PESQUISA MT DADOS - ELEIÇÕES 2026

Pivetta avança, chega a 50,6% dos votos válidos e pode levar eleição no 1º turno; Wellington tem 27,7% e Natasha, 16,9%

Na reta final, levantamento MT Dados aponta o governador à frente na disputa, seguido por Wellington Fagundes e Doutora Natasha

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A quinta rodada da pesquisa do Instituto MT Dados, divulgada nesta sexta-feira (2), aponta o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) com 50,6% das intenções de votos válidos na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

O resultado coloca Pivetta acima da marca de 50% dos votos válidos e indica a possibilidade de a eleição estadual ser definida já no primeiro turno, marcado para domingo (4), caso o cenário registrado pelo levantamento se confirme nas urnas.

Na segunda colocação aparece o senador Wellington Fagundes (PL), com 27,7% dos votos válidos. A médica Doutora Natasha (PSD) registra 16,9% e ocupa a terceira posição.

A diferença entre Pivetta e Wellington é de 22,9 pontos percentuais considerando os percentuais de votos válidos apresentados pela pesquisa. Em relação a Natasha, a distância é de 33,7 pontos.

Na sequência aparecem Sargento Laudicério (Agir), com 2,4%, Maurício Coelho (Mobiliza), com 1,2%, e Rafael Millas (Missão), também com 1,2% dos votos válidos.

PIVETTA MARCA 42% NA ESTIMULADA

No cenário estimulado, que considera também eleitores indecisos e aqueles que declaram voto branco ou nulo, Pivetta aparece com 42% das intenções de voto.

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Segundo os dados apresentados pelo levantamento, o governador registrava 20% na primeira rodada, realizada em maio. Na comparação entre esses dois levantamentos, passou de 20% para 42%.

Wellington Fagundes aparece agora com 22% na pesquisa estimulada. Na primeira rodada, o senador registrava 26%, de acordo com os números apresentados pelo instituto.

Doutora Natasha alcança 14% das intenções de voto. Em maio, aparecia com 7%.

Sargento Laudicério registra 2%, enquanto Maurício Coelho e Rafael Millas aparecem com 1% cada.

A pesquisa registra ainda 11% de eleitores que disseram não saber ou estar indecisos, enquanto 6% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.

RETA FINAL

Os números colocam a disputa pelo Palácio Paiaguás em sua fase decisiva. Na métrica de votos válidos divulgada pelo MT Dados, Pivetta alcança 50,6%, enquanto Wellington registra 27,7% e Natasha soma 16,9%.

O percentual de votos válidos é especialmente relevante porque a legislação eleitoral considera, para a definição da eleição majoritária, os votos dados aos candidatos, excluindo votos brancos e nulos.

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Assim, se o resultado das urnas reproduzir um cenário em que um candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, a eleição para governador será encerrada no primeiro turno.

METODOLOGIA

De acordo com as informações fornecidas sobre o levantamento, o MT Dados entrevistou 3.080 eleitores entre os dias 25 e 30 de setembro.

A pesquisa informa margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07362/2026.

A pesquisa representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não constitui previsão do resultado das urnas

O site oficial do MT Dados confirma, na rodada anterior, a mesma amostra de 3.080 entrevistas, margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%; aquela rodada, porém, tinha outro período de campo e outro registro eleitoral.

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POLÍTICA MT

Processo sobre suposta venda de sentenças em MT entra na fase de alegações finais após 16 anos

Defesa de um dos réus teve acesso integral ao conteúdo de HD com provas encaminhadas pelo STJ; Ministério Público deverá apresentar memoriais antes da sentença

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O processo decorrente da Operação Asafe, deflagrada pela Polícia Federal em 2010 para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais em Mato Grosso, avançou para a fase de alegações finais, etapa que antecede a sentença.

Em decisão publicada na última terça-feira (29), o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, informou que a defesa do advogado Rodrigo Vieira Komochena teve acesso ao conteúdo integral de um HD encaminhado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O material reúne provas obtidas durante as investigações da operação.

A disponibilização dos arquivos encerrou uma controvérsia relacionada ao acesso da defesa ao material. Com a retirada da mídia contendo a cópia do HD, o magistrado determinou a abertura de prazo para que o Ministério Público apresente os memoriais finais por escrito.

“No curso dessa fase processual, remanesceu controvérsia quanto ao acesso da defesa de Rodrigo Vieira Komochena à integralidade do conteúdo do HD encaminhado pelo Superior Tribunal de Justiça. Cumprida a determinação, a defesa retirou a mídia contendo a cópia integral do conteúdo do HD. Em prosseguimento, abra-se vista ao Ministério Público para apresentação de memoriais finais escritos, no prazo legal”, determinou o juiz.

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A Operação Asafe foi deflagrada pela Polícia Federal em 18 de maio de 2010. As investigações apuraram suspeitas envolvendo a negociação de decisões judiciais e alcançaram integrantes do Judiciário de Mato Grosso.

A apuração teve origem em uma investigação anterior sobre tráfico internacional de drogas. Segundo o material do processo, escutas telefônicas obtidas naquela investigação levaram a Polícia Federal a identificar indícios de participação de magistrados em um suposto esquema de influência sobre decisões judiciais.

A operação atingiu três desembargadores e um juiz do Judiciário mato-grossense, além de um jurista ligado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). As apurações haviam começado cerca de três anos antes da deflagração, depois que investigadores da Polícia Federal em Goiás identificaram indícios de atuação de um grupo junto a magistrados de Mato Grosso.

Entre os envolvidos no caso estava o então desembargador Evandro Stábile, que foi condenado, em 2015, a seis anos de prisão em regime fechado. Em abril de 2020, o então presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, determinou a perda do cargo de Stábile, que já havia sido aposentado compulsoriamente.

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Com o avanço do processo para a apresentação das alegações finais, o caso entra agora em uma de suas últimas etapas antes da decisão judicial de primeira instância. A ação tramita 16 anos após a deflagração da operação.

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