POLÍTICA MT

Laudicério propõe reduzir filas da Saúde e recompor efetivo policial em MT

Candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir defende otimização dos serviços públicos, desburocratização da regulação e valorização dos servidores estaduais

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O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir, Laudicério Machado, defendeu, nesta terça-feira (8), mudanças na gestão dos serviços públicos estaduais, com foco principalmente nas áreas de saúde e segurança pública. Segundo ele, o Estado possui recursos, mas precisa melhorar a aplicação e a eficiência dos serviços oferecidos à população.

“Ser policial me trouxe a habilidade de estar próximo do povo e saber as dores e demandas”, afirmou Laudicério durante entrevista. Para o candidato, a atuação do governo deve estar diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

“Se o governo não proporciona benefício ao povo, ele não é eficiente”, declarou.

Graduado em Administração com gestão em serviços de saúde e com trajetória na Polícia Militar, Laudicério também preside a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT).

SEGURANÇA PÚBLICA

Na área da segurança, o candidato aponta o déficit de efetivo como um dos principais problemas enfrentados pelo Estado.

Segundo Laudicério, a falta de policiais e bombeiros militares aumenta a sobrecarga das equipes e pode comprometer o policiamento ostensivo nos bairros.

Entre as propostas apresentadas está a ampliação do efetivo das forças de segurança, com o objetivo de garantir maior presença policial nas ruas e evitar que regiões permaneçam desguarnecidas durante o atendimento de ocorrências.

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O candidato também defende investimentos em tecnologia e inteligência policial, mas ressalta que as ferramentas precisam estar associadas à presença dos agentes em campo.

Para Laudicério, a prevenção da criminalidade depende de viaturas circulando, efetivo suficiente e melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança. Ele também defende o cumprimento das recomposições salariais dos servidores.

SAÚDE E REDUÇÃO DAS FILAS

Na saúde pública, área relacionada à sua formação acadêmica, Laudicério afirma que um dos principais problemas está na gestão dos processos e na demora dos atendimentos.

O candidato propõe a desburocratização dos fluxos da Central de Regulação, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas especializadas e exames diagnósticos.

A proposta também prevê a otimização dos investimentos estaduais e o fortalecimento de parcerias com instituições filantrópicas de referência, como o Hospital de Câncer de Mato Grosso.

Laudicério defende ainda a descentralização do atendimento especializado, ampliando a oferta de serviços para municípios do interior do Estado.

CASO DA MÃE MOTIVOU PROPOSTAS

Durante um debate recente, o candidato se emocionou ao relatar a situação de sua mãe, que, segundo ele, perdeu a visão após enfrentar demora no atendimento de saúde.

O episódio foi citado por Laudicério como uma das razões que o levaram a aprofundar sua preparação e formular propostas para a área.

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“Não quero que considerem a situação da minha mãe como palco eleitoreiro. Eu apresentei a situação da minha mãe de forma espontânea, pois são as dores que nós sentimos e que também são de muitas pessoas”, afirmou.

Segundo o candidato, o problema enfrentado por sua mãe há cerca de 15 anos ainda se repete atualmente.

“O que ocorreu com minha mãe há 15 anos acontece até hoje. Foi isso que me fez me preparar e lutar para que isso não ocorra com mais pessoas”, destacou.

VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR

Além das propostas para saúde e segurança, Laudicério afirma que pretende priorizar a valorização do funcionalismo público estadual.

Para o candidato, a qualidade dos serviços prestados à população está diretamente ligada às condições de trabalho e ao reconhecimento dos servidores.

A proposta inclui a defesa dos direitos salariais das diferentes categorias do funcionalismo e a valorização das carreiras públicas como parte de uma estratégia para melhorar o atendimento ao cidadão.

Segundo Laudicério, um Estado eficiente deve combinar gestão adequada dos recursos, serviços públicos mais ágeis e valorização dos profissionais responsáveis pelo atendimento à população.

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POLÍTICA MT

Diretor de escola é gravado cobrando “cota” de votos para Alan Porto e alerta servidores sobre retaliações

Gravação atribuída a diretor de escola estadual cita meta de 50 votos, divisão de cotas entre 13 unidades e possíveis mudanças de lotação; MPE apura eventual uso da estrutura da Educação em favor da candidatura

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Uma gravação atribuída ao diretor da Escola Estadual Santana do Taquaral, em Santo Antônio de Leverger, Valmir Fernandes, colocou a campanha do ex-secretário de Estado de Educação e candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) no centro de uma nova controvérsia eleitoral em Mato Grosso.

