Mulheres empreendedoras

Projeto de Casa das Mulheres em VG reúne Janaina e empreendedoras da Arvend

Associação quer criar um ponto de apoio nos bairros para ampliar o acesso a serviços, cursos e oportunidades de trabalho

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Mulheres que hoje precisam buscar atendimento em diferentes lugares poderão encontrar orientação e encaminhamento perto de casa. É essa a proposta da Casa das Mulheres Arvend, apresentada à candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) durante um encontro no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, nesta segunda-feira (28). Janaina recebeu uma carta-compromisso da associação e declarou apoio à construção do espaço.

Criada em 2014, a Associação de Mulheres Empreendedoras de Mato Grosso (Arvend) já atua nos bairros com ações de saúde, capacitação profissional e geração de renda. A nova sede serviria como ponto de referência para esse trabalho, com prioridade para mães solo, mães atípicas, jovens gestantes e mulheres em situação de vulnerabilidade.

A representante da entidade, Joziane Campos, disse que a falta de um espaço próprio limita o alcance dos projetos.

“Agora nós vamos ter a Casa das Mulheres, teremos algo que nos atenda aqui na porta. Nós vamos ter um ponto de apoio no bairro”, afirmou.

Entre as iniciativas da Arvend está o Saúde da Mulher, que realiza triagens nas comunidades e encaminha pacientes para consultas. Segundo Joziane, 42 mulheres atendidas pelo projeto passaram por cirurgias de laqueadura. A associação também mantém o Capacita, voltado à qualificação profissional.

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No encontro, Janaina defendeu que o acesso ao trabalho e à renda dá às mulheres mais condições de decidir sobre a própria vida, inclusive para sair de relações violentas. “É ser qualificada para trabalhar e ganhar o seu dinheiro. Ter o seu filho bem cuidado na educação. E aí ela tem o poder de escolha”, disse.

A candidata também defendeu creches com horário estendido e escolas em período integral. Segundo ela, o atendimento às crianças precisa acompanhar as políticas de qualificação e emprego para que as mães consigam estudar e trabalhar.

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POLÍTICA MT

Muito além do comércio: como a influência da China já faz parte da cultura de Mato Grosso

Relação entre Mato Grosso e o país asiático ultrapassa exportações e importações e chega às universidades, redes sociais, consumo e intercâmbios culturais

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A relação entre Mato Grosso e a China deixou de se limitar aos negócios. Embora o comércio entre os dois lados tenha como base a força do agronegócio mato-grossense, com destaque para produtos como soja e carne, a aproximação também começa a aparecer no cotidiano da população, no consumo, na educação e até nos hábitos culturais.

Enquanto Mato Grosso exporta grandes volumes de produtos para o mercado chinês, os mato-grossenses também entram em contato diariamente com produtos, conteúdos e referências culturais vindos do país asiático. Aplicativos de compras, produções audiovisuais, tendências nas redes sociais e elementos tradicionais da cultura chinesa passaram a fazer parte da rotina de muitos brasileiros.

Da economia para a cultura

Um dos exemplos mais visíveis dessa aproximação está na popularização do horóscopo chinês. Símbolos, animais e tradições associados ao calendário chinês ganharam espaço no imaginário ocidental e passaram a ser utilizados inclusive por grandes marcas internacionais.

Em 2026, por exemplo, o calendário chinês é marcado pelo Ano do Cavalo de Fogo. A temática também aparece em campanhas comerciais e conteúdos produzidos para o público ocidental, mostrando como elementos culturais chineses passaram a circular para além das fronteiras do país.

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Outro fenômeno que ganhou força são os chamados “microdramas chineses”, produções com episódios curtos que passaram a conquistar espaço nas redes sociais e nos celulares de usuários brasileiros.

A influência também chega a Mato Grosso

Para Mato Grosso, essa aproximação cultural ocorre paralelamente a uma relação econômica considerada estratégica para o Estado.

A China é apontada como o principal parceiro comercial de Mato Grosso, enquanto o Estado busca ampliar os vínculos com o país asiático também em outras áreas.

Um dos movimentos nesse sentido foi a escolha de Xangai para sediar o primeiro escritório internacional de Mato Grosso. A iniciativa busca aproximar o Estado de empresas, instituições e oportunidades no mercado chinês.

A aproximação também envolve missões empresariais e acadêmicas. Segundo as informações apresentadas na publicação, a China enviou missões empresariais ao Estado, além de representantes acadêmicos da Tsinghua University, ampliando as possibilidades de intercâmbio em inovação e desenvolvimento tecnológico.

Universidades ampliam intercâmbio

A relação não fica restrita ao setor empresarial. Instituições de ensino de Mato Grosso também mantêm iniciativas de aproximação com universidades chinesas.

UFMT e UNEMAT aparecem nesse processo por meio de parcerias que envolvem o ensino do mandarim, pesquisa científica e desenvolvimento relacionado ao setor agrícola.

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Na prática, esse tipo de cooperação cria uma ponte entre estudantes e pesquisadores dos dois países, permitindo que a relação Mato Grosso-China avance para áreas que vão além da comercialização de commodities.

Uma relação que pode ir além dos negócios

O crescimento da presença chinesa em Mato Grosso revela uma transformação na forma como essa relação é construída. De um lado, o Estado possui forte participação nas exportações destinadas à China. De outro, a população passa a ter contato cada vez maior com produtos, tecnologias, conteúdos e referências culturais chinesas.

Esse movimento cria uma espécie de via de mão dupla: Mato Grosso fornece produtos estratégicos para o mercado chinês, enquanto a China amplia sua presença econômica, acadêmica, tecnológica e cultural no Estado.

Mais do que uma relação baseada apenas em números de exportação, a aproximação começa a produzir efeitos no cotidiano e nas instituições mato-grossenses — indicando que o chamado “efeito China” pode ser percebido muito além do agronegócio.

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