DENÚNCIA GRAVE — A SEGUNDA FACADA

Exclusivo: Ex-secretário de Temer e amigo de Flávio Bolsonaro acusa Medeiros e Magno Malta de arrecadação paralela para campanha de Bolsonaro em 2018 – veja o video 

Denunciante afirma que dupla teria percorrido o país em avião fretado captando recursos sem conhecimento do núcleo da candidatura; ex-secretário fala em “fraude”, “roubo” e “caixa dois” e desafia Medeiros: “Me processe se tiver coragem”

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Uma denúncia de grandes proporções sobre os bastidores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 coloca José Medeiros e Magno Malta no centro de graves acusações.

Ex-secretário do governo Michel Temer e apontado como amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, o denunciante afirma que Medeiros e Magno Malta teriam percorrido diferentes regiões do país em aeronave fretada para arrecadar dinheiro destinado à campanha de Jair Messias Bolsonaro sem conhecimento do núcleo central da candidatura.

A acusação ganha contornos ainda mais explosivos pelo período em que, segundo o ex-secretário, os fatos teriam ocorrido: justamente quando Bolsonaro estava hospitalizado e se recuperava do atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018.

ENQUANTO BOLSONARO SE RECUPERAVA DA FACADA

Segundo o relato do ex-secretário, enquanto Bolsonaro enfrentava a recuperação do atentado e permanecia afastado da campanha presencial, José Medeiros teria viajado ao lado de Magno Malta em busca de recursos para a candidatura presidencial sem que o próprio Bolsonaro e integrantes de seu núcleo mais próximo tivessem conhecimento da suposta arrecadação.

Na versão apresentada pelo denunciante, Medeiros teria agido “pelas costas de Jair Messias Bolsonaro”.

O ex-secretário utiliza termos duríssimos ao descrever aquilo que afirma ter acontecido. Para ele, teria sido uma atitude “vil” e “nojenta” arrecadar recursos em nome da candidatura enquanto Bolsonaro permanecia hospitalizado, caso o núcleo oficial realmente desconhecesse a movimentação.

As expressões são atribuídas ao denunciante e representam sua avaliação sobre os fatos narrados.

VISITA DE ERAÍ MAGGI TERIA REVELADO ARRECADAÇÃO

De acordo com a denúncia, o episódio teria começado a ser descoberto após uma visita do empresário Eraí Maggi a Bolsonaro no hospital.

Segundo o ex-secretário, teria surgido naquele contexto a informação de que Eraí havia destinado recursos à campanha por meio de uma articulação envolvendo José Medeiros. O denunciante sustenta que integrantes do núcleo de Bolsonaro não teriam conhecimento daquela suposta contribuição.

A partir daquele momento, segundo sua narrativa, teriam começado os questionamentos sobre quem estava arrecadando, quais empresários haviam contribuído, quanto dinheiro teria sido captado e, principalmente, qual teria sido o destino desses recursos.

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VIAGENS EM AVIÃO FRETADO

Outro ponto central da denúncia envolve o uso de aeronave fretada.

O ex-secretário acusa José Medeiros e Magno Malta de terem realizado deslocamentos pelo país em avião fretado para buscar contribuições destinadas à campanha presidencial de Bolsonaro.

Caso sejam apresentados documentos que sustentem a denúncia, alguns elementos poderão ser confrontados objetivamente: registros dos voos, responsáveis pelo fretamento, datas, cidades visitadas, pagamentos das aeronaves, identificação dos eventuais doadores e movimentação dos valores arrecadados.

Também será fundamental verificar se as contribuições mencionadas pelo denunciante constaram da prestação de contas oficial da campanha presidencial de 2018.

EX-SECRETÁRIO FALA EM “FRAUDE”, “ROUBO” E “CAIXA DOIS”

O ex-integrante do governo Temer vai além e utiliza expressões de natureza criminal para classificar aquilo que afirma ter ocorrido.

Segundo o denunciante, a suposta arrecadação paralela configuraria “fraude”, “roubo” e “caixa dois de campanha”.

São acusações gravíssimas. Essas classificações são feitas pelo ex-secretário e não constituem conclusão da Folha de Mato Grosso de que os crimes efetivamente ocorreram.

A eventual caracterização criminal dependeria de provas e de apuração pelas autoridades competentes, garantindo aos acusados amplo direito de defesa e contraditório.

MAGNO MALTA E O GOVERNO BOLSONARO

Após a vitória eleitoral de Bolsonaro, Magno Malta, apesar da proximidade pública mantida com o então candidato durante a campanha, não assumiu ministério no início do governo.

O denunciante relaciona esse distanciamento à suposta arrecadação paralela que afirma ter ocorrido durante a eleição.

A existência dessa relação de causa e efeito, contudo, precisa ser demonstrada por elementos independentes. O fato de Magno Malta não ter ocupado um ministério, isoladamente, não comprova a acusação envolvendo a arrecadação.

BOLSONARO APOIOU CORONEL FERNANDA EM 2020

Em Mato Grosso, outro episódio é utilizado pelo ex-secretário em sua narrativa.

Na eleição suplementar para o Senado em 2020, Jair Bolsonaro declarou apoio à coronel Fernanda, apesar de José Medeiros também estar na disputa pela vaga.

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Segundo o denunciante, a decisão teria relação com o desgaste provocado pela suposta arrecadação realizada durante a campanha de 2018.

