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Núcleo Econômico analisa matérias sobre orçamento estadual, trabalho, consumo e assuntos internacionais

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O Núcleo Econômico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso é composto por quatro das 14 comissões permanentes existentes na Casa: Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária; Defesa do Consumidor e do Contribuinte; Trabalho, Administração e Serviço Público; e Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional.

As comissões componentes do Núcleo Econômico, assim como as demais comissões permanentes existentes na ALMT, têm seus temas previamente definidos e se mantêm durante diferentes legislaturas. Entre outras atribuições, cabe a elas discutir e emitir parecer a proposições em tramitação na Casa de Leis que se relacionem com seus méritos. 

A distribuição das proposições às comissões é feita pelo presidente da Assembleia Legislativa, por meio de despacho. Após recebê-las, as comissões têm a responsabilidade de estudá-las e emitir pareceres, que podem ser favoráveis ou contrários. 

Os pareceres às proposições são emitidos pelos deputados estaduais que figuram como seus relatores. Para isso, eles contam com a orientação e auxílio da equipe técnica de cada comissão. Esses pareceres são votados durante reuniões ordinárias ou extraordinárias e podem ser mantidos ou derrubados.

As proposições somente estarão aptas à votação em Plenário se tiverem cumprido as condições regimentais e estiverem com os pareceres das comissões para as quais foram distribuídas.

Além de se manifestarem de maneira favorável ou contrária à aprovação de projetos que versam sobre assuntos de suas competências, as comissões também podem apresentar e votar projetos deles decorrentes, oferecer-lhes substitutivos e formular emendas e subemendas, bem como dividi-los em proposições autônomas.

Comissões do Núcleo Econômico

Conforme Regimento Interno da ALMT, cada comissão permanente tem suas atribuições pré-definidas. Compete à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária emitir parecer a todos os projetos quanto aos aspectos orçamentários e financeiros, em especial aos que tratam da legislação orçamentária, como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA), os créditos adicionais, e suas alterações.

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Os projetos que tratam de legislação orçamentária possuem tramitação diferenciada, sendo enviados primeiramente à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para emissão de parecer e, somente depois, à comissão de mérito, no caso, à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária.

Esta comissão também é responsável por emitir parecer às contas da Administração Pública, do Poder Executivo e sobre expedientes do Tribunal de Contas correlatos a seu mérito, bem como apreciar a prestação de contas do Poder Executivo e analisar os processos licitatórios e contratos da administração pública direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Estado.

Em seu rol de competências constam ainda: acompanhar e fiscalizar a execução orçamentária de acordo com a legislação pertinente; fazer o acompanhamento da dívida pública interna e externa; controlar a arrecadação, repartição dos tributos e contribuições; controlar as despesas públicas; e receber, em audiência pública, o secretário de fazenda para demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais, ao término dos meses de maio, setembro e fevereiro.

Além de analisar todos os projetos que tratem da defesa do consumidor e do contribuinte, a Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte tem como atribuições incentivar as relações de consumo, a intermediação de conflitos e as medidas de proteção e defesa do consumidor; fornecer orientação e educação ao consumidor; fomentar a economia popular e a repressão ao abuso do poder econômico; e promover a política dos direitos básicos do consumidor.

Cabe à comissão, ainda, fiscalizar a composição, a qualidade, a apresentação, a publicidade e a distribuição de bens e serviços no Estado; fiscalizar o cumprimento, pelo poder público, das normas constitucionais de defesa dos direitos do contribuinte; estimular as relações entre o Fisco e o contribuinte, com vistas à promoção de um relacionamento fundado em cooperação respeito mútuo e parceria; e apresentar projetos que visem o desenvolvimento da consciência fiscal.

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A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público tem a incumbência de emitir parecer a todos os projetos que tratem de assuntos atinentes à ordem social mato-grossense, tendo como base o trabalho e como objetivo o bem-estar e a justiça social. 

Também consta em sua alçada fiscalizar as relações de trabalho e política de emprego; apoiar programas de aprendizagem e treinamento profissional; estimular sindicalismo e organização sindical; tratar de matérias relativas ao serviço público da administração estadual direta e indireta, inclusive, fundacional; e acompanhar os assuntos pertinentes à segurança e medicina do trabalho dos órgãos públicos estaduais.

