POLÍTICA MT

Workshop gratuito de empreendedorismo feminino será neste domingo

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O curso de empreendedorismo feminino Visão 360º cresceu e passou a se chamar Projeto Mulheres 360º, para registrar o público alvo até no nome: fortalecer o trabalho de empreendedoras da Baixada Cuiabana, sem custo.

Para coroar a trajetória delas, neste domingo (09), haverá um dia todo de palestras temáticas. “Religare – Lideranças Femininas” será no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, a partir das 8h e a participação é gratuita. As inscrições estão disponíveis neste link: https://www.even3.com.br/religare-liderancas-femininas-459503.

As palestras sequenciais, ministrada por mulheres de diversas áreas de atuação, abordam temas como inteligência emocional, o trabalho feminino e a transversalidade, amarras emocionais e psicológicas, bem-estar da mulher, entre outras.

A proposta é oferecer às participantes diferentes visões de forma a contribuir com o crescimento do negócio de cada uma, mas considerando questões sociais e culturais, como o tempo destinado à maternidade e às responsabilidades com o lar.

“Religare – Lideranças Femininas” é resultado do curso Mulheres 360º, idealizado pela professora Consuelo Alves, com mentoria de Tais Nunes e realizado em parceria com a Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT (Assembleia Social), com apoio da Escola do Legislativo. O nome da iniciativa se refere ao diferencial de enxergar a empreendedora em todas as suas facetas.

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“Nós sabemos da importância de investir no empreendedorismo feminino, para contribuir com a liberdade das mulheres nas mais diversas esferas. Mas este projeto, que acolhemos desde o ano passado, vai além de dicas de vendas ou cálculos financeiros, ele convida as alunas a olhar para dentro de si mesmas e perceber o quanto as limitações impostas a nós dificultam o nosso avanço. E, claro, como podemos transmutar isso”, contextualiza a superintendente da Assembleia Social Dani Paula Oliveira, que também palestrará no evento.

Para a idealizadora Consuelo Alves, “o evento proporcionará um momento especial para que as participantes possam se reconectar com o feminino e explorar as diversas facetas do empreendedorismo. Essa iniciativa tem sido possível graças ao apoio de toda a equipe da Assembleia Social, que acolheu o projeto e permitiu sua execução”, destaca. “Esperamos que o Religare seja apenas o início de muitas outras turmas e encontros, incentivando cada vez mais mulheres a descobrirem e manifestarem seu potencial empreendedor”, conclui.

Mais informações, com a professora Consuelo Alves, pelo telefone (65) 9 9359-0138 ou pelo Instagram @projetomulheres360.

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Serviço

Workshop “Religare – Lideranças Femininas”
Data: Domingo (09), a partir das 8h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Inscrições gratuitas pelo formulário: https://www.even3.com.br/religare-liderancas-femininas-459503
Informações: (65) 9 9359-0138 (Consuelo) ou pelo Instagram @projetomulheres360


Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros

Telefone: (65) 3313-6876


Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA MT

No Dia do Trabalhador, Gisela Simona destaca o cuidado como eixo da desigualdade de gênero

Na diretoria-executiva do União Mulher, em Mato Grosso, Gisela Simona traz para o centro do debate neste 1º de maio, alguns desafios enfrentados por milhares de brasileiras diariamente: a disparidade salarial e a dupla jornada. Assim, muito embora haja avanços na contratação feminina, a consolidação da equidade ainda enfrenta desafios significativos.

Coautora da Política Nacional de Cuidados (Lei nº 15.069/2024), Gisela defende que é necessário reconhecer o trabalho não remunerado, exercido majoritariamente por mulheres. E que qualquer discussão séria sobre valorização do trabalho precisa passar por esta ação secularmente invisibilizada, mas que ancora milhões de lares no país.

E a partir dessa lente, o Dia do Trabalhador deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a expor uma contradição: pois enquanto o país avança na ampliação da presença feminina no mercado formal, continuam intactas as estruturas que a penalizam.

Com 33 meses de atuação na Câmara Federal, somados à experiência como advogada, servidora pública e dirigente partidária em Mato Grosso, Gisela aponta que a desigualdade de gênero segue operando de forma silenciosa, mas constante, seja na diferença salarial, na dificuldade de ascensão profissional ou na sobrecarga cotidiana.

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“Não podemos naturalizar que mulheres trabalhem mais e recebam menos. Tampouco aceitar que a responsabilidade pelo cuidado continue sendo tratada como uma obrigação individual e não como uma pauta pública”.

Dados recentes reforçam esse cenário ao revelar que as mulheres continuam concentradas em áreas historicamente menos valorizadas e, mesmo quando ocupam as mesmas funções que os homens, enfrentam remuneração inferior e menor reconhecimento. A chamada dupla jornada – trabalho formal somado às tarefas domésticas – permanece, igualmente, como uma das expressões mais evidentes dessa desigualdade.

E nesse contexto, o debate se amplia mais ao inserir a maternidade, ainda hoje observada como um fator de desequilíbrio no percurso profissional feminino. Pois a necessidade de conciliar trabalho e cuidado impacta claramente na renda, na progressão de carreira e nas oportunidades, desvelando limites concretos das políticas existentes.

Desta forma, para Gisela, embora haja avanços e medidas voltadas à igualdade salarial, a ausência de fiscalização efetiva e transparência ainda impedem mudanças estruturais. “O Brasil já reconhece parte do problema, mas ainda executa pouco. E sem ações concretas, direitos seguem sendo promessa”, afirma.

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A parlamentar, que ganhou projeção nacional ao relatar o Pacote Antifeminicídio, também reforça a conexão entre autonomia econômica e segurança. Para ela, não há como dissociar a independência financeira da proteção das mulheres. “A autonomia econômica é um dos caminhos mais concretos para romper ciclos de violência. Mas isso exige que o Estado atue de forma integrada, garantindo não só acesso ao trabalho, mas condições reais de permanência e segurança”, pontua.

Desta forma, a leitura que emerge desse 1º de maio é direta: para milhões de brasileiras trabalhar não é apenas produzir renda, é sustentar vidas, equilibrar ausências do Estado e, muitas vezes, garantir a própria sobrevivência.

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