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ALMT realiza reunião para discutir a situação do novo prédio da Unemat em Rondonópolis

Diante dos questionamentos, o reitor da instituição de ensino superior, Rodrigo Bruno Zanin, afirmou que está aguardando um posicionamento oficial por parte da prefeitura para discutir os critérios que envolvem a incorporação do prédio pela universidade

Foto: Ronaldo Mazza

Diante das dificuldades para finalização de um acordo entre o município de Rondonópolis e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para instalação de um novo campus, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou uma reunião para intermediar os diálogos. O encontro, ocorrido na manhã desta quarta-feira (16), foi uma iniciativa do deputado Thiago Silva (MDB) e reuniu representantes da instituição, dos acadêmicos e do Estado, por meio da Secretaria Estadual Ciência, Tecnologia e Inovação (Secitec). O Poder Executivo do município de Rondonópolis não se fez presente.

“O objetivo dessa convocação é esclarecer todas as dúvidas e pendências sobre o que está dependendo da Unemat para que o prédio comece a funcionar”, explicou o parlamentar. “A sua construção é uma iniciativa do município, mas falta oficializar a doação ou cessão para que a instituição se instale e os alunos possam começar a estudar nessa nova estrutura”, complementou.

Com oferta de cursos superiores desde 2017 no município, as aulas são ministradas nas instalações da Escola Estadual Professora Stela Maris Valeriano da Silva, no bairro Residencial Edelmina Querubim Marchetti, cujas condições são muito questionadas pelos universitários, conforme explicou o aluno do curso de Direito, Daniel da Silva Gonçalves. 

“A escola, onde as aulas acontecem, não é apropriada para ensino superior e funciona junto com as turmas do ensino secundário, que é outra dinâmica. O que não é bom para nenhum dos dois”, lamentou. “Além disso, os alunos do período noturno sofrem com a insegurança, por ser um lugar afastado e de pouco movimento, onde nem carros de aplicativo aceitam solicitações”, falou com preocupação. “É inadmissível, a universidade funcionar de forma tão precária tendo um prédio construído exclusivamente para abrigar a instituição”, frisou.

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Gonçalves questionou ainda a exclusão dos alunos das discussões que envolvem o impasse para ocupação do novo prédio. “É imprescindível que os alunos participem e sejam ouvidos em suas demandas porque, além de tudo isso que envolve as condições de funcionamento, existe o receio quanto ao futuro dos cursos, caso não seja criado o campus”, destacou.

Diante dos questionamentos, o reitor da instituição de ensino superior, Rodrigo Bruno Zanin, afirmou que está aguardando um posicionamento oficial por parte da prefeitura para discutir os critérios que envolvem a incorporação do prédio pela universidade. “A prefeitura resolveu doar uma área para Unemat e a construção foi em parceria com a iniciativa privada para efetivação de um campus no município. Mas ainda é preciso sentar e debater tudo que envolve essa incorporação de uma nova estrutura, o que não foi formalizado”, afirmou. Segundo ele, o processo precisa considerar as viabilidades orçamentárias tanto para manutenção do prédio e segurança, como as possibilidades de investimento no desenvolvimento pedagógico para estruturação dos cursos existentes e possível ampliação da grade.

Mesmo com a ausência de representante da prefeitura de Rondonópolis, o deputado Thiago Silva considerou a reunião muito produtiva e anunciou que vai encaminhar uma nova convocação. “Vamos novamente oficiar o governo do estado e a Prefeitura de Rondonópolis para marcar outra reunião com a Unemat a fim de resolver de vez essa situação”, adiantou. “O que mais preocupa é a afirmação do reitor de que não existe, por parte do município, nenhum documento que oficialize as condições para que o prédio seja passado à universidade”, afirmou. “Precisamos tramitar isso o quanto antes”, defendeu.

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Unemat Rondonópolis

Instalado em 2017, é considerado um núcleo avançado e oferece vagas para formação nos cursos de direito, ciências da computação, engenharia civil, jornalismo, letras e pedagogia. As turmas estão divididas nos três turnos e as aulas são ministradas nas instalações da Escola Estadual Professora Stela Maris Valeriano da Silva, que atende aos alunos do ensino fundamental e médio.