Essa motivação também constitui uma afirmação do ex-secretário e necessita de comprovação. O apoio eleitoral de Bolsonaro à coronel Fernanda, por si só, não demonstra que a escolha tenha ocorrido em razão das acusações agora apresentadas.

“ME PROCESSE SE TIVER CORAGEM”

O ex-secretário resolveu ainda desafiar publicamente José Medeiros.

“Me processe se tiver coragem”, afirmou o denunciante, sustentando que, diante de eventual processo judicial, estaria disposto a apresentar elementos que, segundo ele, comprovariam suas acusações.

O desafio coloca o caso em outro patamar.

Se efetivamente existirem documentos sobre fretamentos, horas de voo, datas, destinos, doadores e movimentações financeiras, esse material poderá ser confrontado com a prestação de contas oficial da campanha e ajudar a esclarecer se houve ou não uma estrutura paralela de arrecadação em 2018.

A “SEGUNDA FACADA”

É nesse contexto que surge a expressão que dá dimensão política à denúncia.

Enquanto Bolsonaro se recuperava da facada sofrida fisicamente durante a campanha, o ex-secretário sustenta que pessoas próximas à candidatura estariam arrecadando recursos sem conhecimento do núcleo central. Na narrativa do denunciante, seria uma espécie de “segunda facada”, desta vez política.

A acusação é grave e exige respostas.

Quem fretou o avião? Quem pagou pelos voos? Quais empresários teriam contribuído? Quanto teria sido arrecadado? Para onde foi o dinheiro? E esses recursos foram registrados oficialmente?

São perguntas que somente documentos, depoimentos e uma eventual investigação poderão responder definitivamente.

OUTRO LADO

A Folha de Mato Grosso ressalta que as acusações de arrecadação paralela, fraude, roubo e caixa dois reproduzidas nesta reportagem são atribuídas ao ex-secretário e não constituem, sem comprovação documental ou decisão das autoridades competentes, crimes comprovados.

José Medeiros, Magno Malta e Eraí Maggi têm espaço assegurado para apresentar suas versões, contestar as declarações e fornecer documentos ou esclarecimentos. Eventuais manifestações dos citados poderão ser incorporadas à reportagem.

Veja o video

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POLÍTICA MT

Todas as pesquisas apontam reeleição de Pivetta; governador chega à reta final acima de 50%

Levantamentos da Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas e MT Dados indicam vitória do governador de Mato Grosso ainda no primeiro turno

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega à reta final da eleição para o Governo de Mato Grosso liderando os principais levantamentos de intenção de voto divulgados no Estado. As pesquisas mais recentes, realizadas pela Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas e MT Dados, mostram o candidato à reeleição acima de 50% dos votos válidos, percentual que indica possibilidade de vitória já no primeiro turno.

Na Quaest, divulgada neste sábado (3), Pivetta aparece com 54% dos votos válidos. Wellington Fagundes (PL) registra 28%, enquanto a Doutora Natasha Slhessarenko (PSD) soma 13%.

Considerando todos os entrevistados, incluindo indecisos e votos brancos e nulos, Pivetta tem 40%, Wellington 20% e Natasha 11%. Os indecisos representam 19%, enquanto brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 6%.

A pesquisa ouviu 1.800 eleitores nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-02649/2026.

ATLASINTEL

O levantamento da AtlasIntel apresenta o maior percentual de Pivetta entre as quatro pesquisas analisadas. O governador aparece com 54,3% dos votos válidos, contra 24,3% de Natasha e 19,6% de Wellington.

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No cenário considerando todos os entrevistados, Pivetta alcança 52,2%, enquanto Natasha soma 23,4% e Wellington 18,9%. Brancos e nulos representam 1,2% e os indecisos, 2,6%.

A AtlasIntel entrevistou 1.194 eleitores entre 27 de setembro e 2 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no TSE sob o número MT-00323/2026.

PARANÁ PESQUISAS

Na Paraná Pesquisas, Pivetta aparece com 51,6% dos votos válidos, enquanto Wellington Fagundes registra 30,1% e Natasha 17,2%.

No cenário estimulado, considerando o total de entrevistados, o governador soma 46,4%, Wellington aparece com 27,1% e Natasha tem 15,5%. Brancos e nulos representam 5,2%, enquanto 4,7% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.

O levantamento ouviu 1.352 eleitores em 54 municípios, entre 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE sob o número MT-02094/2026.

MT DADOS

A pesquisa MT Dados também aponta possibilidade de vitória de Pivetta no primeiro turno. O governador registra 50,6% dos votos válidos, contra 27,7% de Wellington Fagundes e 16,9% de Natasha Slhessarenko.

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Com os quatro levantamentos mais recentes, Pivetta aparece sempre acima dos 50% dos votos válidos, variando entre 50,6% e 54,3%.

Os números reforçam a vantagem do governador na disputa e apontam para um cenário de possível definição ainda no primeiro turno, caso os resultados das urnas confirmem as projeções dos institutos.

Em segundo lugar, Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko alternam posições entre os levantamentos. Wellington aparece à frente em três das pesquisas citadas, enquanto a AtlasIntel aponta Natasha numericamente na segunda colocação.

QUATRO PESQUISAS, UM MESMO CENÁRIO

Considerando os quatro levantamentos, Pivetta mantém uma vantagem significativa sobre os adversários e aparece acima do patamar necessário para vencer a eleição sem a realização de um segundo turno.

Os resultados, porém, representam fotografias do momento em que cada pesquisa foi realizada e não garantem o resultado das urnas. A definição ocorrerá com a apuração oficial dos votos no dia da eleição.

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