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Botelho lança programa de regularização fundiária e cumpre agenda com produtores em Poconé

O deputado estadual Eduardo Botelho (União) esteve em Poconé na última terça-feira (20), onde cumpriu agenda voltada ao atendimento direto da população urbana e rural do município. Entre os principais compromissos, destaque para o lançamento oficial do programa de regularização fundiária e o início do georreferenciamento de imóveis em 15 bairros da cidade.

A ação marca o início de um amplo convênio firmado entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado Eduardo Botelho, e o governo do estado, em parceria com o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), a Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg), o Ministério Público do Estado (MPE), Corregedoria do Tribunal de Justiça e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá. O investimento total soma R$ 15 milhões, sendo R$ 7,5 milhões destinados pelo parlamentar, recursos oriundos da Assembleia Legislativa, devolvidos aos cofres do Estado após a adoção de diversas práticas eficientes de gestão no Legislativo Estadual, que resultaram em significativa economia financeira durante o período em que presidiu a Casa de Leis, e outros R$ 7,5 milhões aportados pelo governo do estado.

Nas duas etapas, um total de dois mil imóveis serão contemplados, beneficiando 15 bairros de Poconé. O trabalho começa com o voo de drones para mapeamento aéreo da região, que permitirá o georreferenciamento detalhado dos imóveis. Após o processamento das informações, será realizado o cadastramento individual dos moradores em cada bairro, etapa que antecede a entrega gratuita das escrituras definitivas.

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“Poconé está vivendo um novo momento. Com essa gestão, encontramos todas as facilidades para colocar emendas, realizar convênios e transformar recursos em benefícios reais para a população. A regularização fundiária é um trabalho feito a muitas mãos, envolvendo Assembleia, Governo do Estado, Tribunal de Justiça e os cartórios, para garantir escritura pronta, registrada e gratuita para quem mais precisa”, afirmou o deputado Eduardo Botelho.

Segundo o parlamentar, a parceria com a Corregedoria do Tribunal de Justiça foi fundamental para acelerar o processo. “Se cada cartório entregasse apenas duas escrituras por mês, levaríamos anos. Com essa união de esforços, conseguimos mobilizar todos os cartórios para garantir celeridade e justiça social”, destacou.

O prefeito de Poconé, Jonas Moraes (PP), ressaltou a importância da iniciativa para o desenvolvimento do município. “Hoje damos início ao georreferenciamento de 15 bairros da cidade e, ao final, dois mil lotes serão regularizados, tanto na área urbana quanto na zona rural. O deputado Botelho não é parceiro de hoje. Ele atua em saúde, infraestrutura, agricultura familiar e educação. Essa regularização vai transformar a vida de milhares de famílias”, afirmou.

Zona Rural – O deputado participou de reunião com representantes de associações de produtores rurais, fazendeiros e assentados da zona rural. Na ocasião, lideranças reivindicaram a execução da pavimentação asfáltica no trecho que liga a Rodovia MT-476, saindo da MT-451 até a BR-070, considerado estratégico para o escoamento da produção e o desenvolvimento regional. As condições atuais da via, segundo os produtores, comprometem a segurança dos usuários e dificultam o acesso a serviços essenciais, especialmente no período chuvoso, quando o tráfego se torna crítico.

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Outra pauta foi a situação das pontes na região rural do município. O prefeito Jonas Moraes informou que, após articulação conjunta com o deputado e o secretário estadual de Infraestrutura Marcelo Padeiro, foi viabilizado um convênio no valor de R$ 1,5 milhão para a instalação de aduelas em nove pontes, começando pela região do Peraputanga.

“Saímos em busca de R$ 700 mil e voltamos com R$ 1,5 milhão. Esse recurso vai viabilizar obras fundamentais para o tráfego de gado, soja e para o dia a dia das comunidades rurais”, destacou o prefeito.

