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Em meio à tensão com a Câmara, Abilio envia PLOA de R$ 5,7 bilhões para Cuiabá em 2027

Proposta prevê R$ 5,739 bilhões em receitas e despesas, inclui R$ 1,938 bilhão para Saúde e R$ 1,151 bilhão para Educação e chega ao Legislativo com pedido de urgência

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), encaminhou nesta quarta-feira (30) à Câmara Municipal o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027. A proposta estima R$ 5,739 bilhões em receitas e despesas para o município no próximo ano e foi enviada ao Legislativo com pedido de análise em caráter de urgência.

O texto foi protocolado às 18h35 e encaminhado à presidente da Câmara, Paula Calil (PL), em um momento de tensão na relação entre o Executivo e parte dos vereadores. Nos últimos dias, Abilio afirmou que um grupo de parlamentares passou a atuar como oposição à gestão após apoiar a candidatura de Ilde Taques (Podemos) à Mesa Diretora. O prefeito também declarou que a relação institucional com o Legislativo poderia ficar mais distante. 

Quase R$ 2 bilhões para Saúde e Educação

De acordo com a proposta apresentada pelo Executivo, R$ 1,938 bilhão está previsto para a Saúde, enquanto a Educação deverá contar com R$ 1,151 bilhão.

O orçamento também prevê aproximadamente R$ 614 milhões para Urbanismo, R$ 305,3 milhões para Transporte, R$ 138 milhões para Assistência Social e R$ 117,5 milhões para o Legislativo municipal.

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Para a Câmara de Cuiabá, o PLOA reserva R$ 117.588.800 em 2027. O valor representa aumento nominal de aproximadamente R$ 5,6 milhões, cerca de 5%, em comparação com o orçamento de R$ 112 milhões previsto para a Casa em 2026.

Prefeitura poderá abrir créditos suplementares

Outro ponto previsto no projeto é a autorização para que a Prefeitura abra créditos suplementares de até 20% da despesa total prevista para 2027, observadas as exceções estabelecidas no próprio texto.

Considerando o orçamento de R$ 5,739 bilhões, o percentual corresponde a aproximadamente R$ 1,14 bilhão. A proposta estabelece, contudo, situações que ficam fora desse limite, como despesas com pessoal, precatórios, dívida pública, superávit financeiro e excesso de arrecadação.

LOA chega após rejeição da LDO

O envio do orçamento ocorre depois de a Câmara Municipal ter rejeitado, em julho, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027.

Antes do encaminhamento, Abilio já havia afirmado que enviaria a LOA mesmo sem a aprovação da LDO. Na ocasião, o prefeito classificou a situação como um “limbo jurídico” e sustentou que a rejeição da LDO não impediria o cumprimento do prazo para encaminhamento do orçamento. 

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Agora, o PLOA será analisado pelos vereadores e poderá receber emendas antes de ser levado à votação em plenário. Se aprovado, o texto estabelecerá a previsão de receitas e despesas da Prefeitura ao longo de 2027.

Disputa pela Mesa Diretora aumenta tensão

A tramitação do orçamento acontece paralelamente à disputa pelo comando da Câmara para o próximo biênio. A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro.

Segundo informações divulgadas nesta semana, Ilde Taques afirma contar com 15 apoios, enquanto Dilemário Alencar (União), ligado à base governista, afirma ter 12. São necessários 14 votos para a eleição. 

A disputa ganhou novos contornos após uma proposta que poderia abrir caminho para a recondução de Paula Calil à presidência não ter sido levada à votação em 29 de setembro. 

Com o PLOA agora oficialmente entregue, os vereadores terão pela frente duas discussões de peso: a definição do orçamento que vai orientar Cuiabá em 2027 e, ao mesmo tempo, a composição do comando do Legislativo municipal.

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POLÍTICA MT

Copiloto ataca piloto com faca durante voo para Israel, e avião despenca 4,3 mil metros

Passageiros ajudaram a conter o agressor após o ataque; aeronave fez pouso de emergência na Arábia Saudita

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Um voo da FlyDubai com destino a Israel passou por momentos de tensão nesta quarta-feira (30), após o copiloto atacar o piloto com uma faca. Cerca de 30 segundos depois do confronto, a aeronave despencou aproximadamente 4,3 mil metros enquanto se aproximava do espaço aéreo israelense.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades israelenses, o episódio é tratado como uma tentativa de ataque terrorista. O copiloto, de nacionalidade de Omã, foi detido pelas autoridades da Arábia Saudita após o pouso e, de acordo com o governo israelense, teria afirmado em depoimento que agiu sozinho.

O voo FZ1073 havia decolado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv. Durante o ataque, os dois pilotos ficaram feridos e a aeronave perdeu o controle momentaneamente.

Passageiros e tripulantes perceberam a situação e ajudaram a conter o agressor. Relatos indicam que ele foi imobilizado no chão, enquanto outro piloto que estava a bordo assumiu o comando da aeronave.

Sinal de sequestro

Enquanto sobrevoava a região da Jordânia, o avião começou a emitir sinais de emergência. Um dos códigos transmitidos indicava uma situação de sequestro, segundo informações citadas na reportagem.

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A rota foi alterada e a aeronave seguiu para Tabuk, na Arábia Saudita, onde realizou um pouso de emergência. Nenhum passageiro morreu ou sofreu ferimentos graves, embora algumas pessoas tenham recebido atendimento médico.

A FlyDubai informou que o pouso foi realizado pela tripulação. Um segundo par de pilotos, que estava a bordo e substituiria a dupla original ao chegar a Israel, assumiu o controle durante a emergência.

Testemunhas relataram momentos de pânico dentro da aeronave. Uma passageira contou à família que ouviu pedidos de socorro do piloto e percebeu que o avião estava perdendo altitude.

O governo de Israel classificou o episódio como uma tentativa de ataque terrorista e afirmou que o agressor teria como objetivo matar passageiros israelenses. Segundo as autoridades israelenses, 100 dos 180 passageiros eram cidadãos de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o copiloto foi preso e interrogado após o pouso. Israel também colocou o espaço aéreo em estado de alerta e anunciou a suspensão dos voos da FlyDubai com destino ao país.

A Arábia Saudita abriu uma investigação sobre o caso. Até a última atualização, as autoridades ainda apuravam as circunstâncias e a motivação do ataque.

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