ELEIÇÕES 2026
Em pré campanha Wellington Fagundes lidera mobilização em Primavera do Leste e reforça defesa da duplicação da BR-070
Senador reúne prefeitos, empresários e lideranças regionais para pressionar Governo Federal por avanço de obra considerada estratégica para Mato Grosso
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), ampliou nesta semana a mobilização regional em defesa da duplicação da BR-070. Após encontro realizado em Barra do Garças, o parlamentar reuniu nesta quinta-feira (18), em Primavera do Leste, prefeitos, representantes do setor produtivo, autoridades e lideranças da sociedade civil para fortalecer o movimento em torno da obra.
A audiência pública foi realizada no SEST/SENAT e ocorreu às vésperas da inauguração do novo terminal ferroviário do município, empreendimento que deve ampliar significativamente o fluxo de cargas na região e aumentar a importância logística da rodovia.
Durante o encontro, Wellington destacou que a modernização da BR-070 é fundamental para acompanhar o crescimento econômico de Mato Grosso, garantindo mais segurança aos usuários, competitividade ao setor produtivo e eficiência ao transporte de cargas.
Segundo o senador, a rodovia é um dos principais corredores de integração entre o Vale do Araguaia, a região sul e os polos produtores do Estado. “O desenvolvimento precisa caminhar junto com a segurança e o planejamento. Não podemos permitir que uma rodovia tão importante continue enfrentando limitações diante do crescimento que Mato Grosso vem registrando”, afirmou.
O parlamentar também anunciou que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da duplicação já foi contratado. De acordo com ele, a medida representa uma etapa importante para a elaboração dos projetos executivos e para a futura execução da obra.
“Estamos construindo um movimento regional forte, demonstrando a importância dessa obra para Mato Grosso e para o Brasil. Nosso compromisso é transformar essa reivindicação histórica em realidade”, ressaltou.
O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, destacou a atuação de Wellington Fagundes junto ao Governo Federal e afirmou que o senador tem desempenhado papel decisivo na manutenção do projeto e no avanço dos estudos técnicos.
Machnic também chamou atenção para o crescimento da movimentação logística na região. Segundo ele, a expectativa é que mais de 1.200 caminhões utilizem diariamente a BR-070, cenário que reforça a necessidade de investimentos para garantir fluidez e segurança ao tráfego.
Ao final da audiência pública, prefeitos, empresários e representantes de entidades assinaram a chamada “Carta de Primavera”, documento que será encaminhado ao Governo Federal solicitando prioridade para a duplicação da BR-070.
Wellington lembrou ainda que a mobilização regional foi determinante para avanços obtidos anteriormente em outras rodovias federais, como a BR-364, e demonstrou confiança de que o mesmo caminho poderá ser seguido na BR-070.
A defesa da duplicação da rodovia tem ganhado força nos últimos meses diante da expansão da produção agrícola, da consolidação de novos corredores logísticos e da expectativa de aumento do transporte de cargas com a entrada em operação de novos empreendimentos ferroviários em Mato Grosso.
POLÍTICA MT
Pivetta parte para cima de Wellington, relembra delação de Silval e dispara: “Especialista em maldades” – assistam ao vivo
O segundo debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso elevou a temperatura da campanha eleitoral nesta terça-feira (1º). Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) protagonizaram um dos confrontos mais duros do encontro, com troca de acusações envolvendo servidores públicos, a antiga administração estadual, Silval Barbosa e até o período em que o senador esteve à frente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
O debate da TV Vila Real reuniu os seis postulantes ao Palácio Paiaguás: Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Natasha Slhessarenko, Rafaell Milas, Maurício Coelho e Sargento Laudicério.
O momento de maior tensão ocorreu no segundo bloco, reservado às perguntas entre os próprios candidatos.
Wellington direcionou uma pergunta a Pivetta sobre o funcionalismo público e mencionou o fechamento do Samu, além de cobrar as perdas relacionadas à Revisão Geral Anual (RGA). O candidato do PL argumentou que o governo dispõe de bilhões para investimentos, mas, segundo ele, não teria adotado a mesma postura na valorização dos servidores.
Pivetta reagiu imediatamente.
O governador classificou Wellington como “especialista em maldades” e contrapôs as críticas lembrando sua experiência de três mandatos como prefeito de Lucas do Rio Verde.
Na sequência, Pivetta levou o embate para o histórico político do adversário e para a situação encontrada pelo atual grupo político quando assumiu o comando do Estado.
Segundo Pivetta, ele e o ex-governador Mauro Mendes assumiram Mato Grosso em uma situação financeira difícil, inclusive com salários atrasados.
“O povo lembra como era Mato Grosso do governo que você participava”, disparou Pivetta.
O ataque ficou ainda mais pesado quando o governador citou o ex-governador Silval Barbosa.
“O senhor fazia grandes negócios com o Silval, tanto é que foi delatado por ele”, afirmou Pivetta durante o confronto.
Pivetta ainda acrescentou outra provocação ao adversário: “O senhor também foi expulso do Dnit por Bolsonaro”, disse.
