VÉSPERA DAS URNAS

Pesquisa consolida Mauro e Janaina à frente ao Senado em MT

Pesquisa TMT Dados mostra Mauro na frente no primeiro voto e Janaina liderando o segundo; Fávaro cresce e chega a 13,7% no consolidado

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A nova rodada da pesquisa TMT Dados sobre a disputa ao Senado em Mato Grosso divulgada às vésperas das eleições, aponta Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB) com os dois maiores percentuais no levantamento consolidado dos dois votos. Considerando apenas os votos nominais válidos, Mauro aparece com 32,2%, enquanto Janaina registra 28,7%. Carlos Fávaro (PSD) vem em seguida, com 13,7%, José Medeiros (PL) tem 11,3% e Pedro Taques (PSB), 7,9%.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 28 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 1.542 entrevistados em 30 municípios de Mato Grosso. A margem de erro informada pelo instituto é de 2,4 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-05051/2026.

No primeiro voto estimulado, Mauro Mendes registra 36%, seguido por Janaina Riva, com 23,4%. Carlos Fávaro aparece com 9,1%, José Medeiros com 7,4% e Pedro Taques com 3,6%. Antônio Galvan tem 0,8% e Margareth Buzetti, 0,7%. Os indecisos somam 13,4%, enquanto branco, nulo ou nenhum chegam a 5,1%.

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No segundo voto estimulado, Janaina aparece na frente, com 20%, seguida por Mauro Mendes, com 12,8%. Fávaro registra 11,6%, Medeiros 9,8% e Taques 8,3%. Galvan tem 3,4% e Buzetti, 2,5%. Nesse cenário, 23,6% dos entrevistados dizem ainda não saber em quem votar.

A diferença entre os dois cenários também aparece na pesquisa espontânea. Sem a apresentação dos nomes aos entrevistados, Mauro tem 32,6% no primeiro voto, contra 20,3% de Janaina, 7,8% de Fávaro e 6,3% de Medeiros. Já no segundo voto espontâneo, Janaina registra 18,5%, seguida por Fávaro, com 10,4%, Mauro, com 10,2%, e Medeiros, com 9,1%.

Na comparação com a rodada anterior da TMT Dados, Mauro passou de 35% para 32,2% no consolidado dos votos nominais válidos, uma variação de -2,8 pontos percentuais. Janaina passou de 26,6% para 28,7%, alta de 2,1 pontos. Carlos Fávaro também cresceu, de 13,1% para 13,7%, avanço de 0,6 ponto percentual. José Medeiros permaneceu em 11,3%, enquanto Pedro Taques passou de 8,5% para 7,9%.

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O resultado consolidado leva em conta o primeiro e o segundo votos estimulados e invalida as situações em que o mesmo candidato foi indicado duas vezes pelo entrevistado. Nesta rodada, foram contabilizados 2.336 votos nominais válidos. Mauro somou 753 menções, Janaina 670, Fávaro 319, Medeiros 265 e Taques 184.

Na rejeição, Pedro Taques lidera com 6,5%. Mauro Mendes aparece com 3,6%, Carlos Fávaro com 3,5%, enquanto Janaina Riva e José Medeiros têm 3,4% cada. Outros 44,1% não souberam indicar um candidato rejeitado e 26,5% responderam nenhum, branco ou nulo.

O levantamento também mostra que 74,6% dos entrevistados afirmam que seus votos para o Senado já são definitivos, enquanto 25,4% dizem que ainda podem mudar de escolha.

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POLÍTICA MT

Janaina defende nova Constituinte para discutir prisão perpétua e pena de morte no Brasil

Candidata ao Senado afirma que mudanças mais rígidas na legislação penal exigem uma nova Constituição e relaciona proposta ao avanço da violência e das organizações criminosas

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A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) defendeu a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte para permitir a discussão de mudanças mais profundas na legislação penal brasileira, incluindo prisão perpétua e pena de morte.

Durante sabatina promovida pela Aprosoja, Janaina afirmou que pretende levar o debate ao Congresso Nacional caso seja eleita. Segundo a candidata, defender punições atualmente vedadas pela Constituição exige também discutir uma nova Carta Constitucional.

“Para ter uma nova constituinte, tem que ter quem lute por isso. Se a gente não fizer esse trabalho nestes próximos quatro anos, nós nunca teremos uma nova constituinte. Então, dizer que vai lutar por prisão perpétua é dizer que daqui a quatro anos nós gostaríamos de ver uma constituinte para que isso fosse apreciado pelo Congresso Nacional”, declarou.

Janaina disse não considerar impossível avançar na discussão e associou a proposta ao cenário de violência enfrentado pelo país.

“Eu não vejo como sendo algo impossível. Aliás, já está acontecendo muito pior nas ruas. Na rua tem pena de morte”, afirmou.

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Ao justificar a defesa de uma nova Constituição, a candidata também citou o avanço das organizações criminosas. Segundo Janaina, informações obtidas em pesquisa qualitativa de sua campanha indicariam que algumas famílias estariam recorrendo a facções em vez das forças de segurança. A afirmação foi apresentada pela candidata durante a sabatina.

“Se o Brasil não tiver uma nova constituinte, nós vamos virar uma selvageria, que é o que está acontecendo. Algumas famílias, inclusive, deixam de procurar as forças policiais e buscam organizações criminosas. Isso está na nossa pesquisa qualitativa. Então, o Brasil tem que tomar uma atitude”, disse.

A candidata relacionou diretamente a defesa da prisão perpétua à necessidade de uma Constituinte e afirmou que a discussão não deveria ficar restrita às penas previstas para crimes graves.

“Dizer que nós vamos lutar por uma prisão perpétua é porque eu entendo, sim, que precisamos de uma nova constituinte. E não só para tratar desse tema, mas de outros temas também, como a própria questão das organizações criminosas e facções”, pontuou.

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Janaina acrescentou que pretende continuar defendendo publicamente a pauta caso chegue ao Senado. Para ela, a discussão precisa começar no Congresso para que uma eventual mudança constitucional possa avançar.

“Se ninguém começar a falar sobre o tema, nunca vai ter uma constituinte”, concluiu.

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