ELEIÇÕES 2026

Pivetta afirma que propósito na política é servir e melhorar a vida dos mato-grossenses ” o que me interessa é fazer ” veja entrevista 

Governador diz que não busca poder ou vaidade e defende um Estado realizador, com capacidade de investimento

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O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que não está na política em busca de poder ou vaidade, mas pela oportunidade de servir a Mato Grosso e transformar decisões em resultados para a população. Ao defender a continuidade do trabalho à frente do Estado, Pivetta afirmou que quer governar para todos e manter Mato Grosso como um Estado realizador, com capacidade de investir e devolver à população aquilo que ela espera do poder público.

“Eu me sinto muito bem sem poder. Para mim, o poder, o único que me interessa, é o poder de fazer. Então, estou muito tranquilo, tenho vaidade zero. O que eu quero é a oportunidade de servir o meu Estado, o Estado que me deu tudo, que me permitiu escrever a história que eu escrevi a partir de Lucas do Rio Verde”, afirmou em entrevista à Jovem Pan, nesta segunda-feira (31.8).

Pivetta destacou que governar, para ele, significa assegurar que o Estado mantenha sua capacidade de investimento e continue transformando recursos públicos em entregas para a população.

“Quero governar para todo o conjunto da sociedade mato-grossense, assegurar um Estado realizador, que continue investindo de 15% a 20% das suas receitas, continue devolvendo para o povo aquilo que o povo espera do Estado”, disse.

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Pivetta afirmou que a experiência como prefeito lhe permitiu conhecer de perto o funcionamento da máquina pública, os desafios dos municípios e os caminhos para transformar recursos em resultados.

“Eu tenho uma história de serviço público e de doação. A política foi um lugar em que eu me encontrei para me relacionar com as pessoas de maneira produtiva. Em Lucas do Rio Verde, escrevi minha história e fizemos de lá uma das melhores cidades para se viver no Brasil e depois replicamos esse modelo em Nova Mutum”, destacou.

Para o governador, essa experiência também define o objetivo que pretende alcançar à frente de Mato Grosso: fazer com que os resultados da gestão sejam percebidos diretamente pela população.

“Quero ser o governador que as pessoas percebam que está muito melhor viver em Mato Grosso”, afirmou.

Essa concepção de gestão passa, segundo Pivetta, por uma atuação próxima dos municípios e pela concentração de esforços naquilo que efetivamente melhora a vida das pessoas. Saúde, educação, segurança, infraestrutura, saneamento, qualificação profissional e desenvolvimento econômico estão entre as áreas consideradas prioritárias.

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“Eu sou município de corpo e alma. O povo mora no município. Depois vem o Estado. Quanto mais longe o poder, menos eficiente ele é. Isso é natural. Eu quero fazer o simples bem feito, dar condições para os municípios, dar publicidade aos nossos atos e fazer com que os órgãos façam os controles”, afirmou.

Ao falar sobre o futuro de Mato Grosso, Pivetta reforçou que pretende transformar a oportunidade de governar em uma gestão marcada por resultados.

“Se eu chegar a governador do Estado, com mandato meu, que o povo me conceda essa graça, eu vou honrar com todas as minhas forças. Tenho certeza de que vou fazer um mandato de muitas realizações, porque esse é o meu jeito, a minha história de resultados. Mato Grosso tem vocação para ser o melhor Estado do Brasil”, concluiu.

 

Veja entrevista 

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POLÍTICA MT

Flávio Bolsonaro desembarca em MT ao lado de Cidinho e Medeiros e ausência de Wellington chama atenção

Presidenciável cumpre agenda com indígenas Haliti-Paresi e setor produtivo; presença do primeiro suplente de Mauro Mendes e de José Medeiros evidencia novas articulações no campo da direita em Mato Grosso

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A passagem do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por Mato Grosso nesta segunda-feira (31) ganhou contornos que vão além da agenda voltada ao agronegócio e à produção desenvolvida por comunidades indígenas. A composição política que acompanha o presidenciável chamou atenção nos bastidores da disputa eleitoral de 2026.

Em Campo Novo do Parecis, Flávio visitou comunidades do povo Haliti-Paresi, que desenvolvem atividades agrícolas, incluindo o cultivo de soja e arroz em terras indígenas. A programação inclui encontros com produtores, famílias e lideranças locais, aproximando o candidato de um modelo que concilia produção, geração de renda e a realidade das comunidades.

Mas, no campo político, a presença do empresário Cidinho Santos e do senador José Medeiros (PL) ao lado de Flávio acabou ganhando destaque, principalmente diante da ausência de outros nomes do próprio PL que estão diretamente envolvidos na disputa estadual.

Cidinho Santos, que possui forte interlocução com o setor produtivo e o agronegócio mato-grossense, é primeiro suplente de Mauro Mendes na chapa ao Senado. Sua participação na agenda coloca lado a lado o presidenciável do PL e um integrante do grupo político que sustenta a candidatura do governador Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso.

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A movimentação ocorre justamente em um momento de rearranjos dentro da direita no Estado. Wellington Fagundes, candidato do PL ao Governo e adversário direto de Pivetta, não aparece entre os principais nomes que acompanham Flávio na programação desta segunda-feira. O empresário Odílio Balbinotti, também ligado ao PL, igualmente não integra o núcleo destacado na agenda.

A ausência chama atenção especialmente porque Wellington tenta consolidar sua candidatura como representante do bolsonarismo na corrida pelo Palácio Paiaguás. Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro mantém interlocução com personagens politicamente ligados ao grupo adversário de Wellington na eleição estadual.

Outro personagem de peso é José Medeiros. Candidato ao Senado pelo PL e historicamente próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Medeiros aparece entre os principais interlocutores de Flávio durante a passagem pelo Estado. Sua presença reforça a ligação do presidenciável com uma ala bolsonarista que nem sempre caminha de maneira alinhada aos interesses eleitorais de Wellington em Mato Grosso.

A participação de Cidinho ganha ainda mais significado pelo desenho da eleição estadual. Além de integrar a chapa de Mauro Mendes, o empresário mantém proximidade com setores do agronegócio e com lideranças ligadas ao atual grupo governista.

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Na prática, a visita expõe como a disputa presidencial e a eleição estadual podem produzir alianças e movimentos diferentes dentro do mesmo campo ideológico. Enquanto Wellington busca reunir o PL em torno de sua candidatura ao Governo, integrantes do bolsonarismo mantêm pontes abertas com nomes próximos de Mauro Mendes e Pivetta.

No aspecto institucional da visita, Flávio conheceu a experiência produtiva dos Haliti-Paresi, modelo que reúne agricultura, geração de renda e participação das próprias comunidades indígenas. A agenda também serve para aproximar o presidenciável de uma das principais bases econômicas e políticas de Mato Grosso: o agronegócio.

Politicamente, porém, a fotografia da passagem de Flávio pelo Estado deixa uma mensagem que tende a alimentar os bastidores da campanha: enquanto Wellington disputa o Governo pelo partido do presidenciável, Flávio circula em Mato Grosso acompanhado por Medeiros e por Cidinho Santos, justamente o primeiro suplente de Mauro Mendes e integrante de um grupo que trabalha pela eleição de Pivetta.

Com informações portal esporte e noticias 

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