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Buzetti critica Fávaro por centralizar emendas e afirma: “Nunca me deixou nem R$ 1”

Suplente no Senado afirma que senador centralizava recursos e critica modelo de liberação de emendas parlamentares.

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A suplente no Senado Margareth Buzetti (PP) criticou o senador Carlos Fávaro (PSD) por, segundo ela, centralizar a destinação de emendas parlamentares durante o período em que esteve à frente do mandato. Em entrevista à Rádio Capital FM, nesta terça-feira (8), Buzetti afirmou que não teve acesso a recursos destinados por Fávaro e declarou: “Nunca me deixou nem R$ 1”.

Segundo a suplente, quando Fávaro deixava o Senado para assumir o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), ela assumia automaticamente a cadeira. Com o retorno do senador ao Congresso, Buzetti deixava novamente o mandato. Ela afirmou que as emendas que conseguiu durante o período em que exerceu a função eram provenientes de comissões e estavam relacionadas ao trabalho que desenvolvia no Congresso, especialmente no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Buzetti afirmou que a dinâmica contribuiu para o desgaste da relação política entre os dois. Eleitos pelo mesmo grupo político, Fávaro e a suplente passaram a seguir caminhos diferentes. Enquanto ela afirma manter uma posição alinhada à direita, o senador passou a integrar o governo federal como ministro da Agricultura. “A minha posição política sempre foi pública. Eu nunca fui de esquerda, sempre fui de direita. Mas acho estranha essa mudança dele para virar ministro”, afirmou.

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A suplente também criticou o modelo atual de liberação de emendas parlamentares e classificou a relação entre Legislativo e Executivo como uma disputa por recursos. Segundo ela, bancadas pressionam o governo federal pela liberação de emendas para votar matérias de interesse do Executivo, enquanto o governo também utilizaria os recursos como instrumento de pressão sobre os parlamentares.

“Não é possível que o Legislativo sequestre o dinheiro do Executivo e fique um fazendo chantagem para o outro. O Legislativo, se não empenham as emendas, não vota as matérias. E aí o Executivo também faz chantagem com o Legislativo: ‘se você não votar, eu não pago suas emendas’”, declarou.

Buzetti defendeu ainda que a atuação dos parlamentares não pode se limitar à destinação de recursos para municípios. “O parlamentar tem que trabalhar no ofício, mas eles só ficam lá para distribuir emendas”, afirmou. Na sequência, questionou o volume de recursos destinados por alguns congressistas. “Tem gente que distribuiu aqui R$ 400 milhões de emendas. Isso é um absurdo. Aí o que fez de lei? Qual senador tem leis aprovadas e relevantes?”, questionou.

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POLÍTICA MT

Janaina promete endurecer leis contra criminosos e dispara: “A culpa é do legislador que não protege a população”

Candidata ao Senado defende ampliação do Ciopaer, destinação de bens apreendidos às forças estaduais, RGA retroativo e mudanças na legislação para combater o “prende e solta”

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A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) colocou a segurança pública entre as prioridades de sua campanha e defendeu mudanças que vão desde a ampliação da estrutura aérea das forças policiais de Mato Grosso até o endurecimento da legislação penal no Congresso Nacional.

Durante agendas realizadas em Cuiabá e Várzea Grande, Janaina afirmou que pretende, caso eleita, atuar no Senado para ampliar o número de unidades do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e discutir uma nova forma de distribuição dos bens apreendidos em operações policiais.

A candidata também assumiu compromissos com servidores da segurança pública, incluindo a defesa do pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA), aposentadoria especial e auxílio-saúde.

MAIS UNIDADES DO CIOPAER

Uma das propostas apresentadas por Janaina é ampliar a cobertura do Ciopaer para diferentes regiões de Mato Grosso.

A candidata citou especificamente a demanda de Sinop, no Norte do Estado, como exemplo da necessidade de descentralizar a estrutura.

Viajei por Mato Grosso e estive em Sinop, e eu vi uma defesa para que lá também tivesse uma Ciopaer. É um desejo do povo”, afirmou.

Janaina defendeu estudos para avaliar a implantação de novas unidades. Segundo ela, uma estrutura aérea mais ampla poderia proporcionar respostas mais rápidas em desaparecimentos, incêndios e outras situações de emergência.

