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CCJR aprova projetos para promover inclusão e proteção social em Mato Grosso

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) analisou 29 matérias em reunião ordinária na tarde desta terça-feira (7). Os parlamentares aprovaram 14 propostas, como o Projeto de Resolução nº 120/2024, cujo objetivo é de tornar obrigatória a contratação de mulheres vítimas de violência por parte de empresas que prestam serviços à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O texto aprovado prevê a destinação de 8% das vagas para mulheres que sofreram violência doméstica, conforme sugerido pelo Substitutivo Integral nº 1. A matéria é de autoria do primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB). De acordo com a proposta, as vagas serão destinadas exclusivamente a candidatas indicadas por órgãos responsáveis por políticas públicas de atenção às mulheres vítimas de violência, em cooperação com a Procuradoria da Mulher da Parlamento Estadual.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O presidente do CCJR, Eduardo Botelho (União), elogiou a iniciativa. “Eu costumo dizer, um dos aspectos que mantém as mulheres em casa com seus algozes é a questão financeira. Muitaa delas não trabalha. Às vezes o marido violento é o único provedor da casa. Então, nós precisamos dar essas oportunidades e trazer as mulheres para cá, gerando essas vagas para elas. São ações como essa que ajudam a tirar essas mulheres desse ciclo de violência”, comentou o parlamentar.

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Entre as matérias discutidas também está o Veto Total nº 109/2025 ao Projeto de Lei (PL) nº 145/2025. A proposta visa caracterizar a interrupção injustificada do fornecimento de serviços públicos essenciais por mais de quatro horas como ato ilícito e falha na prestação do atendimento, entre outras medidas. A comissão aprovou parecer pela derrubada do veto imposto pelo poder executivo.

O PL nº 761/2025 também foi apreciado e aprovado pela CCJR. O texto pretende alterar a Lei nº 11.371/2021 para estabelecer que pacientes transplantados tenham os mesmos direitos das pessoas com deficiência. Alguns projetos que receberam parecer favorável buscam o reconhecimento de grupos como Flor Ribeirinha (PL nº 1095/2024) e ações como a Corrida de Reis (1971/2024) como patrimônio imaterial do estado. Ainda estão entre as matérias aprovadas propostas de declaração de utilidade pública estadual a uniões, como a Associação de Combate a Cegueira de Mato Grosso (ACCMT).

O deputado Fabio Tardin (PSB) comemorou a aprovação e contou que mãe ficou cega após um glaucoma e que ele próprio teve o tratamento adequado a tempo para não perder a visão. “Fico muito feliz por estar na Assembleia hoje dando voz e vez a essa população, que muitas vezes é invisível aos olhos do governo. Acredito com a declaração de utilidade pública dessa associação eles vão ter mais acesso a recursos públicos e atender mais pessoas, evitando casos de cegueira”, afirmou.

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Além de Botelho e Tardin, participaram da reunião Sebastião Rezende (União) e Diego Guimarães (Republicanos). Este último de forma remota. O encontro ainda foi acompanhado por estudantes de direito, como Alexandre Ramos. “Foi bem interessante, porque a gente viu na prática como funciona. E eu fiquei com uma boa impressão, porque, realmente, são projetos úteis que vão trazer benefícios para a população”, avaliou.

Fonte: ALMT – MT

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Charge com IA coloca Wellington “conversando” com Lula e Dilma e entra na onda do humor eleitoral nas redes – veja o video 

Vídeo satírico usa inteligência artificial para criar diálogos fictícios e explora o apelido de “melancia”, usado por adversários do candidato do PL; montagem transforma provocações da campanha em humor nas redes sociais

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A inteligência artificial também virou ferramenta para o humor na reta final da eleição em Mato Grosso. Um vídeo em formato de charge digital que circula pelas redes sociais coloca o candidato ao Governo Wellington Fagundes (PL) em situações hilarias envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.

Produzido com recursos de inteligência artificial e linguagem assumidamente caricatural, o conteúdo apresenta Wellington ao telefone e constrói diálogos  entre os políticos retratados.

A montagem deve ser entendida como sátira eleitoral: as falas, situações e conversas atribuídas aos personagens ao que tudo indica não é real e produzidas digitalmente.

Um dos elementos centrais da brincadeira é o apelido de “melancia”, expressão que já vem sendo utilizada por adversários de Wellington durante a campanha. O próprio candidato já respondeu publicamente ao rótulo, argumentando que sua atuação política sempre buscou resultados para Mato Grosso independentemente do partido que estivesse no Palácio do Planalto.

Na linguagem da provocação eleitoral, “melancia” faz referência à expressão “verde por fora e vermelho por dentro”, numa tentativa de associar a atual posição de Wellington no PL e sua proximidade com o campo bolsonarista às relações institucionais e políticas que manteve, em períodos anteriores, com governos do PT.

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No vídeo de humor, o apelido “melancia” vira praticamente um bordão. A charge explora justamente a ideia de Wellington ser “verde por fora e vermelho por dentro”, levando a provocação ao exagero ao criar conversas fictícias com Lula e Dilma.

Há, porém, nuances importantes na trajetória real do candidato. Wellington manteve interlocução com governos de diferentes orientações políticas, mas também votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. O registro da Rádio Senado confirma sua participação na votação e sua posição favorável ao afastamento da então presidente.

Atualmente, Wellington está no PL e se posiciona como oposição ao governo Lula. Em 2023, por exemplo, registrou no Senado essa condição ao comentar uma visita do presidente a Rondonópolis. Já em julho deste ano, discursou sobre a convenção nacional do PL que anunciaria a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

É exatamente o contraste entre diferentes momentos da vida política do senador que fornece matéria-prima para a charge. A sátira exagera essas relações, cria situações inexistentes e transforma a disputa de narrativas da campanha em conteúdo de entretenimento.

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O formato mostra ainda uma nova realidade das eleições. As tradicionais charges políticas ganharam movimento, voz e capacidade de reproduzir de maneira artificial a aparência de figuras públicas. Por isso, a identificação do conteúdo como humor e inteligência artificial é fundamental para evitar que uma sátira seja interpretada como documento verdadeiro.

Entre memes, provocações e montagens, a inteligência artificial abriu uma nova frente no humor eleitoral. No caso de Wellington, a charge recupera o já conhecido apelido de “melancia” e transforma a provocação do “verde por fora e vermelho por dentro” em roteiro para uma conversa entre Lula, Dilma e Wellington, buscando arrancar risadas e repercussão nas redes sociais.

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