Criada em novembro de 2021, a Comissão de Relações Internacionais, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Institucional possui 15 atribuições. Entre elas, destacam-se: incentivar todas as relações multilaterais com entidades internacionais públicas ou privadas, acompanhar o cumprimento de tratados, convenções e acordos internacionais no âmbito do Estado e discutir a promoção de intercâmbio e ações de segurança de fronteira.

Pandemia 

Durante a pandemia de covid-19 as comissões que integram o Núcleo Econômico receberam grande demanda de projetos. À Comissão de Defesa do Consumidor coube a missão de analisar todos os projetos que versavam sobre os serviços ofertados pelos planos de saúde e atendimentos realizados em clínicas e hospitais, entre outros.

Projetos de calamidade pública e que tinham como objetivo realocar orçamento público ou autorizar a compra de materiais e equipamentos sem licitação, devido à peculiaridade do momento, por exemplo, passaram por análise da Comissão de Fiscalização.

A Comissão de Trabalho, por sua vez, avaliou e emitiu parecer a todas as proposições que tratavam de direitos dos trabalhadores, principalmente dos que atuavam na área da saúde.

Além do Núcleo Econômico, há ainda na ALMT o Núcleo da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, bem como os núcleos Social, Ambiental e das Comissões Temporárias.

Fonte: ALMT

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Charge com IA coloca Wellington “conversando” com Lula e Dilma e entra na onda do humor eleitoral nas redes – veja o video 

Vídeo satírico usa inteligência artificial para criar diálogos fictícios e explora o apelido de “melancia”, usado por adversários do candidato do PL; montagem transforma provocações da campanha em humor nas redes sociais

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A inteligência artificial também virou ferramenta para o humor na reta final da eleição em Mato Grosso. Um vídeo em formato de charge digital que circula pelas redes sociais coloca o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) em situações hilarias envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.

Produzido com recursos de inteligência artificial e linguagem assumidamente caricatural, o conteúdo apresenta Wellington ao telefone e constrói diálogos  entre os políticos retratados.

A montagem deve ser entendida como sátira eleitoral: as falas, situações e conversas atribuídas aos personagens ao que tudo indica não é real e produzidas digitalmente.

Um dos elementos centrais da brincadeira é o apelido de “melancia”, expressão que já vem sendo utilizada por adversários de Wellington durante a campanha. O próprio candidato já respondeu publicamente ao rótulo, argumentando que sua atuação política sempre buscou resultados para Mato Grosso independentemente do partido que estivesse no Palácio do Planalto.

Na linguagem da provocação eleitoral, “melancia” faz referência à expressão “verde por fora e vermelho por dentro”, numa tentativa de associar a atual posição de Wellington no PL e sua proximidade com o campo bolsonarista às relações institucionais e políticas que manteve, em períodos anteriores, com governos do PT.

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No vídeo de humor, o apelido “melancia” vira praticamente um bordão. A charge explora justamente a ideia de Wellington ser “verde por fora e vermelho por dentro”, levando a provocação ao exagero ao criar conversas fictícias com Lula e Dilma.

Há, porém, nuances importantes na trajetória real do candidato. Wellington manteve interlocução com governos de diferentes orientações políticas, mas também votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O registro da Rádio Senado confirma sua participação na votação e sua posição favorável ao afastamento da então presidente.

Atualmente, Wellington está no PL e se posiciona como oposição ao governo Lula. Em 2023, por exemplo, registrou no Senado essa condição ao comentar uma visita do presidente a Rondonópolis. Já em julho deste ano, discursou sobre a convenção nacional do PL que anunciaria a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

É exatamente o contraste entre diferentes momentos da vida política do senador que fornece matéria-prima para a charge. A sátira exagera essas relações, cria situações inexistentes e transforma a disputa de narrativas da campanha em conteúdo de entretenimento.

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O formato mostra ainda uma nova realidade das eleições. As tradicionais charges políticas ganharam movimento, voz e capacidade de reproduzir de maneira artificial a aparência de figuras públicas. Por isso, a identificação do conteúdo como humor e inteligência artificial é fundamental para evitar que uma sátira seja interpretada como documento verdadeiro.

Entre memes, provocações e montagens, a inteligência artificial abriu uma nova frente no humor eleitoral. No caso de Wellington, a charge recupera o já conhecido apelido de “melancia” e transforma a provocação do “verde por fora e vermelho por dentro” em roteiro para uma conversa entre Lula, Dilma e Wellington, buscando arrancar risadas e repercussão nas redes sociais.

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