsidiará a tramitação do PDL nº 11/2025, que propõe sustar os efeitos do decreto estadual que ampliou a reserva em 2015 e discutir um novo desenho territorial para a unidade de conservação.

Além das questões fundiárias, o estudo apontou impactos sociais decorrentes da insegurança jurídica prolongada, como dificuldades para regularização das propriedades, indefinição dos limites territoriais e agravamento dos conflitos sociais na região.

Leia Também:  Juca do Guaraná pede reforço policial para final do Mato-grossense em Lucas do Rio Verde

Entre as recomendações apresentadas pela equipe técnica estão a proteção integral das comunidades ribeirinhas e das áreas ambientalmente sensíveis, a regularização das ocupações consolidadas conforme critérios legais, a elaboração e implementação do Plano de Manejo da unidade, o fortalecimento da fiscalização ambiental e a criação de mecanismos permanentes de proteção às populações tradicionais.

Também participaram da audiência o vice-prefeito de Colniza, Marco Antônio Faita, os vereadores Cláudia Kafer e Jonas de Oliveira Miranda, além de lideranças comunitárias, produtores rurais e representantes de diversos segmentos da sociedade.

A vereadora Cláudia Kafer destacou a importância do estudo para orientar as decisões futuras sobre a reserva. “Esse estudo é fundamental para nortear o que será feito daqui para frente e traz informações que deveriam ter sido levantadas antes da criação e ampliação da reserva, ouvindo todas as partes envolvidas”, afirmou.

Morador da região há 23 anos, Adolfo Gordino Dornelas manifestou preocupação com a falta de regularização fundiária. Segundo ele, a insegurança jurídica tem causado prejuízos e dificultado a vida de diversas famílias que vivem no distrito.

Entenda o caso

Criada em 1996 pelo Governo de Mato Grosso, a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt possuía originalmente cerca de 57 mil hectares. Em 2015, sua área foi ampliada para aproximadamente 164 mil hectares, passando a abranger áreas ocupadas por moradores e produtores rurais, o que intensificou os conflitos fundiários.

Fonte: ALMT – MT

Propaganda

POLÍTICA MT

Com Gisela Simona, Pivetta coloca combate à violência contra a mulher no centro da campanha e promete 50% delas em cargos de liderança

Com 2 mil mulheres chapa apresenta propostas para ampliar rede de proteção, fortalecer atendimento às vítimas e aumentar participação feminina nos espaços de decisão do Governo de Mato Grosso

Publicados

em

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), colocou o enfrentamento à violência contra a mulher e a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão entre os compromissos de sua campanha, durante o encontro 10Elas, realizado nesta segunda-feira (31), no Cenarium Rural, em Cuiabá.

Ao lado da candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), Pivetta participou do evento que reuniu centenas de mulheres e lideranças políticas. O encontro marcou o encerramento do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Entre as propostas apresentadas pela chapa estão a ampliação da rede de proteção, o fortalecimento do atendimento especializado às vítimas, a capacitação de servidores e a adoção de protocolos para reduzir as diferenças existentes entre os municípios no acolhimento às mulheres.

A proposta é tratar o enfrentamento à violência como uma política pública permanente e integrada, envolvendo áreas como segurança, saúde, educação e assistência social.

Um dos principais compromissos apresentados por Pivetta durante o encontro está relacionado à própria composição da administração estadual.

Leia Também:  Suspensa liminar que proíbe licenças ambientais em áreas úmidas do Araguaia e Guaporé

O governador estabeleceu como meta alcançar 50% de mulheres nos cargos de chefia e liderança do Governo de Mato Grosso em um eventual novo mandato. A medida, segundo a proposta apresentada no encontro, busca ampliar a participação feminina nos espaços onde são tomadas as principais decisões da administração pública.

A presença de Gisela Simona como candidata a vice também ganhou destaque no evento e reforçou a participação feminina na chapa encabeçada pelo governador.

Caso Pivetta e Gisela sejam eleitos, ela poderá se tornar a segunda mulher da história de Mato Grosso a ocupar a vice-governadoria. A primeira foi Iraci França, que exerceu o cargo entre 2003 e 2007.

O 10Elas também serviu como espaço para discutir mecanismos capazes de fazer com que as políticas de proteção cheguem aos diferentes municípios de Mato Grosso, especialmente por meio da padronização e qualificação do atendimento prestado às vítimas.

Ao levar o tema para o centro da campanha eleitoral, Pivetta e Gisela sinalizam que a proteção às mulheres e a ampliação da presença feminina no comando do Estado estarão entre as bandeiras defendidas pela chapa na disputa de 2026.

Leia Também:  Juca do Guaraná pede reforço policial para final do Mato-grossense em Lucas do Rio Verde

O compromisso anunciado, porém, terá como principal desafio transformar as propostas apresentadas durante a campanha em ações permanentes, com estrutura, orçamento, profissionais capacitados e atendimento efetivo também nos municípios mais distantes dos grandes centros.

Com o encerramento do Agosto Lilás, a mensagem apresentada pela chapa é de que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve se limitar a um mês de mobilização, mas permanecer como política pública durante todo o ano.

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA