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CST da Moradia Popular recebe representante da Secretaria Municipal de Habitação de Cuiabá

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Moradia Popular da Assembleia Legislativa recebeu apresentações de representantes da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Cuiabá e da Federação Mato-grossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab), durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira (1º). No encontro, foram resumidas as ações da gestão da capital no setor e expostas reinvindicações de pessoas que estão em busca de habitação popular.

O coordenador técnico de habitação de Cuiabá, Alan Segóvia, explicou que a gestão escolheu focar em regularização fundiária e informou que o programa para construção de unidades habitacionais da prefeitura, que atenderia trabalhadores do aterro sanitário, está parado. Segundo o representante, o déficit habitacional na capital está em cerca de 100 mil famílias; em 2018 foram mais de 48 mil inscritos para o residencial Nico Baracat.

De acordo com as informações apresentadas, hoje está em andamento a contratação de empresas para a construção de novas 900 unidades habitacionais no município no âmbito do programa federal Minha Casa, Minha Vida, com expectativa de início das obras em agosto ou setembro deste ano e entrega das residências em dezembro de 2025.

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Já o presidente da Federação Mato-grossense de Associações de Moradores de Bairros, Walter Arruda, chamou atenção para o que ele chamou de um “apagão” nas políticas públicas de moradia popular e pediu a reativação do Conselho Estadual de Cidades. “Agora, o momento é de reativar esses conselhos, é de reviver todas as ações que busquem melhorar a qualidade de vida dos que estão muitas vezes sem vez, sem voz, para que dê luz à qualidade de vida desses cidadãos e de seus familiares. Nós não estamos aqui reivindicando nenhum favor por parte dos nossos gestores, a volta do conselho é uma obrigação, porque é lei”, afirmou o dirigente da Femab.

Ele também avaliou que a CST da Moradia Popular, criada em maio deste ano, tem contribuído de maneira significativa para um debate que estava deixado de lado. “Esta Câmara Temática tem aproximado as entidades, aproximado a realidade que vive os moradores com a questão da habitação das pessoas que tem que resolver esses problemas, que é o governo, os municípios”, considerou Walter Arruda.

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Ainda participaram da reunião representantes de instituições como Caixa Econômica Federal e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). O presidente da CST, deputado Wilson Santos (PSD), adiantou que está prevista visita a Rondonópolis no próximo dia 19 para conhecer a realidade local. A CST da Moradia Popular foi instituída a partir do Ato n° 14/2024, que também designou os componentes do grupo.


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Fonte: ALMT – MT

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Gisela Simona chega à vice-governadoria com força política e compromisso com o diálogo em Mato Grosso

Com experiência no serviço público, atuação na defesa dos direitos do cidadão e presença ativa na campanha eleitoral, vice-governadora eleita poderá fortalecer a interlocução entre o governo estadual, os servidores públicos e a população.

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A trajetória de Gisela Simona (União Brasil) reúne experiência técnica, atuação política e proximidade com as demandas da população. Eleita vice-governadora de Mato Grosso na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), ela chega a uma nova etapa da vida pública com a perspectiva de contribuir diretamente para as decisões do Executivo estadual e fortalecer o diálogo entre o governo, os servidores públicos e a sociedade.

Cuiabana, advogada e servidora pública de carreira, Gisela construiu sua trajetória na defesa dos direitos do consumidor. Ingressou no Procon em 2001, como conciliadora, e, entre 2008 e 2017, esteve à frente da Superintendência do órgão em Mato Grosso. Também presidiu a Associação Brasileira de Procons por dois mandatos, ampliando sua experiência na articulação de políticas de proteção ao cidadão.

Essa vivência contribuiu para consolidar um perfil público ligado à escuta, à mediação de conflitos e à busca por soluções para problemas concretos. Em 2018, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Em 2020, concorreu à Prefeitura de Cuiabá, recebeu 52.191 votos e terminou em terceiro lugar. Posteriormente, assumiu temporariamente um mandato de deputada federal, ampliando sua experiência no cenário nacional e sua participação em pautas relacionadas aos direitos das mulheres e à defesa dos consumidores.

A atuação política de Gisela também ganhou espaço na Baixada Cuiabana, região estratégica para o desenvolvimento de Mato Grosso. Durante a campanha eleitoral, ela participou de agendas, reuniões e mobilizações, manteve contato com lideranças políticas e comunitárias e contribuiu para a articulação da chapa em diferentes segmentos da sociedade. Sua presença reforçou a representação de uma liderança com raízes em Cuiabá e conhecimento das demandas da região metropolitana.

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A experiência acumulada no serviço público e o conhecimento da realidade local poderão contribuir para aproximar as necessidades dos municípios das decisões tomadas pelo governo estadual. Questões como abastecimento de água, saúde, infraestrutura e qualidade dos serviços públicos estão entre os desafios que exigem cooperação entre o Estado e as administrações municipais.

Um dos principais compromissos apresentados por Gisela após a eleição é fortalecer a interlocução entre o Executivo e os servidores públicos. A vice-governadora eleita defendeu a criação de uma comissão permanente de negociação com representantes das categorias, sindicatos e associações. A proposta prevê discussões sobre a Revisão Geral Anual (RGA), concursos públicos, reestruturação de carreiras e outras reivindicações do funcionalismo.

A iniciativa ganha relevância diante das demandas de diferentes categorias por canais permanentes de diálogo com o governo. Como servidora pública de carreira, Gisela conhece a estrutura administrativa estadual e poderá utilizar essa experiência para contribuir com a mediação de divergências, a construção de entendimentos e a busca por soluções compatíveis com a realidade financeira do Estado. A intenção é fazer com que as reivindicações sejam discutidas de forma organizada e transparente, sem depender exclusivamente de negociações pontuais.

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A proposta também posiciona a vice-governadora como uma possível ponte entre os trabalhadores e a administração estadual. A interlocução com o funcionalismo poderá ser um dos eixos de sua atuação, especialmente na construção de relações institucionais mais próximas entre o governo e os profissionais responsáveis pela execução dos serviços públicos.

Além dessa agenda, Gisela tem defendido atenção às políticas sociais, à saúde pública e à proteção das mulheres. Sua trajetória no Procon, a experiência parlamentar e o contato com diferentes setores da sociedade formam uma base para contribuir com políticas públicas voltadas às necessidades cotidianas dos cidadãos.

A vitória de Otaviano Pivetta no primeiro turno, em 4 de outubro, abriu caminho para que Gisela assuma a Vice-Governadoria em janeiro de 2027. A nova função amplia sua responsabilidade política e cria a oportunidade de transformar a experiência adquirida ao longo de sua carreira em participação efetiva na gestão estadual.

Mais do que ocupar um cargo institucional, Gisela terá o desafio de consolidar uma atuação marcada pelo diálogo, pela articulação regional e pela capacidade de aproximar governo e sociedade. A interlocução com os servidores públicos, o fortalecimento das parcerias com os municípios e a atenção às demandas da Baixada Cuiabana poderão ser marcas importantes de sua contribuição para a próxima administração de Mato Grosso.

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