DENÚNCIA GRAVE | ELEIÇÕES 2026

Em video: Ex-secretário de Temer acusa Medeiros de fraude na ata, diz que candidato procurou Dias Toffoli para tentar resolver caso e desafia: “Se tiver coragem, me processe”

Rodrigo Rodrigues resgata episódio da eleição de 2010, afirma que candidato foi beneficiado por adulteração de ata e apresenta novas acusações envolvendo suposta arrecadação paralela na campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018

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A reta final das eleições de 2026 ganhou mais um capítulo de forte repercussão após o jornalista e gestor público Rodrigo Rodrigues, que ocupou cargo no governo do ex-presidente Michel Temer, fazer graves acusações contra o deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL).

Em manifestação divulgada publicamente, Rodrigues voltou ao episódio envolvendo a ata da coligação que disputou o Senado por Mato Grosso nas eleições de 2010, quando Pedro Taques foi eleito senador da República.

Segundo Rodrigues, Medeiros teria participado da fraude que modificou a ordem dos suplentes da chapa. O ex-secretário afirma conhecer os bastidores daquele período e sustenta que Medeiros originalmente aparecia como segundo suplente.

O episódio envolvendo a ata efetivamente chegou à Justiça Eleitoral. Em 2018, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) reconheceu a falsificação do documento e concluiu que a fraude beneficiou José Medeiros.

Na ocasião, o TRE-MT decidiu por unanimidade pela cassação do mandato de Medeiros e determinou a diplomação de Paulo Pereira Fiuza.

Conforme o entendimento divulgado oficialmente pelo Tribunal, o material produzido durante a campanha indicava Paulo Fiuza como primeiro suplente e José Medeiros como segundo. Na ata considerada fraudada, Medeiros passou a aparecer na primeira suplência.

Com Pedro Taques deixando posteriormente o Senado para assumir o Governo de Mato Grosso, Medeiros acabou assumindo a cadeira no Congresso Nacional.

É importante destacar, contudo, que o reconhecimento judicial da falsificação da ata não equivale, por si só, à conclusão de que Medeiros tenha sido pessoalmente o autor material da adulteração. Essa atribuição específica integra as acusações feitas agora por Rodrigo Rodrigues.

“PROCUROU DIAS TOFFOLI”

Rodrigo Rodrigues vai além do que consta na decisão da Justiça Eleitoral.

Segundo o ex-secretário, Medeiros teria procurado o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da controvérsia envolvendo a ata e sua condição de suplente.

Rodrigues sustenta que a aproximação teria ocorrido na tentativa de buscar uma solução para o problema jurídico envolvendo o registro.

A afirmação sobre Dias Toffoli é uma acusação feita pelo ex-secretário e não foi comprovada de maneira independente pela reportagem.

Rodrigues, porém, afirma sustentar suas declarações e resolveu desafiar publicamente Medeiros a levar o caso à Justiça.

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“Se tiver coragem, me processe”, afirmou.

O desafio aumenta a temperatura da disputa política e coloca o episódio novamente no centro do debate eleitoral.

ACUSAÇÃO ENVOLVE CAMPANHA DE BOLSONARO

Rodrigo Rodrigues também apresentou acusações relacionadas à campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018.

Segundo sua versão, Medeiros teria participado, juntamente com o então senador Magno Malta, de uma movimentação destinada a arrecadar recursos junto a empresários e apoiadores durante a campanha presidencial.

Rodrigues acusa os envolvidos de terem levantado recursos utilizando politicamente o nome de Bolsonaro e afirma que valores supostamente arrecadados não teriam ingressado oficialmente nas contas da campanha presidencial.

O ex-secretário classifica a suposta operação como uma arrecadação paralela e acusa Medeiros de utilização dos recursos para outros fins.

Essas acusações são de responsabilidade de Rodrigo Rodrigues e não foram comprovadas de forma independente pela reportagem. Não foi localizada decisão judicial que estabeleça que Medeiros tenha praticado caixa dois na campanha presidencial de 2018.

A eventual caracterização de caixa dois, apropriação de recursos ou qualquer outro ilícito exige provas e apuração pelas autoridades competentes.

FRAUDE NA ATA FOI RECONHECIDA PELO TRE

No caso específico da eleição de 2010, existe uma decisão oficial da Justiça Eleitoral.

Em julgamento realizado em 31 de julho de 2018, o TRE-MT concluiu que houve falsificação da ata e afirmou expressamente que a fraude favoreceu José Antônio de Medeiros.

O Tribunal apontou que documentos e materiais eleitorais indicavam Fiuza como primeiro suplente e Medeiros como segundo.

A decisão do TRE-MT acabou posteriormente tendo seus efeitos suspensos enquanto recursos eram analisados na instância superior.

O episódio voltou ao debate durante a própria campanha de 2026. Em confronto com Pedro Taques, Medeiros rejeitou a acusação de que tivesse pessoalmente falsificado a ata e reagiu às declarações do adversário.

O OUTRO LADO: MEDEIROS NÃO RESPONDEU SOBRE TOFFOLI

A relação do nome de Dias Toffoli com o debate envolvendo Medeiros ganha outro elemento.

Em reportagem publicada recentemente pela Folha de Mato Grosso, Medeiros foi questionado diretamente sobre sua postura em relação aos ministros do Supremo.

