DISPUTA PELO GOVERNO
Pivetta minimiza vantagem sobre Wellington e diz que “pesquisa que vale é a urna”
Governador aparece com 40,8% das intenções de voto em levantamento, mas evita comemorar resultado e destaca trabalho de campanha pelo interior
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), minimizou a vantagem apontada por uma pesquisa eleitoral sobre seu principal adversário, Wellington Fagundes (PL), na disputa pelo Governo do Estado. Segundo o levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas, Pivetta aparece com 40,8% das intenções de voto e abriu 10,8 pontos percentuais sobre o adversário.
Apesar do desempenho, o governador afirmou que não costuma atribuir grande peso aos levantamentos eleitorais e defendeu que o resultado das urnas será o verdadeiro indicador da disputa.
“Eu não comento pesquisa porque não sou eu que faço, entendeu? Então, pesquisa que vale é a urna”, afirmou Pivetta.
O levantamento foi divulgado na quarta-feira (9) e apontou crescimento do governador em relação à pesquisa anterior. O resultado passou a ser visto pela campanha como um sinal positivo na corrida eleitoral, mas Pivetta adotou cautela ao comentar os números.
FOCO NA CAMPANHA
Mesmo evitando comemorar antecipadamente a vantagem, o governador reconheceu que o resultado trouxe satisfação, especialmente em meio à rotina de viagens e compromissos eleitorais pelo interior de Mato Grosso.
Pivetta afirmou que tem concentrado esforços ao lado da candidata a vice-governadora, Gisela Simona (União Brasil), na busca por apoio e na construção da campanha para a reeleição.
“Eu fico feliz porque estou cansado. Você chega no final do dia tendo um bom comentário. Eu estou trabalhando, eu e a Gisela estamos trabalhando para isso, para ganhar a eleição. Mas cada dia tem uma pesquisa diferente”, declarou.
A estratégia, segundo o governador, é avaliar o desempenho da campanha principalmente pela receptividade encontrada durante as agendas nos municípios do interior.
APOIO EM SINOP
Entre os exemplos citados por Pivetta está a passagem por Sinop, onde afirmou ter recebido manifestações de apoio de lideranças locais. Ele destacou especialmente o envolvimento de Rosana Martinelli (MDB), suplente de senadora, que teria passado a integrar a coordenação de sua campanha no município.
“Então, eu quero acreditar que por onde eu vou, a gente é bem recebido. Hoje foi Sinop. Eu me animo por todas as lideranças lá. A Rosana, que é a suplente da senadora, declarou apoio, está na coordenação da nossa campanha lá em Sinop. Isso é muito simbólico, muito forte”, afirmou.
Para Pivetta, o apoio representa um indicativo de receptividade à sua candidatura e reforça a estratégia de ampliar a presença da campanha fora da Capital.
CENÁRIO ELEITORAL
Com 40,8% das intenções de voto, o levantamento da Paraná Pesquisas colocou Pivetta na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso e apontou uma diferença de 10,8 pontos percentuais em relação a Wellington Fagundes.
O governador, porém, mantém o discurso de cautela e afirma que a campanha ainda será marcada por mudanças no cenário eleitoral.
A avaliação de Pivetta é que o desempenho nas ruas, o contato com os eleitores e, principalmente, o resultado no dia da votação serão determinantes para definir quem comandará Mato Grosso pelos próximos quatro anos.
POLÍTICA MT
Samantha Iris mira Assembleia e defende renovação com presença feminina de direita
Vereadora de Cuiabá afirma que pretende levar projetos desenvolvidos na Capital para outros municípios de Mato Grosso
A vereadora de Cuiabá e pré-candidata a deputada estadual, Samantha Iris (PL), defendeu a renovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e afirmou que pretende ampliar a representação feminina de direita no Parlamento estadual.
Em entrevista, Samantha destacou que sua eventual candidatura à Assembleia tem como principal objetivo representar uma parcela do eleitorado que, segundo ela, ainda não se sente contemplada politicamente. A vereadora também afirmou que pretende levar para outras regiões do Estado iniciativas e projetos desenvolvidos em Cuiabá.
“Eu espero que a gente possa ter eu como mulher de direita, para poder representar essa parcela, principalmente de mulheres que não se sentiram tão representadas até o momento”, afirmou.
Samantha foi eleita vereadora de Cuiabá em 2024, em sua primeira disputa eleitoral. Agora, decidiu deixar o Legislativo municipal para buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
A mudança de cenário eleitoral gerou questionamentos sobre a decisão de interromper o mandato de vereadora para disputar um cargo estadual. Segundo Samantha, porém, o contato com eleitores de outras cidades mostrou que existe interesse em ampliar para o interior projetos que vêm sendo desenvolvidos na Capital.
PROJETOS PARA O INTERIOR
A pré-candidata afirmou que sua intenção é utilizar uma eventual atuação no Legislativo estadual para contribuir com a expansão de programas e iniciativas para diferentes municípios de Mato Grosso.
“Quando a gente percebe no interior do Estado, nos outros municípios, as pessoas sabendo das coisas que estão sendo feitas aqui e tendo esse desejo de que isso alcance ainda mais cidades, a gente fica muito feliz, porque isso é uma possibilidade”, declarou.
Samantha também reforçou que pretende defender uma agenda alinhada à direita e apresentar ao eleitorado estadual propostas que, segundo ela, já vêm sendo desenvolvidas em Cuiabá.
“Estamos pleiteando essa vaga para ser a primeira mulher de direita na Assembleia Legislativa com propósito e uma missão bem definida, que é defender Mato Grosso da esquerda e, principalmente, levar para o Estado inteiro os bons projetos que a gente tem desenvolvido aqui em Cuiabá”, disse.
RENOVAÇÃO NO LEGISLATIVO
A vereadora também colocou a renovação do Parlamento estadual entre as principais bandeiras de sua pré-campanha. Atualmente, a Assembleia Legislativa conta com apenas uma mulher entre os 24 deputados estaduais: Janaina Riva (MDB), que não disputará a reeleição e é pré-candidata ao Senado.
Nesse cenário, Samantha avalia que existe espaço para ampliar a participação feminina na política estadual, especialmente entre eleitoras identificadas com o campo político de direita.
Para a pré-candidata, uma eventual chegada à Assembleia também poderia servir como caminho para ampliar a presença de projetos municipais no restante do Estado.
“Uma possibilidade que o mato-grossense tem hoje de ter uma mulher de direita na Assembleia Legislativa e também levar aqueles projetos e programas que a gente está desenvolvendo aqui, tanto na Câmara quanto na Prefeitura, para outros municípios do Mato Grosso também”, completou.
A pré-candidatura de Samantha Iris coloca seu nome entre os que buscam espaço na disputa por uma das cadeiras da Assembleia Legislativa nas eleições de 2026.
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