SEGURANÇA PÚBLICA - ELEIÇÕES 2026
Janaina promete endurecer leis contra criminosos e dispara: “A culpa é do legislador que não protege a população”
Candidata ao Senado defende ampliação do Ciopaer, destinação de bens apreendidos às forças estaduais, RGA retroativo e mudanças na legislação para combater o “prende e solta”
A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) colocou a segurança pública entre as prioridades de sua campanha e defendeu mudanças que vão desde a ampliação da estrutura aérea das forças policiais de Mato Grosso até o endurecimento da legislação penal no Congresso Nacional.
Durante agendas realizadas em Cuiabá e Várzea Grande, Janaina afirmou que pretende, caso eleita, atuar no Senado para ampliar o número de unidades do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e discutir uma nova forma de distribuição dos bens apreendidos em operações policiais.
A candidata também assumiu compromissos com servidores da segurança pública, incluindo a defesa do pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA), aposentadoria especial e auxílio-saúde.
MAIS UNIDADES DO CIOPAER
Uma das propostas apresentadas por Janaina é ampliar a cobertura do Ciopaer para diferentes regiões de Mato Grosso.
A candidata citou especificamente a demanda de Sinop, no Norte do Estado, como exemplo da necessidade de descentralizar a estrutura.
“Viajei por Mato Grosso e estive em Sinop, e eu vi uma defesa para que lá também tivesse uma Ciopaer. É um desejo do povo”, afirmou.
Janaina defendeu estudos para avaliar a implantação de novas unidades. Segundo ela, uma estrutura aérea mais ampla poderia proporcionar respostas mais rápidas em desaparecimentos, incêndios e outras situações de emergência.
“É justo um estado rico como Mato Grosso promover um estudo para a gente poder viabilizar mais unidades de proteção. A gente sabe a diferença que faz quando tem um ente desaparecido e vários outros problemas que precisam de um acompanhamento da segurança com urgência”, declarou.
BENS APREENDIDOS PARA A SEGURANÇA DE MT
Outra bandeira apresentada pela candidata envolve o destino de bens e recursos provenientes de apreensões policiais.
Janaina afirmou ter sido procurada por delegados para discutir o assunto e defendeu uma distribuição que permita às forças estaduais receber recursos e patrimônio resultantes de operações das quais participam.
A proposta alcançaria bens como veículos, embarcações e imóveis apreendidos.
“Isso não se compartilha para os estados, é mais uma perda que os servidores da segurança pública estaduais têm. Se apreender veículo, apreender barco, apreender bens, imóveis, tudo fica para a Polícia Federal”, afirmou.
Segundo Janaina, a questão deverá ser levada ao debate nacional.
“Então é uma discussão que a gente vai fazer também para ter justiça na distribuição desses recursos”, acrescentou.
RGA RETROATIVO E DIREITOS DOS SERVIDORES
A valorização dos profissionais da segurança pública também entrou no conjunto de compromissos apresentados pela candidata.
Janaina afirmou que pretende levar ao Senado discussões relacionadas à reforma administrativa e atuar contra medidas que, em sua avaliação, representem perda de direitos para os servidores.
Entre as reivindicações defendidas estão o RGA retroativo, a aposentadoria especial e a implantação de auxílio-saúde para a categoria.
“A minha briga mesmo é pelo RGA retroativo, porque eu vejo, eu tenho vários amigos que são servidores que estão diretamente impactados por esses 18%, 20% de defasagem salarial. Isso impacta para qualquer um”, afirmou.
Janaina acrescentou que a perda de poder aquisitivo teria impacto ainda maior sobre os servidores que atuam diretamente na ponta.
“Imagine para o servidor que ganha 6, 7, 8 mil reais que está lá na ponta, o quanto isso faz falta no dia a dia”, declarou.
A candidata também prometeu atuar em Brasília em defesa dos profissionais da área.
“Lá no Senado vocês têm meu compromisso. Com a pauta de defesa do funcionalismo público, com a pauta da segurança pública, nós vamos lutar lado a lado”, afirmou.
CRÍTICA AO “PRENDE E SOLTA”
Em Várzea Grande, Janaina também criticou o que classificou como um ciclo de prisão e soltura de criminosos, situação que, segundo ela, afeta diretamente a motivação das forças policiais.
“Nos incomoda esse prende e solta, onde o criminoso dois dias depois está na rua. Prende de novo, cinco dias depois está na rua. A polícia se desmotiva a prender, porque não aguenta mais”, declarou.
Foi nesse ponto que Janaina direcionou a responsabilidade ao Congresso Nacional.