As declarações transformaram o confronto entre os dois candidatos em um dos momentos mais ásperos do debate e colocaram novamente episódios do passado político no centro da disputa eleitoral.
WELLINGTON REBATE E ATACA EDUCAÇÃO
O embate entre Pivetta e Wellington já havia ganhado força quando o governador questionou o senador sobre educação.
Pivetta afirmou que a administração estadual promoveu uma transformação no setor durante a gestão iniciada com Mauro Mendes.
Wellington respondeu dizendo que ajudou a aproximar Mauro Mendes do então ministro da Economia Paulo Guedes para viabilizar financiamento destinado a investimentos na educação.
Na sequência, porém, o candidato do PL passou ao ataque e levantou suspeitas sobre supostos desvios no setor durante a passagem do ex-secretário Alan Porto.
Wellington afirmou que existem denúncias relacionadas à merenda e a livros e disse que a Polícia Federal estaria acompanhando o assunto. As declarações foram apresentadas pelo candidato durante o debate, sem que, naquele momento, houvesse julgamento ou comprovação das acusações citadas.
OUTROS CANDIDATOS TAMBÉM PRESSIONAM WELLINGTON
Wellington também enfrentou questionamentos de outros adversários.
Rafaell Milas citou as operações Sanguessuga, Ararath e Atlântida e afirmou que o senador teria sido mencionado em investigações. Durante a provocação, Milas utilizou o termo “melancia” e chegou a ironizar a gravata verde usada pelo candidato do PL.
Wellington reagiu chamando o adversário de “candidato de aluguel” e afirmou que jamais sofreu condenação judicial. Segundo o senador, os ataques teriam como objetivo desgastar sua imagem durante a disputa eleitoral.
Outro confronto ocorreu quando Wellington questionou Maurício Coelho sobre episódio relacionado à violência doméstica. Coelho defendeu o direito ao contraditório e afirmou que qualquer pessoa que tenha o nome envolvido em um caso dessa natureza precisa apresentar explicações públicas.
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER ENTRA NO CENTRO DO DEBATE
O enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio também ocupou espaço importante.
Natasha questionou Pivetta sobre a proposta de criar uma espécie de “ficha suja” para agressores de mulheres, impedindo que pessoas enquadradas nesses casos ocupem cargos públicos.
Pivetta respondeu que incorporaria a proposta ao seu programa de governo.
“Tenho 67 anos e quatro filhas e nunca cometi violência contra nenhuma mulher”, declarou.
O governador também citou ações desenvolvidas pelo Estado voltadas às vítimas de violência doméstica, entre elas botão do pânico, acompanhamento, auxílio financeiro e aluguel, além de iniciativas habitacionais destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade.
Sargento Laudicério também questionou Pivetta sobre o tema, enquanto Rafaell Milas defendeu a criação de protocolos para retirar mulheres vítimas de violência do contato com seus agressores e ampliar o acolhimento das famílias atingidas pelo feminicídio.
SEGURANÇA, SERVIDORES E ECONOMIA
O debate ainda passou por segurança pública, endividamento dos servidores, incentivos fiscais, agroindustrialização, emendas parlamentares e política tributária.
Natasha defendeu aumento do contingente policial e do número de presídios, utilização de câmeras de segurança e integração com instituições federais para combater organizações criminosas. A candidata também defendeu medidas destinadas a atingir financeiramente as facções e combater a lavagem de dinheiro.
Questionado sobre o superendividamento de servidores estaduais, Pivetta afirmou que encaminhou medida à Assembleia Legislativa estabelecendo limite de comprometimento salarial e disse que abusos cometidos na concessão de empréstimos seriam corrigidos.
Na área econômica, Pivetta questionou Natasha sobre a industrialização da produção mato-grossense. A candidata defendeu ampliar o processamento de matérias-primas produzidas no Estado, citando setores como couro, mineração e algodão.
Maurício Coelho, por sua vez, defendeu auditoria na política de incentivos fiscais, enquanto Sargento Laudicério abordou reestruturação tributária e valorização das forças de segurança.
PRIMEIRO GRANDE CONFRONTO DA CAMPANHA
Com cinco blocos previstos, o debate abriu oficialmente uma nova etapa da corrida pelo Palácio Paiaguás, colocando os candidatos frente a frente e permitindo confrontos diretos.
Mas foi o duelo entre Pivetta e Wellington que concentrou alguns dos momentos de maior temperatura política, com os dois principais adversários levando para o palco do debate acusações sobre gestão, servidores, educação e episódios do passado.
Ao mencionar Silval Barbosa e a passagem de Wellington pelo Dnit, Pivetta procurou deslocar a discussão da cobrança sobre sua atual administração para o histórico político do adversário. Wellington, por sua vez, respondeu atacando áreas da atual gestão e levantando suspeitas sobre a educação.
O tom apresentado neste primeiro encontro sinaliza que a campanha pelo Governo de Mato Grosso deverá entrar em uma fase ainda mais dura, marcada pelo confronto direto, cobranças sobre o passado e questionamentos sobre a capacidade de cada candidato para comandar o Estado.
Veja o debate
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