ELEIÇÕES 2026 – REAL TIME BIG DATA

Pivetta mantém aprovação de 66% e transforma força da gestão em trunfo na corrida pelo Governo

Real Time Big Data aponta que dois em cada três eleitores aprovam administração do governador; avaliação positiva amplia capital político de Pivetta em meio à disputa pela reeleição

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A corrida pelo Governo de Mato Grosso entra em uma fase decisiva com um componente que pode pesar diretamente na estratégia eleitoral do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) aponta que 66% dos eleitores mato-grossenses aprovam a atual gestão estadual, índice equivalente a praticamente dois em cada três entrevistados.

O resultado coloca a avaliação administrativa no centro da disputa eleitoral. Enquanto 66% aprovam o governo Pivetta, 30% desaprovam a gestão e outros 4% não souberam ou preferiram não responder, conforme os números apresentados pelo instituto.

Para um governador que disputa a permanência no Palácio Paiaguás, o índice representa um ativo político importante. A campanha passa a ter a possibilidade de explorar eleitoralmente uma administração que, segundo o levantamento, conta com aprovação majoritária da população.

A pesquisa ganha ainda mais relevância quando observada em conjunto com o cenário eleitoral. Em levantamento do próprio Real Time Big Data sobre intenção de voto, Pivetta aparece com 27%, atrás de Wellington Fagundes (PL), que registra 34%. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais.

Isso cria um dos principais desafios da campanha governista: converter aprovação administrativa em intenção efetiva de voto.

Embora aprove o trabalho realizado pelo governo, parte do eleitorado ainda não transferiu essa avaliação para a escolha eleitoral. É justamente nesse espaço que a campanha de Pivetta encontra uma possibilidade de crescimento durante a reta mais intensa da eleição.

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AVALIAÇÃO DO GOVERNO

O Real Time Big Data também pediu aos entrevistados que classificassem diretamente o desempenho da administração estadual.

Nesse recorte, 35% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 41% classificam a gestão como regular.

Outros 22% avaliam o governo como ruim ou péssimo, e 2% não souberam ou não responderam.

Os dois indicadores medem aspectos diferentes da percepção do eleitor. Enquanto a pergunta direta sobre aprovação registra 66% de respaldo ao governo, a classificação qualitativa mostra uma parcela expressiva de eleitores posicionada no campo do “regular”.

Esse grupo de 41% pode se tornar estratégico para a disputa, já que reúne eleitores que não rejeitam necessariamente a administração, mas também não a classificam entre ótima e boa.

APROVAÇÃO VIRA ATIVO ELEITORAL

Com a campanha entrando em uma etapa de maior exposição dos candidatos, o desafio de Pivetta será transformar os 66% de aprovação em votos suficientes para reduzir a distância para Wellington Fagundes e ampliar sua competitividade na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Os números mostram que existe diferença entre a avaliação de um governo e a decisão eleitoral. Um eleitor pode aprovar uma administração e, ainda assim, optar por outro candidato quando chega à urna.

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Por outro lado, uma aprovação de dois terços do eleitorado oferece à candidatura governista uma base política relevante para trabalhar a mensagem de continuidade, especialmente quando a campanha passa a comparar resultados administrativos, propostas e capacidade de gestão.

Nesse sentido, a eleição coloca frente a frente duas forças distintas apontadas pelas pesquisas: Wellington lidera atualmente na intenção de voto, enquanto Pivetta chega à fase decisiva da campanha sustentado por uma aprovação administrativa de 66%.

PESQUISA

O Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso. Conforme as informações divulgadas, as entrevistas foram realizadas no fim de agosto e início de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-07156/2026.

Com dois em cada três eleitores aprovando sua gestão, Pivetta chega à reta decisiva com um ativo importante nas mãos. A questão que passa a dominar a estratégia governista é até que ponto essa aprovação conseguirá ser convertida em voto.

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POLÍTICA MT

Luiza Böer repercute novas revelações envolvendo Daniel Vorcaro, Alexandre de Moraes e o Banco Master

A candidata a deputada federal Luiza Böer (PL-MT) se manifestou sobre as novas informações reveladas a partir da investigação da Polícia Federal envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

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Documentos da investigação vieram a público após o ministro André Mendonça retirar o sigilo da Petição 16.662. Entre o material está um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal a partir da análise do celular de Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero.

Entre as mensagens recuperadas, Vorcaro demonstrava proximidade com Moraes e, três dias antes de ser preso, escreveu ao ministro que tinha “gratidão da minha vida” a ele. Em outra conversa, dois dias antes da prisão, o banqueiro chegou a questionar Moraes sobre a possibilidade de precisar deixar o país.

O relatório também reúne registros relacionados ao escritório Barci de Moraes, comandado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A investigação identificou contratos entre empresas ligadas a Vorcaro e o escritório, além de mensagens internas nas quais o banqueiro tratava pagamentos ao escritório como prioridade.

No vídeo, Luiza chama atenção para a necessidade de esclarecimento dos fatos e relaciona as novas revelações à importância de uma investigação ampla sobre o caso Banco Master, defendendo que as conexões reveladas e a atuação de pessoas com influência sobre instituições brasileiras sejam devidamente apuradas.

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A candidata também reforça a cobrança para que o Congresso avance nas investigações relacionadas ao Banco Master, argumentando que, diante da dimensão das novas informações, o país precisa de transparência e respostas sobre quem participou, quem tinha conhecimento e até onde chegava a rede de relações revelada pelas investigações.

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