No material, que teria sido registrado durante uma reunião de portas fechadas com servidores da unidade, Fernandes fala sobre apoio político a Porto, menciona “cotas” de votos distribuídas entre escolas estaduais do município e faz referências à situação funcional de servidores contratados e efetivos.

O episódio ganha repercussão enquanto o Ministério Público Eleitoral (MPE) investiga se a estrutura da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) estaria sendo utilizada para favorecer a candidatura de Porto, conforme as informações divulgadas sobre a apuração.

Segundo a gravação, cada uma das 13 escolas do município teria recebido uma meta de votos para ajudar o ex-secretário na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“São 13 diretores do município. Cada escola ficou com uma cota”, afirma Fernandes no conteúdo divulgado.

No caso da Escola Estadual Santana do Taquaral, a meta mencionada seria de 50 votos.

SERVIDORES E POSSÍVEIS RETALIAÇÕES

Um dos pontos mais sensíveis da gravação envolve a situação funcional dos profissionais da Educação.

Ao se dirigir aos servidores contratados, Fernandes teria relacionado o ambiente político à permanência e à lotação dos funcionários.

“E vocês são o quê? Vocês são o quê? Contrato. Porque é política, é marcação”, afirma.

Na sequência, segundo a gravação, o diretor sustenta que mesmo servidores efetivos poderiam ser transferidos ou ter a lotação modificada.

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“E sendo efetivo ou não efetivo, vai mudar de… vai colocar pra outra, vai destinar em ponto pra outro lugar”, diz.

Em outro momento, Fernandes afirma: “Você sabe qual é o pior? Eles marcam as pessoas.”

As declarações relatadas no material provocaram preocupação entre funcionários, que teriam demonstrado resistência diante da possibilidade de consequências profissionais relacionadas às escolhas eleitorais.

“MAIS SUJO QUE PULEIRO DE GALINHA”

Ao falar sobre a articulação política, o diretor utiliza uma expressão contundente.

“Política chama-se jogo sujo. Não é? Ou não? O político é bonitinho, é certinho? É mais sujo que o puleiro de galinha”, dispara.

Durante a reunião, alguns servidores teriam informado que já apoiavam outros candidatos ou que não poderiam votar em Porto.

A gravação também atribui a Fernandes a afirmação de que, mesmo se Alan Porto não fosse eleito deputado estadual, poderia retornar ao comando da Seduc-MT.

QUADRA E EMENDAS

Outro trecho da conversa menciona uma possível contrapartida para a comunidade escolar caso houvesse apoio à candidatura.

Fernandes relata uma conversa envolvendo a possibilidade de conseguir uma quadra para a comunidade escolar.

“Lembra quando você deu uma quadra lá pra sua comunidade? Pra sua escola? Falei, eu quero. Pois a quadra vai estar na mão”, afirma.

A conversa também entra no terreno das emendas parlamentares. Quando um participante questiona se Porto conseguiria fazer como deputado aquilo que não teria realizado enquanto secretário, Fernandes responde: “Melhor ainda. Já é emenda.”

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Apesar do teor das declarações, a gravação não demonstra, por si só, que Alan Porto tenha determinado, autorizado ou participado das supostas cobranças por votos. A existência de eventual irregularidade e a responsabilidade de cada envolvido dependem da apuração pelas autoridades competentes.

ALAN PORTO NEGA E REJEITA QUALQUER PRESSÃO

Em nota, a campanha de Alan Porto afirmou que todos os atos e atividades do candidato são realizados com respeito à legislação eleitoral e às normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Segundo a manifestação, a liberdade de escolha do eleitor constitui princípio fundamental do processo democrático e compromisso da campanha.

A nota afirma ainda que Alan Porto jamais autorizou qualquer diretor, funcionário, apoiador ou colaborador de qualquer instituição a falar em seu nome para exercer pressão, constrangimento ou qualquer forma de interferência sobre a decisão de eleitores.

A campanha também declarou confiar na atuação das instituições para esclarecer o episódio.

“Em relação a áudios, denúncias, representações ou outros questionamentos eventualmente encaminhados às autoridades, a campanha confia plenamente no trabalho das instituições e na correta apuração dos fatos”, diz trecho da manifestação.

A nota acrescenta que, sempre que necessário, os esclarecimentos serão prestados “com tranquilidade, transparência e respeito às decisões da Justiça Eleitoral”.

Por fim, a campanha afirmou que Alan Porto seguirá concentrado na apresentação de propostas e no diálogo com a população.

O avanço da apuração deverá esclarecer se o episódio registrado na escola foi uma iniciativa isolada ou se existem elementos que sustentem a suspeita de uma articulação mais ampla dentro da rede estadual de ensino.

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