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Em pré campanha Wellington Fagundes lidera mobilização em Primavera do Leste e reforça defesa da duplicação da BR-070

Senador reúne prefeitos, empresários e lideranças regionais para pressionar Governo Federal por avanço de obra considerada estratégica para Mato Grosso

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O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ampliou nesta semana a mobilização regional em defesa da duplicação da BR-070. Após encontro realizado em Barra do Garças, o parlamentar reuniu nesta quinta-feira (18), em Primavera do Leste, prefeitos, representantes do setor produtivo, autoridades e lideranças da sociedade civil para fortalecer o movimento em torno da obra.

A audiência pública foi realizada no SEST/SENAT e ocorreu às vésperas da inauguração do novo terminal ferroviário do município, empreendimento que deve ampliar significativamente o fluxo de cargas na região e aumentar a importância logística da rodovia.

Durante o encontro, Wellington destacou que a modernização da BR-070 é fundamental para acompanhar o crescimento econômico de Mato Grosso, garantindo mais segurança aos usuários, competitividade ao setor produtivo e eficiência ao transporte de cargas.

Segundo o senador, a rodovia é um dos principais corredores de integração entre o Vale do Araguaia, a região sul e os polos produtores do Estado. “O desenvolvimento precisa caminhar junto com a segurança e o planejamento. Não podemos permitir que uma rodovia tão importante continue enfrentando limitações diante do crescimento que Mato Grosso vem registrando”, afirmou.

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O parlamentar também anunciou que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da duplicação já foi contratado. De acordo com ele, a medida representa uma etapa importante para a elaboração dos projetos executivos e para a futura execução da obra.

“Estamos construindo um movimento regional forte, demonstrando a importância dessa obra para Mato Grosso e para o Brasil. Nosso compromisso é transformar essa reivindicação histórica em realidade”, ressaltou.

O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, destacou a atuação de Wellington Fagundes junto ao Governo Federal e afirmou que o senador tem desempenhado papel decisivo na manutenção do projeto e no avanço dos estudos técnicos.

Machnic também chamou atenção para o crescimento da movimentação logística na região. Segundo ele, a expectativa é que mais de 1.200 caminhões utilizem diariamente a BR-070, cenário que reforça a necessidade de investimentos para garantir fluidez e segurança ao tráfego.

Ao final da audiência pública, prefeitos, empresários e representantes de entidades assinaram a chamada “Carta de Primavera”, documento que será encaminhado ao Governo Federal solicitando prioridade para a duplicação da BR-070.

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Wellington lembrou ainda que a mobilização regional foi determinante para avanços obtidos anteriormente em outras rodovias federais, como a BR-364, e demonstrou confiança de que o mesmo caminho poderá ser seguido na BR-070.

A defesa da duplicação da rodovia tem ganhado força nos últimos meses diante da expansão da produção agrícola, da consolidação de novos corredores logísticos e da expectativa de aumento do transporte de cargas com a entrada em operação de novos empreendimentos ferroviários em Mato Grosso.

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Candidato ligado ao casal Bolsonaro detona Wellington, denuncia “sabotagem” e diz que PL rompeu acordo com ex-presidente – veja o video

Thiago Boava Hey Roy se recusa a subir no palanque de Wellington Fagundes, acusa direção do PL de descumprir compromissos com Jair Bolsonaro e José Medeiros e afirma que grupo montado em Mato Grosso fortalece “interesses pessoais”

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O ambiente interno do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso ganhou mais um capítulo de tensão em plena campanha eleitoral. Candidato a deputado federal, o humorista Thiago Boava Hey Roy fez duras críticas à condução política da legenda no Estado, afirmou estar sendo “sabotado” e deixou claro que não pretende apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.

A manifestação expõe novamente as divergências existentes dentro do campo da direita e ocorre em meio ao endurecimento do discurso da direção estadual do PL contra filiados que não estejam alinhados ao projeto eleitoral encabeçado por Wellington.

Boava afirmou que não pretende subir no palanque montado para Wellington Fagundes, mesmo que sua decisão provoque consequências políticas dentro da própria legenda.

“É muito triste ver isso. Não sei se é por esse motivo que estou sendo sabotado: por não subir no palanque montado. Se o preço for esse, ficarei aqui embaixo sem subir nesse palanque. Não acredito nele e não estou indo para a política fazer o que não acredito. Estou indo de peito aberto para fazer o que acredito e dar continuidade ao trabalho sério que a [ex-deputada federal] Amália iniciou”, afirmou.

ACORDO COM BOLSONARO

As declarações ficaram ainda mais duras quando Boava passou a questionar a própria condução do PL em Mato Grosso. Segundo ele, compromissos políticos acertados anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com José Medeiros não teriam sido cumpridos.

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O candidato afirmou que o partido teria rompido até mesmo um dos princípios que costuma defender publicamente.

“Tenho que trazer este assunto à tona. Infelizmente, o Partido Liberal, que diz defender Deus, Pátria, Família e Liberdade, rompeu um dos seus pilares, a moralidade, e não cumpriu o combinado comigo. Não cumpriu o que foi combinado com o Zé Medeiros. Não cumpriu o que foi combinado com o capitão Bolsonaro”, declarou.

A acusação coloca diretamente em discussão a estratégia eleitoral construída pela direção estadual do PL e amplia o desgaste provocado pelas divergências entre integrantes da própria legenda.

Outro ponto levantado por Boava envolve a disputa pelo Senado. José Medeiros concorre pelo PL, enquanto Janaina Riva (MDB) também integra o grupo político que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes e disputa uma das vagas de Mato Grosso no Senado.

“INTERESSES PESSOAIS”

Boava também acusou o palanque formado em Mato Grosso de privilegiar “interesses pessoais” e de não fortalecer José Medeiros, a quem classificou como o principal ativo político ligado a Bolsonaro na disputa estadual.

O candidato pediu ainda que os eleitores observem atentamente quais candidatos proporcionais decidiram aderir ao grupo.

“Portanto, eu gostaria muito que você, no dia 4 de outubro, analisasse muito bem o seu voto; analisasse muito bem se o seu candidato a deputado federal subiu nesse palanque, se comemorou com os que estão nesse palanque”, afirmou.

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Na sequência, voltou a disparar contra a composição.

“Esse palanque não fortalece Zé Medeiros, o principal ativo do capitão. Esse palanque não fortalece a liberdade que tanto buscamos; esse palanque fortalece interesses pessoais”, concluiu.

As declarações colocam Boava entre os candidatos do próprio PL que demonstram resistência ao projeto estadual da legenda. Ao rejeitar publicamente o palanque de Wellington Fagundes e sustentar que houve descumprimento de um acordo envolvendo Jair Bolsonaro e José Medeiros, o candidato leva para dentro da campanha uma divergência que até então poderia permanecer restrita aos bastidores.

O episódio representa mais um foco de desgaste dentro do PL de Mato Grosso e aumenta a pressão sobre a direção estadual para administrar uma situação delicada: candidatos que carregam a mesma sigla, mas não necessariamente defendem o mesmo projeto para o Governo.

Com a campanha avançando, a declaração de Boava escancara que a tentativa de unificação do PL em torno de Wellington Fagundes ainda enfrenta resistência dentro do próprio campo bolsonarista em Mato Grosso.

Veja a Declaração Polêmica

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