GRAVE ACUSAÇÃO - ELEIÇÕES 2026
Ex-prefeito acusa Wellington de cobrar 20% de propina sobre emendas e diz: “Seria uma tragédia para Mato Grosso”- veja o video
Priminho Riva afirma que teria sido obrigado a devolver parte dos recursos destinados a Juara e diz que valores eram depositados em conta de assessor; acusações se referem ao período em que Fagundes era deputado federal
O ex-prefeito de Juara Priminho Riva fez graves acusações contra o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL). Em entrevista ao PodOlhar, Riva afirmou que, quando administrava o município, teria sido submetido a uma cobrança de 20% sobre emendas parlamentares destinadas por Fagundes, que na época exercia mandato de deputado federal.
Segundo o relato do ex-prefeito, a liberação dos recursos estaria condicionada ao pagamento de parte do valor da emenda. Riva afirmou que resistiu inicialmente à suposta exigência, mas teria cedido em uma situação envolvendo recursos emergenciais necessários para a construção de pontes no município.
“O Wellington Fagundes não liberava uma emenda para um município, principalmente para o meu, se eu não pagasse para liberar”, declarou Riva, conforme a entrevista reproduzida nas imagens.
O ex-prefeito afirmou ainda que a retirada de 20% comprometia a execução das obras, uma vez que os recursos já chegavam aos municípios com valores que, segundo ele, muitas vezes não acompanhavam os custos necessários para a realização dos serviços.
De acordo com Riva, diante da insuficiência financeira, a administração municipal precisava buscar ajuda de produtores rurais e moradores para conseguir executar obras.
“É difícil você pegar um recurso do qual tem que devolver 20% e ainda realizar as obras”, afirmou.
“PIRES NA MÃO”
Riva relatou que a situação teria obrigado a prefeitura a recorrer a fazendeiros e sitiantes em busca de materiais e colaboração para concluir intervenções públicas.
Segundo o ex-prefeito, a suposta cobrança diminuía diretamente a capacidade de investimento do município e deixava a administração de “pires na mão”.
As acusações apresentadas por Priminho Riva referem-se ao período em que Wellington Fagundes exercia mandato de deputado federal. O ex-prefeito cita especificamente sua experiência à frente de Juara e sustenta que outros gestores municipais também teriam enfrentado situações semelhantes.
“TRAGÉDIA PARA MATO GROSSO”
Ao comentar a eleição estadual, Priminho Riva afirmou que ainda não definiu quem apoiará para o Governo, mas descartou categoricamente votar em Wellington Fagundes.
“Eu só sei quem eu não apoio. Em quem eu apoio, ainda não me decidi. Eu não apoio de jeito nenhum o senador Wellington Fagundes”, afirmou.
Riva relacionou sua posição às acusações que fez sobre o período em que era prefeito e Fagundes, deputado federal.
Na avaliação do ex-prefeito, uma eventual eleição do senador seria uma “tragédia para Mato Grosso”.
O ex-gestor foi além e especulou que, caso Fagundes tivesse o controle direto das finanças estaduais, o percentual supostamente cobrado poderia ser ainda maior.
“Se ele tiver a chave do cofre, aí a coisa muda. Aí não vai ser 20%, vai ser 70% ou 80%. Quem sabe mais?”, declarou.
Essa afirmação sobre percentuais futuros é uma projeção feita por Riva durante a entrevista, e não a descrição de um fato comprovado.
DINHEIRO EM CONTA DE ASSESSOR
Outro ponto grave do depoimento envolve a forma como, segundo Riva, ocorreria o pagamento.
O ex-prefeito afirmou que o dinheiro referente aos supostos 20% deveria ser depositado na conta de um assessor ligado ao então deputado. Riva também alegou que outros prefeitos teriam se sentido extorquidos.
“Me senti extorquido, como tantos outros prefeitos também foram extorquidos”, declarou.
As declarações constituem acusações feitas por Priminho Riva e, por si só, não comprovam a prática dos crimes mencionados. Eventual responsabilização criminal depende de investigação, provas e decisão das autoridades competentes.
