ELEIÇÕES 2026
Lançamento de campanha de Faissal reúne cerca de 3 mil pessoas e lideranças de Mato Grosso
O deputado estadual Faissal Calil (PL) lançou oficialmente sua candidatura à reeleição na noite desta terça-feira (8), em um evento na capital. Aproximadamente 3 mil pessoas acompanharam o ato do parlamentar, que busca consolidar seu trabalho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com uma proposta centrada no desenvolvimento econômico e social do estado, com destaque para a democratização da energia solar.
Em seu discurso de lançamento, Faissal enfatizou sua principal bandeira de campanha: o programa “Desenvolve Solar MT”, um requerimento apresentado por ele que propõe que o Governo do Estado e a Desenvolve MT estudem a criação de uma linha de financiamento específica para a instalação de sistemas de energia solar em residências. O objetivo principal é facilitar o acesso das famílias mato-grossenses à geração própria de energia, especialmente as de baixa e média renda, através de créditos com juros reduzidos, prazo ampliado e carência de até 18 meses para o início da quitação das parcelas.
Para Faissal, a iniciativa pode transformar a conta de energia em uma oportunidade de investimento. “A energia solar já é uma realidade em Mato Grosso, mas o custo inicial é uma barreira que impede muitas famílias de acessarem esse benefício”, afirmou o deputado. O parlamentar ressaltou que a medida vai além da economia doméstica, estimulando a cadeia produtiva do setor no estado e gerando empregos e renda em diversas áreas da economia.
Além da energia solar, a campanha de Faissal inclui outras propostas para a população de Mato Grosso, como a autorização de pedágio com aprovação da ALMT e consulta pública, com a cobrança autorizada apenas após a realização de melhorias pelas concessionárias fiscalização dos serviços de rodovias, energia, água e telefonia, apoio a profissionais do transporte, saúde como prioridade com direcionamento de emendas, menos impostos para micro e pequenas empresas e isenção de IPVA para motoristas de aplicativos, além da defesa da independência Legislativo ante o Executivo.
O evento contou com a presença de diversas autoridades e personalidades, como os deputados federais, que tentam a reeleição, Nelson Barbudo (Podemos), Fábio Garcia (UB), Coronel Fernanda (PL) e o candidato ao Senado, José Medeiros (PL), que compareceu ao ato juntamente com seu primeiro suplente na chapa, o empresário Odilio Balbinotti Filho. Faissal agradeceu a presença dos participantes e destacou, em seu discurso, a importância de ter apoiadores fiéis ao seu lado.
“Nós temos uma campanha pela frente, árdua, pesada e preciso muito de vocês. Sozinho, não sou ninguém e não vou a lugar nenhum, mas com vocês, chegaremos no lugar que a gente quiser. Esse ano é deputado estadual, mas nada impede que nos próximos anos seja para prefeito, governador. Basta vocês quererem, pois vocês que mandam em mim. Meu propósito, enquanto político, é fazer vocês felizes, fazer com que o Brasil dê certo e volte a crescer, para que vocês tenham condição de viver bem, com qualidade de vida”, afirmou Faissal.
POLÍTICA MT
Ex-prefeito acusa Wellington de cobrar 20% de propina sobre emendas e diz: “Seria uma tragédia para Mato Grosso”- veja o video
Priminho Riva afirma que teria sido obrigado a devolver parte dos recursos destinados a Juara e diz que valores eram depositados em conta de assessor; acusações se referem ao período em que Fagundes era deputado federal
O ex-prefeito de Juara Priminho Riva fez graves acusações contra o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Em entrevista ao PodOlhar, Riva afirmou que, quando administrava o município, teria sido submetido a uma cobrança de 20% sobre emendas parlamentares destinadas por Fagundes, que na época exercia mandato de deputado federal.
Segundo o relato do ex-prefeito, a liberação dos recursos estaria condicionada ao pagamento de parte do valor da emenda. Riva afirmou que resistiu inicialmente à suposta exigência, mas teria cedido em uma situação envolvendo recursos emergenciais necessários para a construção de pontes no município.
“O Wellington Fagundes não liberava uma emenda para um município, principalmente para o meu, se eu não pagasse para liberar”, declarou Riva, conforme a entrevista reproduzida nas imagens.
O ex-prefeito afirmou ainda que a retirada de 20% comprometia a execução das obras, uma vez que os recursos já chegavam aos municípios com valores que, segundo ele, muitas vezes não acompanhavam os custos necessários para a realização dos serviços.
De acordo com Riva, diante da insuficiência financeira, a administração municipal precisava buscar ajuda de produtores rurais e moradores para conseguir executar obras.
“É difícil você pegar um recurso do qual tem que devolver 20% e ainda realizar as obras”, afirmou.
“PIRES NA MÃO”
Riva relatou que a situação teria obrigado a prefeitura a recorrer a fazendeiros e sitiantes em busca de materiais e colaboração para concluir intervenções públicas.
Segundo o ex-prefeito, a suposta cobrança diminuía diretamente a capacidade de investimento do município e deixava a administração de “pires na mão”.
As acusações apresentadas por Priminho Riva referem-se ao período em que Wellington Fagundes exercia mandato de deputado federal. O ex-prefeito cita especificamente sua experiência à frente de Juara e sustenta que outros gestores municipais também teriam enfrentado situações semelhantes.
“TRAGÉDIA PARA MATO GROSSO”
Ao comentar a eleição estadual, Priminho Riva afirmou que ainda não definiu quem apoiará para o Governo, mas descartou categoricamente votar em Wellington Fagundes.
“Eu só sei quem eu não apoio. Em quem eu apoio, ainda não me decidi. Eu não apoio de jeito nenhum o senador Wellington Fagundes”, afirmou.
Riva relacionou sua posição às acusações que fez sobre o período em que era prefeito e Fagundes, deputado federal.
Na avaliação do ex-prefeito, uma eventual eleição do senador seria uma “tragédia para Mato Grosso”.
O ex-gestor foi além e especulou que, caso Fagundes tivesse o controle direto das finanças estaduais, o percentual supostamente cobrado poderia ser ainda maior.
“Se ele tiver a chave do cofre, aí a coisa muda. Aí não vai ser 20%, vai ser 70% ou 80%. Quem sabe mais?”, declarou.
Essa afirmação sobre percentuais futuros é uma projeção feita por Riva durante a entrevista, e não a descrição de um fato comprovado.
DINHEIRO EM CONTA DE ASSESSOR
Outro ponto grave do depoimento envolve a forma como, segundo Riva, ocorreria o pagamento.
O ex-prefeito afirmou que o dinheiro referente aos supostos 20% deveria ser depositado na conta de um assessor ligado ao então deputado. Riva também alegou que outros prefeitos teriam se sentido extorquidos.
“Me senti extorquido, como tantos outros prefeitos também foram extorquidos”, declarou.
As declarações constituem acusações feitas por Priminho Riva e, por si só, não comprovam a prática dos crimes mencionados. Eventual responsabilização criminal depende de investigação, provas e decisão das autoridades competentes.
Diante da gravidade das afirmações, o espaço permanece aberto para que Wellington Fagundes e sua defesa se manifestem sobre todas as acusações apresentadas pelo ex-prefeito.
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