O novo prédio: a construção da estrutura para sediar a Unemat no município foi viabilizada pela parceria da Prefeitura, que fez a doação do terreno e quatro empresas aderentes ao projeto, por meio de uma cooperação social. O valor estimado da obra é de R $8 milhões. A Prefeitura entrou com a doação do terreno, o cercamento da área, a terraplanagem e a confecção do projeto arquitetônico, que é assinado pela arquiteta Juliana Zancanaro, uma ex-aluna da Unemat. Além dela, também participou da elaboração do projeto o arquiteto Weslley Diego Figueiredo Ramos. As obras foram custeadas pelas empresas MDM, Grupo Rondobens, Grupo Echer e Grupo Euro.

A estrutura está praticamente pronta, restando apenas a finalização da parte hidráulica e elétrica. Ela conta com 36 salas de aulas, duas salas administrativas, refeitório, biblioteca e auditório para 300 pessoas. A sua capacidade será para abrigar mais de 1.800 estudantes (conforme projeto na prefeitura). O prédio fica localizado num terreno de 101 mil metros quadrados na área do antigo aeroporto, na saída para Cuiabá.

Fonte: ALMT

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ALMT derruba veto que taxa APAEs, limpa pauta de vetos e recebe projeto para construção de 60 mil casas populares

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (24), uma sessão marcada pela derrubada do Veto 32/2026, aposto a Mensagem 65/2026, que concede isenção da Taxa de Segurança Contra Incêndio (Tacin) às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Mato Grosso, e pela limpeza da pauta de vetos do Poder Executivo. Ao todo, os deputados analisaram 36 vetos garantindo maior celeridade à tramitação das matérias.

Ao defender a derrubada do veto, o deputado Dr. João (MDB) destacou o relevante trabalho desenvolvido pelas Apaes no estado.

“As Apaes realizam um trabalho social, educacional e de reabilitação extraordinário. São 72 unidades espalhadas por Mato Grosso, acolhendo milhares de famílias e promovendo cidadania. É uma instituição que merece todo o nosso apoio”, afirmou.

Para o presidente da ALMT, deputado Max Russi, a sessão representa o compromisso do Parlamento em garantir celeridade à votação das matérias.

“Foi uma sessão extremamente produtiva. Conseguimos avançar na limpeza da pauta de vetos, o que dá mais agilidade aos trabalhos da Assembleia e permite que matérias importantes para Mato Grosso tenham a tramitação adequada. O Parlamento está cumprindo seu papel de debater, votar e deliberar temas essenciais para a população mato-grossense”, destacou Max Russi.

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Ainda durante a sessão, os deputados receberam hoje das mãos do governador Otaviano Pivetta, o projeto de lei que autoriza o governo do Estado a contratar empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar a construção de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.

Outro veto amplamente debatido pelos parlamentares foi o Veto Parcial 20/2026, relacionado à Defensoria Pública. Apesar da mobilização de deputados favoráveis à derrubada, o veto acabou sendo mantido. Esse é o Veto parcial aposto ao Projeto de Lei 1576/2025, que estima a receita e fixa a despesa de Mato Grosso para o exercício financeiro de 2026.

O deputado Wilson Santos ressaltou a importância da instituição para a população mais vulnerável.

“A Defensoria Pública atende justamente aqueles que mais precisam que é o trabalhador humilde, a pessoa em situação de vulnerabilidade social. Não podemos permitir o enfraquecimento de uma instituição tão essencial”, argumentou Wilson Santos.

Dentre os vetos mantidos pelos deputados estão os de números 114/2025, 118/2025, 2/2026, 21/2026, 22/2026, 23/2026, 24/2026, 25/2026 e 26/2026.

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Os parlamentares também aprovaram a dispensa de pauta e votaram, em primeira votação, o Projeto de Lei Complementar 45/2026, que altera as Leis Complementares nº 555/2014 e nº 720/2022 para dispor sobre a idade limite de permanência dos militares estaduais na reserva remunerada.

Fonte: ALMT – MT

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