ELEIÇÕES 2026 – PESQUISA ATLASINTEL
A 23 dias da eleição, AtlasIntel aponta disputa acirrada e MT pode ter 2º turno pela primeira vez – veja graficos
Levantamento mostra cenário de empate técnico na corrida pelo Governo e indica que a eleição estadual pode chegar ao segundo turno, fato inédito na história política de Mato Grosso.
A 23 dias das eleições de 4 de outubro, a disputa pelo Governo de Mato Grosso entra na reta decisiva com um cenário de forte equilíbrio entre os principais candidatos.
A nova pesquisa do Instituto AtlasIntel mostra uma corrida apertada e reforça uma possibilidade inédita no Estado: pela primeira vez, a eleição para governador de Mato Grosso poderá ser decidida em segundo turno.
O levantamento revela que nenhum dos principais nomes consegue, neste momento, abrir vantagem suficiente para transformar a disputa em uma eleição confortável. O cenário apontado pela AtlasIntel coloca os candidatos na faixa de empate técnico, aumentando a expectativa sobre o comportamento do eleitorado nas últimas três semanas de campanha.
A possibilidade de segundo turno ganha peso porque, para vencer no primeiro turno, um candidato precisa alcançar mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum concorrente ultrapasse essa marca em 4 de outubro, os dois mais votados avançam para uma nova votação.
Historicamente, Mato Grosso tem definido suas eleições para governador ainda no primeiro turno. O cenário apresentado pela AtlasIntel, portanto, coloca a eleição de 2026 diante da possibilidade de quebrar essa tradição.
Com apenas 23 dias restantes, a campanha entra agora em uma fase em que debates, programas eleitorais, mobilizações municipais e a definição dos eleitores ainda indecisos podem ser determinantes.
A fotografia da AtlasIntel mostra que a eleição permanece aberta e que a reta final poderá definir não apenas quem chegará à frente em 4 de outubro, mas também se Mato Grosso viverá o primeiro segundo turno de sua história na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Veja graficos

POLÍTICA MT
Irajá avança no PSD, ameaça derrotar Emanuelzinho nas urnas e aumenta pressão sobre clã Pinheiro
Projeções eleitorais colocam Irajá Lacerda em vantagem na disputa interna pela Câmara Federal e indicam cenário difícil para Emanuel Pinheiro Filho, que tenta conquistar o terceiro mandato consecutivo
O avanço da campanha de Irajá Lacerda dentro do PSD começa a desenhar um cenário preocupante para o deputado federal Emanuel Pinheiro Filho, o Emanuelzinho, que busca nas eleições de outubro conquistar o terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados.
A pouco mais de três semanas da votação, projeções eleitorais apontam Irajá como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, situação que pode deixar Emanuelzinho fora da única vaga direta projetada para a legenda.
A avaliação publicada nesta sexta-feira (11) pelo jornalista Romilson Dourado, do RDNews, leva em consideração o cenário atual da disputa, pesquisas, estrutura eleitoral, grupos de apoiadores, desempenho interno das candidaturas e volume de campanha. Segundo a análise, Irajá Lacerda desponta como potencial candidato mais votado do PSD para deputado federal, cenário que ameaça diretamente a tentativa de Emanuelzinho de conquistar o terceiro mandato.
A projeção indica que Irajá pode ultrapassar a casa dos 80 mil votos. Em 2022, o advogado recebeu 54.607 votos, mas não conseguiu se eleger em razão do desempenho da legenda.
Agora, além de sua principal base eleitoral na região de Cáceres, Irajá aparece com expansão política para outras regiões de Mato Grosso, incluindo Baixada Cuiabana, Médio-Norte e Araguaia, aumentando sua competitividade dentro da própria chapa.
Para Emanuelzinho, o problema está justamente na matemática da eleição proporcional. A projeção aponta um quociente eleitoral próximo de 231 mil votos, enquanto o PSD poderia alcançar aproximadamente 265 mil. Nesse desenho, a legenda teria condições de conquistar uma vaga direta.
Com apenas uma cadeira direta em jogo, a disputa interna passa a ser decisiva: Emanuelzinho precisa não apenas obter uma votação expressiva, mas superar os próprios companheiros de partido.
O deputado tenta renovar o mandato depois de oito anos consecutivos na Câmara Federal. Na reta final, seu desempenho parlamentar e as entregas realizadas durante esse período também entram no debate político e passam a ser explorados por adversários na tentativa de convencer o eleitorado pela renovação.
Nos bastidores, o risco de Emanuelzinho perder espaço para Irajá aumenta a pressão sobre o grupo político da família Pinheiro, que tem no mandato federal uma de suas principais posições na política estadual.
O quadro, porém, ainda é uma projeção e não representa antecipação do resultado das urnas. Com pouco mais de três semanas de campanha, movimentações políticas, estrutura partidária e desempenho individual dos candidatos ainda podem alterar a composição da chapa.
Se Irajá confirmar nas urnas o desempenho projetado e terminar como o mais votado do PSD, Emanuelzinho poderá ver interrompida sua trajetória na Câmara Federal. A batalha mais perigosa para o deputado, portanto, pode não estar nos partidos adversários, mas dentro da própria chapa.
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