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O candidato afirmou que já apresentou pedidos e medidas contra integrantes da Corte, entre eles Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Flávio Dino.

A Folha, então, fez uma pergunta específica: Medeiros também pediria o impeachment de Dias Toffoli?

Apesar da pergunta direta, Medeiros não respondeu objetivamente se pediria ou não o impeachment de Toffoli, preferindo mencionar iniciativas adotadas contra outros ministros.

O silêncio específico sobre Toffoli ganha repercussão agora diante das declarações de Rodrigo Rodrigues, que acusa Medeiros de ter procurado o ministro no passado em razão da controvérsia da ata.

Isso, por si só, não comprova a acusação de Rodrigues nem demonstra qualquer atuação irregular de Dias Toffoli. São fatos distintos que precisam ser tratados separadamente.

DENÚNCIA ELEVA TEMPERATURA NA RETA FINAL

A nova manifestação de Rodrigo Rodrigues coloca novamente sob os holofotes um episódio que acompanha a trajetória política de José Medeiros desde sua passagem pelo Senado.

Há um fato documentado: o TRE-MT reconheceu a falsificação da ata de 2010 e afirmou que a fraude beneficiou Medeiros.

Existem, ao mesmo tempo, novas e graves acusações feitas por Rodrigo Rodrigues: a atribuição direta da fraude a Medeiros, a alegação de que ele teria procurado Dias Toffoli para tratar da situação e as denúncias envolvendo uma suposta arrecadação paralela durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

Essas novas acusações necessitam de comprovação.

Rodrigues, entretanto, deixa claro que não pretende recuar e joga o embate para o campo jurídico ao desafiar diretamente Medeiros:

“Se tiver coragem, me processe.”

Com a eleição entrando em seus momentos decisivos, o episódio acrescenta mais um ingrediente à disputa pelo Senado em Mato Grosso e coloca sobre Medeiros novas cobranças para que responda especificamente às acusações apresentadas pelo ex-secretário.

A Folha de Mato Grosso mantém espaço aberto para que José Medeiros responda às acusações de Rodrigo Rodrigues, especialmente sobre a alegada procura por Dias Toffoli e sobre as declarações envolvendo a campanha presidencial de 2018. O espaço também permanece aberto aos demais citados para eventuais esclarecimentos.

 

Veja o video

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POLÍTICA MT

Urna eletrônica completa três décadas e chega às Eleições 2026 com novos recursos

Sistema estreou nas eleições municipais de 1996 e passou por sucessivas mudanças tecnológicas; votação deste domingo (4) terá interface renovada e novas ferramentas de acessibilidade

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Às vésperas do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para este domingo (4), a urna eletrônica chega aos 30 anos de utilização no Brasil. O equipamento começou a ser usado nas eleições municipais de 1996, quando cerca de 30% do eleitorado brasileiro votou eletronicamente. 

A implantação representou uma mudança significativa em relação ao sistema de cédulas de papel, cuja apuração era manual e podia levar dias. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a informatização buscou reduzir a intervenção humana na votação e na contagem, além de combater fraudes associadas ao antigo modelo, como adulteração de cédulas e manipulação durante a apuração. 

O primeiro modelo foi utilizado por mais de 32 milhões de eleitores em 57 cidades, com aproximadamente 70 mil equipamentos. A partir das eleições municipais de 2000, a votação eletrônica passou a alcançar todo o eleitorado do país. 

Ao longo das três décadas, diferentes gerações do equipamento incorporaram novos recursos. Em 1998, por exemplo, a urna passou a exibir a fotografia dos candidatos. Posteriormente, foram ampliados mecanismos de fiscalização, auditoria e identificação biométrica. 

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Novidades para 2026

Nas eleições deste ano, a urna terá uma nova interface. Entre as mudanças anunciadas pelo TSE estão a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida para facilitar a leitura, telas redesenhadas e uma barra de progresso que mostra ao eleitor quais etapas da votação já foram concluídas e quais cargos ainda serão apresentados. Também houve ampliação dos recursos de Libras. 

As alterações foram desenvolvidas para tornar a votação mais acessível e intuitiva, especialmente diante da quantidade de cargos em disputa nas eleições gerais.

Auditoria e fiscalização

De acordo com o TSE, os sistemas eleitorais são submetidos a procedimentos de fiscalização antes, durante e depois das eleições. Entre eles estão o Teste Público de Segurança, a cerimônia de lacração dos sistemas e os testes de integridade das urnas. Partidos políticos, Ministério Público, Polícia Federal, OAB, universidades e outras entidades estão entre os legitimados a acompanhar diferentes etapas. 

Também é possível realizar procedimentos como a reimpressão e comparação do Boletim de Urna, verificação de assinaturas digitais, auditoria do código-fonte e recontagem por meio do Registro Digital do Voto (RDV). 

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Segundo o TSE, em três décadas de utilização das urnas eletrônicas não houve comprovação de fraude capaz de alterar o resultado de uma eleição produzida pelo sistema. O órgão informa ainda que o processo conta com mais de 40 oportunidades de auditoria ao longo do ciclo eleitoral. 

Neste domingo, mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a participar das Eleições Gerais de 2026, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. 

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