PARCERIA COM SEDUC E UFMT
Max Russi vai levar oficinas sobre recursos minerais e sustentabilidade a mais de 22 mil estudantes de Mato Grosso
Projeto Educa Mineração chegará a 24 escolas públicas de sete municípios e levará aos alunos conhecimentos sobre mineração, geociências, sustentabilidade e a presença dos recursos minerais no cotidiano
Mais de 22 mil estudantes da rede pública de Mato Grosso serão alcançados por uma nova etapa do projeto Educa Mineração, iniciativa do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos).
O programa será desenvolvido em 24 escolas públicas de sete municípios, com oficinas e atividades educativas voltadas à mineração, geociências, sustentabilidade e à presença dos recursos minerais em produtos utilizados diariamente pela população.
Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, as unidades escolares contempladas somam 22.637 estudantes, ampliando significativamente o alcance da iniciativa.
A nova etapa será lançada na quinta-feira (10), em Jaciara, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
No município, as atividades começam pela Escola Estadual São Francisco e seguem, no dia seguinte, para a Escola Estadual Prefeito Artur Ramos.
Além de Jaciara, o cronograma contempla escolas de Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Várzea Grande, Cuiabá, Poconé e Tesouro.
EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
A iniciativa amplia uma política criada a partir da Lei nº 12.727/2024, de autoria de Max Russi, responsável por instituir a Semana Estadual da Campanha Educa Mineração.
A legislação prevê ações educativas destinadas a ampliar o conhecimento sobre pesquisa, exploração, lavra e beneficiamento de minérios, aproximando o tema da realidade da população e, especialmente, dos estudantes.
A proposta das oficinas é mostrar que os recursos minerais fazem parte de inúmeros elementos presentes no cotidiano, desde celulares e veículos até materiais empregados na construção de casas e outras estruturas.
Ao mesmo tempo, o programa pretende estimular a discussão sobre responsabilidade ambiental e sustentabilidade, apresentando aos estudantes a importância dos recursos minerais e os desafios envolvidos em sua exploração.
Max Russi defende que levar o tema para dentro das escolas permite ampliar o conhecimento dos jovens e promover uma discussão mais abrangente sobre o setor.
“Queremos levar conhecimento para dentro das escolas e mostrar aos estudantes que a mineração está muito mais presente na vida deles do que imaginam. Está no celular, na construção das casas, nos veículos e em inúmeros produtos que usamos todos os dias. Educação também é o caminho para discutir como essa atividade pode avançar com responsabilidade e sustentabilidade”, destacou o parlamentar.
MAIS DE 22 MIL ESTUDANTES
Com a expansão para 24 unidades escolares, o Educa Mineração terá potencial para alcançar 22.637 estudantes nos sete municípios contemplados nesta etapa.
A parceria entre o projeto, a Seduc e a UFMT busca combinar o ambiente escolar com conhecimento técnico e científico, permitindo que os alunos tenham contato com conteúdos relacionados às geociências e à utilização dos recursos naturais.
A nova etapa amplia o alcance do Educa Mineração e coloca dentro das escolas públicas de Mato Grosso uma discussão que envolve educação, recursos naturais, desenvolvimento e sustentabilidade, alcançando diretamente mais de 22 mil estudantes.
POLÍTICA MT
Justiça mantém vídeo de Pivetta em que Silval acusa Wellington de receber propina
TRE-MT rejeita pedido da coligação de Wellington para retirar publicação e aponta que recorte jornalístico sobre delação tem correspondência com fato noticiado à época
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) manteve nas redes sociais do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) um vídeo que contrapõe uma declaração do senador Wellington Fagundes (PL) a uma reportagem sobre a delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.
A decisão foi assinada pela juíza Glenda Moreira Borges, que negou o pedido de tutela de urgência apresentado pela coligação Coração da Gente (PL, PRD, MDB e Solidariedade) para retirar a publicação da internet.
No vídeo, Wellington aparece afirmando que nunca teria sido delatado. Na sequência, a publicação apresenta uma notícia segundo a qual Silval Barbosa teria citado o senador em relato envolvendo suposto recebimento de 20% em propina relacionada a recursos de obras em Mato Grosso.
A acusação mencionada no vídeo decorre da delação atribuída ao ex-governador. A referência ao nome de Wellington na colaboração não significa, por si só, condenação ou comprovação judicial de que o senador tenha efetivamente recebido propina.
JUSTIÇA APONTA CORRESPONDÊNCIA COM FATO NOTICIADO
Ao analisar o pedido da coligação, a magistrada considerou que a documentação apresentada demonstrava correspondência entre o recorte jornalístico utilizado no vídeo e fatos divulgados à época.
“A documentação apresentada revela que o recorte jornalístico utilizado na publicação possui correspondência com fato noticiado à época, relacionado à menção do nome de Wellington Fagundes no contexto da delação de Silval Barbosa. A própria documentação indicada na inicial registra a existência dessa referência”, pontuou a magistrada.
O entendimento foi determinante para que a Justiça Eleitoral não ordenasse, em caráter de urgência, a exclusão da publicação.
PEDIDO DE RETIRADA É NEGADO
A coligação Coração da Gente buscava suspender o vídeo das redes sociais. O pedido de tutela de urgência, porém, foi negado pelo TRE-MT.
Na avaliação da magistrada, não havia, naquele momento processual, elementos suficientemente seguros para concluir que o conteúdo apresentado estivesse descontextualizado.
“Não se verificam elementos suficientemente seguros para caracterizar a probabilidade do direito necessária à concessão da tutela de urgência. À primeira vista, o teor do vídeo não permite a conclusão, de forma incontroversa e sem exame aprofundado, de atribuição de fato descontextualizado”, afirmou.
Com a decisão, o vídeo publicado nas redes de Pivetta permanece no ar, apesar da tentativa da coligação adversária de conseguir sua retirada imediata.
A decisão é relativa ao pedido de urgência e não representa julgamento definitivo sobre a veracidade da acusação de recebimento de propina, tampouco equivale a uma condenação de Wellington. O ponto reconhecido nessa etapa foi a correspondência do recorte jornalístico com notícia da época sobre a menção do senador no contexto da delação.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A magistrada também destacou a necessidade de preservar a liberdade de expressão no debate político, citando o entendimento de que críticas firmes, ironias e recursos de edição estão protegidos dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral.
“A liberdade de expressão protege críticas firmes, ironias e recursos de edição próprios do debate político. Por essa razão, o artigo 38 da Resolução TSE nº 23.610/2019 exige a menor interferência possível da Justiça Eleitoral na internet e reserva a remoção de conteúdos para situações de violação às regras eleitorais”, registrou.
Na prática, a Justiça rejeitou a tentativa de retirada imediata do vídeo de Pivetta e reconheceu, em análise preliminar, que o recorte jornalístico utilizado possui correspondência com fato noticiado à época sobre a menção de Wellington Fagundes no contexto da delação de Silval Barbosa.
Veja o video
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