Para a candidata, o problema não deve ser atribuído exclusivamente às decisões tomadas por magistrados. Cabe ao Legislativo produzir leis mais rigorosas e estabelecer instrumentos capazes de garantir maior proteção à população, argumentou.
“Isso é omissão do Congresso, porque quem faz as leis somos nós. A culpa não é do juiz que solta, não. A culpa é do legislador que não faz uma lei que proteja a população”, disparou.
A declaração coloca o endurecimento da legislação penal entre as bandeiras que Janaina pretende levar para Brasília caso conquiste uma cadeira no Senado.
Ao reunir propostas para o Ciopaer, destinação de patrimônio apreendido, valorização dos servidores e mudanças na legislação penal, Janaina tenta consolidar a segurança pública como uma das principais vitrines de sua campanha ao Senado.
A candidata afirma que pretende fazer do mandato uma ponte entre as reivindicações das forças estaduais e o Congresso Nacional, com atuação tanto na defesa dos profissionais quanto na revisão de normas que considera insuficientes para enfrentar a criminalidade.
“Como senadora estarei às ordens de vocês lá e [vou] fazer muitos enfrentamentos com o governo federal para cuidar dos nossos colaboradores da segurança pública de todo o Brasil”, declarou.
POLÍTICA MT
Wellington propõe mutirão para concluir 178 obras paradas em Mato Grosso
Candidato ao Governo afirma que prioridade será concluir creches, escolas e unidades de saúde e critica desperdício de recursos públicos
O candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes apresentou, nesta quarta-feira (9), uma proposta para acelerar a retomada e a conclusão de obras paradas no Estado. A iniciativa prevê a realização de um mutirão para finalizar empreendimentos considerados prioritários, especialmente nas áreas de educação e saúde.
Segundo dados apresentados no programa eleitoral, Mato Grosso possui atualmente 178 obras paradas, sendo mais de 100 iniciadas durante a atual gestão estadual. Para Wellington, os empreendimentos inacabados representam não apenas estruturas que deixam de atender à população, mas também recursos públicos que não cumprem a finalidade para a qual foram destinados.
“Obra parada é transtorno para a população, é dinheiro público jogado fora. No meu governo, vamos fazer mutirões para concluir todas as obras, começando pelas creches, escolas e obras de saúde”, afirmou o candidato.
A proposta foi apresentada acompanhada de depoimentos de moradores que relatam os impactos provocados por obras inacabadas. Em um dos casos, uma antiga escola teria sido demolida para dar lugar a uma nova estrutura, mas a construção não foi concluída.
“É uma escola antiga, mandou derrubar para construir e ficou isso que você está vendo aqui”, relatou uma moradora.
Outro depoimento questionou a destinação dos recursos públicos empregados em projetos que não chegam a ser entregues à população. “Eu sei que verbas são liberadas, eu sei que projetos são aprovados, mas as obras não são concluídas. Cadê o dinheiro? Realmente é uma calamidade”, afirmou outra moradora.
Infraestrutura
Na área de infraestrutura, Wellington destacou obras como a Ponte Sérgio Motta, entre Cuiabá e Várzea Grande, mais de 60 pontes de concreto em Mato Grosso, além da duplicação de trechos das BRs-163 e 364 e obras de pavimentação urbana em diversos municípios.
O plano apresentado pelo candidato estabelece ainda a meta de asfaltar mil quilômetros de rodovias por ano, além de substituir pontes de madeira por estruturas de concreto.
Segundo Wellington, a intenção é fazer com que os investimentos em infraestrutura tenham impacto direto na rotina da população, com estradas em melhores condições, pontes mais seguras e obras efetivamente concluídas.
“Quero ser governador para fazer mais e melhor. Vamos concluir todas as obras, e nenhuma será feita sem qualidade”, declarou.
Educação
Na educação, a proposta prevê que a retomada das obras seja acompanhada pela melhoria da estrutura das escolas. Entre as medidas citadas estão a construção de quadras cobertas, salas climatizadas, espaços multifuncionais para estudantes com deficiência e ampliação do acesso à tecnologia e à internet nas redes urbana e rural.
O candidato também defendeu a realização de concursos públicos para reduzir a dependência de contratos temporários.
Para Wellington, a conclusão das obras representa mais do que a entrega de prédios públicos. A medida, segundo ele, deve garantir melhores condições para alunos, professores e famílias, com estruturas adequadas próximas às comunidades.
A proposta integra o programa eleitoral do candidato e coloca a retomada de obras paralisadas como uma das principais frentes de sua plataforma para o Governo de Mato Grosso.
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