Diante da gravidade das afirmações, o espaço permanece aberto para que Wellington Fagundes e sua defesa se manifestem sobre todas as acusações apresentadas pelo ex-prefeito.
POLÍTICA MT
Laudicério propõe reduzir filas da Saúde e recompor efetivo policial em MT
Candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir defende otimização dos serviços públicos, desburocratização da regulação e valorização dos servidores estaduais
O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Agir, Laudicério Machado, defendeu, nesta terça-feira (8), mudanças na gestão dos serviços públicos estaduais, com foco principalmente nas áreas de saúde e segurança pública. Segundo ele, o Estado possui recursos, mas precisa melhorar a aplicação e a eficiência dos serviços oferecidos à população.
“Ser policial me trouxe a habilidade de estar próximo do povo e saber as dores e demandas”, afirmou Laudicério durante entrevista. Para o candidato, a atuação do governo deve estar diretamente relacionada à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
“Se o governo não proporciona benefício ao povo, ele não é eficiente”, declarou.
Graduado em Administração com gestão em serviços de saúde e com trajetória na Polícia Militar, Laudicério também preside a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT).
SEGURANÇA PÚBLICA
Na área da segurança, o candidato aponta o déficit de efetivo como um dos principais problemas enfrentados pelo Estado.
Segundo Laudicério, a falta de policiais e bombeiros militares aumenta a sobrecarga das equipes e pode comprometer o policiamento ostensivo nos bairros.
Entre as propostas apresentadas está a ampliação do efetivo das forças de segurança, com o objetivo de garantir maior presença policial nas ruas e evitar que regiões permaneçam desguarnecidas durante o atendimento de ocorrências.
O candidato também defende investimentos em tecnologia e inteligência policial, mas ressalta que as ferramentas precisam estar associadas à presença dos agentes em campo.
Para Laudicério, a prevenção da criminalidade depende de viaturas circulando, efetivo suficiente e melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança. Ele também defende o cumprimento das recomposições salariais dos servidores.
SAÚDE E REDUÇÃO DAS FILAS
Na saúde pública, área relacionada à sua formação acadêmica, Laudicério afirma que um dos principais problemas está na gestão dos processos e na demora dos atendimentos.
O candidato propõe a desburocratização dos fluxos da Central de Regulação, com o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas especializadas e exames diagnósticos.
A proposta também prevê a otimização dos investimentos estaduais e o fortalecimento de parcerias com instituições filantrópicas de referência, como o Hospital de Câncer de Mato Grosso.
Laudicério defende ainda a descentralização do atendimento especializado, ampliando a oferta de serviços para municípios do interior do Estado.
CASO DA MÃE MOTIVOU PROPOSTAS
Durante um debate recente, o candidato se emocionou ao relatar a situação de sua mãe, que, segundo ele, perdeu a visão após enfrentar demora no atendimento de saúde.
O episódio foi citado por Laudicério como uma das razões que o levaram a aprofundar sua preparação e formular propostas para a área.
“Não quero que considerem a situação da minha mãe como palco eleitoreiro. Eu apresentei a situação da minha mãe de forma espontânea, pois são as dores que nós sentimos e que também são de muitas pessoas”, afirmou.
Segundo o candidato, o problema enfrentado por sua mãe há cerca de 15 anos ainda se repete atualmente.
“O que ocorreu com minha mãe há 15 anos acontece até hoje. Foi isso que me fez me preparar e lutar para que isso não ocorra com mais pessoas”, destacou.
VALORIZAÇÃO DO SERVIDOR
Além das propostas para saúde e segurança, Laudicério afirma que pretende priorizar a valorização do funcionalismo público estadual.
Para o candidato, a qualidade dos serviços prestados à população está diretamente ligada às condições de trabalho e ao reconhecimento dos servidores.
A proposta inclui a defesa dos direitos salariais das diferentes categorias do funcionalismo e a valorização das carreiras públicas como parte de uma estratégia para melhorar o atendimento ao cidadão.
Segundo Laudicério, um Estado eficiente deve combinar gestão adequada dos recursos, serviços públicos mais ágeis e valorização dos profissionais responsáveis pelo atendimento à população.
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