De acordo com o assessor de regularização fundiária da Assembleia Legislativa, Euclides dos Santos, o programa prevê duas etapas, essa primeira com mil imóveis e uma segunda etapa com mais mil escrituras. “Dois mil imóveis serão contemplados em Poconé com escritura gratuita. Os recursos da Assembleia e do Governo do Estado são repassados ao Intermat, que firmou convênio com o Consórcio Vale do Rio Cuiabá. A empresa vencedora já iniciou os trabalhos e os pagamentos ocorrerão conforme a execução dos serviços”, explicou.

A agenda reforça o compromisso do deputado Eduardo Botelho com a regularização fundiária, a infraestrutura rural e o fortalecimento do desenvolvimento social e econômico de Poconé e da Baixada Cuiabana.

Fonte: ALMT – MT

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Viúvo de Amália Barros considera ‘infeliz’ fala de dirigente do PL e defende retratação pública

A repercussão da declaração do presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, durante a convenção estadual do partido, continua produzindo desdobramentos. Em entrevista ao portal O Bom da Notícia, o empresário Thiago Boava, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros e pré-candidato à Câmara dos Deputados pelo Partido Liberal, classificou como “infeliz” a fala do dirigente ao associar a morte da parlamentar à disputa eleitoral e afirmou que uma retratação pública seria o gesto mais adequado diante do episódio.

Na quarta-feira, durante entrevista coletiva concedida após a convenção da legenda, Ananias declarou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima” ao comentar o espaço político aberto após a morte de Amália Barros, falecida em maio de 2024, aos 39 anos. A vaga na Câmara Federal passou a ser ocupada pelo primeiro suplente da legenda, Nelson Barbudo.

Embora procure interpretar a declaração como fruto de uma escolha inadequada de palavras, Boava admite que o resultado foi profundamente negativo. “Prefiro acreditar que faltou domínio das palavras, e não sensibilidade. Mas a repercussão mostra que a frase foi muito infeliz”.

O empresário afirmou ainda concordar com a reflexão apresentada no artigo “Quando uma palavra pública fere muito além da política”, publicado pela jornalista Marisa Batalha, segundo o qual determinadas declarações extrapolam a disputa eleitoral porque atingem valores humanos e simbólicos muito mais amplos.

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Boava entende que as desculpas não precisam ser feitas à ele, ainda que admita seu desconforto. Porém, em uma eventual retratação deveria reconhecer o significado da trajetória construída por Amália e o esforço de tantas mulheres que enfrentam barreiras históricas para ocupar espaços de representação política.

“Não sinto necessidade de um pedido de desculpas para mim, nem acredito que seja isso que minha sogra espere. Mas penso que uma retratação seria importante pela memória da Amália e por todas as mulheres que travam diariamente essa batalha”.

Ele acrescentou que a rápida ascensão política da ex-deputada simbolizou uma conquista rara dentro de um ambiente ainda marcado por desigualdades. “A trajetória da Amália foi belíssima. Em tão pouco tempo ela conquistou um espaço que poucas lideranças conseguem construir ao longo de uma vida pública”.

Ao comentar os efeitos políticos da declaração, Boava também observou que um gesto de reconhecimento do erro contribuiria para a própria imagem do dirigente partidário. “Seria importante para ele também. As pessoas estão formando uma impressão sobre esse episódio, e reconhecer um equívoco demonstra grandeza.”

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A declaração de Ananias repercutiu entre lideranças políticas, jornalistas e movimentos ligados à participação feminina na política. Alguns veículos de comunicação noticiaram o constrangimento provocado pela fala e destacaram o entendimento de Boava de que uma retratação pública seria o caminho mais adequado para encerrar o episódio.

Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração abriu um debate que ultrapassou os limites partidários e reacendeu discussões sobre responsabilidade institucional, cuidado com a linguagem e respeito à memória de mulheres que conseguiram romper barreiras históricas na política brasileira.

Amália Barros morreu em maio de 2024, aos 39 anos, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde permaneceu internada em estado grave após complicações decorrentes de uma cirurgia para a retirada de um nódulo no pâncreas.

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