“É justo um estado rico como Mato Grosso promover um estudo para a gente poder viabilizar mais unidades de proteção. A gente sabe a diferença que faz quando tem um ente desaparecido e vários outros problemas que precisam de um acompanhamento da segurança com urgência”, declarou.

BENS APREENDIDOS PARA A SEGURANÇA DE MT

Outra bandeira apresentada pela candidata envolve o destino de bens e recursos provenientes de apreensões policiais.

Janaina afirmou ter sido procurada por delegados para discutir o assunto e defendeu uma distribuição que permita às forças estaduais receber recursos e patrimônio resultantes de operações das quais participam.

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A proposta alcançaria bens como veículos, embarcações e imóveis apreendidos.

Isso não se compartilha para os estados, é mais uma perda que os servidores da segurança pública estaduais têm. Se apreender veículo, apreender barco, apreender bens, imóveis, tudo fica para a Polícia Federal”, afirmou.

Segundo Janaina, a questão deverá ser levada ao debate nacional.

Então é uma discussão que a gente vai fazer também para ter justiça na distribuição desses recursos”, acrescentou.

RGA RETROATIVO E DIREITOS DOS SERVIDORES

A valorização dos profissionais da segurança pública também entrou no conjunto de compromissos apresentados pela candidata.

Janaina afirmou que pretende levar ao Senado discussões relacionadas à reforma administrativa e atuar contra medidas que, em sua avaliação, representem perda de direitos para os servidores.

Entre as reivindicações defendidas estão o RGA retroativo, a aposentadoria especial e a implantação de auxílio-saúde para a categoria.

“A minha briga mesmo é pelo RGA retroativo, porque eu vejo, eu tenho vários amigos que são servidores que estão diretamente impactados por esses 18%, 20% de defasagem salarial. Isso impacta para qualquer um”, afirmou.

Janaina acrescentou que a perda de poder aquisitivo teria impacto ainda maior sobre os servidores que atuam diretamente na ponta.

“Imagine para o servidor que ganha 6, 7, 8 mil reais que está lá na ponta, o quanto isso faz falta no dia a dia”, declarou.

A candidata também prometeu atuar em Brasília em defesa dos profissionais da área.

Lá no Senado vocês têm meu compromisso. Com a pauta de defesa do funcionalismo público, com a pauta da segurança pública, nós vamos lutar lado a lado”, afirmou.

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CRÍTICA AO “PRENDE E SOLTA”

Em Várzea Grande, Janaina também criticou o que classificou como um ciclo de prisão e soltura de criminosos, situação que, segundo ela, afeta diretamente a motivação das forças policiais.

Nos incomoda esse prende e solta, onde o criminoso dois dias depois está na rua. Prende de novo, cinco dias depois está na rua. A polícia se desmotiva a prender, porque não aguenta mais”, declarou.

Foi nesse ponto que Janaina direcionou a responsabilidade ao Congresso Nacional.

Para a candidata, o problema não deve ser atribuído exclusivamente às decisões tomadas por magistrados. Cabe ao Legislativo produzir leis mais rigorosas e estabelecer instrumentos capazes de garantir maior proteção à população, argumentou.

Isso é omissão do Congresso, porque quem faz as leis somos nós. A culpa não é do juiz que solta, não. A culpa é do legislador que não faz uma lei que proteja a população”, disparou.

A declaração coloca o endurecimento da legislação penal entre as bandeiras que Janaina pretende levar para Brasília caso conquiste uma cadeira no Senado.

Ao reunir propostas para o Ciopaer, destinação de patrimônio apreendido, valorização dos servidores e mudanças na legislação penal, Janaina tenta consolidar a segurança pública como uma das principais vitrines de sua campanha ao Senado.

A candidata afirma que pretende fazer do mandato uma ponte entre as reivindicações das forças estaduais e o Congresso Nacional, com atuação tanto na defesa dos profissionais quanto na revisão de normas que considera insuficientes para enfrentar a criminalidade.

“Como senadora estarei às ordens de vocês lá e [vou] fazer muitos enfrentamentos com o governo federal para cuidar dos nossos colaboradores da segurança pública de todo o Brasil”, declarou.

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